quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Decidindo a Fotografia do seu casamento - parte 1: os diferentes estilos de fotografia


Quer um registro fotográfico lindo mas não sabe por onde começar? Então senta aí que o papo é contigo (Imagem: Tulio Thomé)
Minhas senhoras casadoiras, como vão?
Olha, um dos lances interessantes de estar desse lado de cá do negócio, como noiva-sênior (rysos) e fornecedora, é poder montar uma visão mais panorâmica dos perrengues recorrentes que envolvem a montagem de um casamento. Entre as minhas freguesas, é com certeza a fotografia que mais deixa todo mundo bolado e confuso. Os valores assustam e as opções são inúmeras. Também cada um diz uma coisa no seu ouvido "ah! tem que escolher com o coração!" "ah! é um registro eterno!" "ah!! tem que ter álbum". É.. numa coisa tá todo mundo certo, a fotografia é um registro eterno e por isso deve ser escolhida com muito carinho e cuidado.

Mas aí eu acho engraçado porque ninguém nunca fala sobre exatamente que cuidados são esses e, porque as informações parecem meio vagas, a gente acaba tendendo a achar que o mais seguro é escolher a galera com maior preço ou os mais recomendados pelas noivas, pelas revistas. Meu objetivo nesta série de postagens é tentar esclarecer as dúvidas mais frequentemente perguntadas pelas senhoras aqui no blog, na fanpage e nos emails. Espero ajudar um pouco na hora de tomar a decisão derradeira.

Trabalho autoral x Trabalho mecânico
Fotografia é uma arte, o fotógrafo é um artista. Mas a verdade sobre o mundo é que isto não é uma regra. A primeiríssima coisa a ser pensada na hora de fechar esse item é: queremos um registro visível de tudo o que aconteceu no nosso casamento ou queremos um registro dotado de estilo do que aconteceu no nosso casamento?
Deixa ver se explico melhor. Com o advento da fotografia digital e do primado da imagem sobre o texto a gente meio que ficou com os olhos viciados em rostos, corpos e imagens de situações. Quando olhamos pra uma foto hoje a nossa cabeça mais se interessa em entender o que está nela, do que ela se trata, do que pela sua qualidade. Se eu consigo ver a noiva, se eu consigo entender que ela jogou o buquê do alto de uma escada, se achei lindo os noivos abraçados com um cachorrinho ESSE FOTÓGRAFO É BOM. Se isso basta pra você, serião, não gaste grana com este item. Chame o sobrinho, uns amigos e deixa que a galera registra pra você e te manda por email. Tem um monte de empresa por aí sem comprometimento algum com a qualidade, o negócio deles é fazer fotos de casamento em que as pessoas se vejam e ponto. Isso de composição basicamente não existe no mundo deles. Não os julgo, temos contas a pagar e, se tem quem contrate, por que não oferecer o serviço?
Conheço empresas de fotografia com  15 fotógrafos que todo final de semana se deslocam pra fazer 4, 5 casamentos. Vale ser no mesmo dia, vale ser só fotos da festa ou do making of, eles fazem o que você precisa e o que você está disposto a pagar. Um lance é um lance, romance é romance.
Eles entregam as fotos no dia seguinte (aliás, rapidez é a principal propaganda que fazem de si!)

OS ESTILOS DE FOTOGRAFIA
Cês lembram do Arcadismo, do Naturalismo, do Romantismo...? Então, a fotografia de casamentos hoje também possui diferentes escolas, diferentes estilos - todos eles subgrupos do grande guarda-chuva chamado Fotografia social. Então, antes de pensar em grifes ou no que disse Fulana, Beltrana,  papagaio e periquito, o casal precisa decidir que estilo de registro fotográfico se encaixa no conceito do casamento. A fotografia de casamentos hoje se divide em duas principais abordagens: a Tradicional e a Fotojornalística.

Fotografia Tradicional
Nesse estilo, busca-se um registro mais clássico do casamento, mais posado também. O ojetivo dos fotógrafos tradicionais é não deixar de fazer as imagens consideradas essenciais de se ter do grande dia; a noiva saindo do carro, o beijo no altar, o corte do bolo, a foto em família. Uma característica forte da fotografia Tradicional é que há um certo controle do profissional sobre os eventos do casamento, há uma certa direção. Esse é um estilo que todo mundo chuta, mas diz aí: dá pra não ter foto com seus pais??
O que a galera precisa enfiar na porra da cabeça é que os caras tradicionais não são vilões! Minha amiga, muitos deles vieram ou aprenderam fotografia com a galera oldschool da era analógica. Na época em que filme era caro pra cacete, que ter um rolo de 36 poses era o ápice das suas férias em Araruama, só era possível registrar direito um casamento focando num roteiro bem rígido do must to have e, pra fazer essas imagens obrigatórias sem queimar filme atoa, era essencial que o fotógrafo dominasse a cena pra que as coisas não saíssem cagadas. Olhar no monitor e ver como tava ficando e apagar o que ficava  ruim não rolava. Se cagasse, ia ficar cagado pra sempre, apenas adeus.
Acho que deveríamos respeitar mais este heróico passado da fotografia de casamento.

Fotografia posada não é sinônimo de fotografia chata! É o que prova Klaucius Ank com suas fotografias intituladas "Étudo pose"
O Felipe Maiato não é um fotógrafo tradicional, mas seus registros históricos de noivas (onde ela aparece sozinha e de corpo inteiro) são geniais e atemporais


Fotografia Meio tradicional, meio editorial

Pensa num lance casamento de revista. Então, nesse estilo pose é ótimo, bora fazer! A ideia é que os noivos - principalmente a noiva - vivam um dia de glamour e se sintam lindos. Outras imagens são feitas, obviamente, a cobertura do casamento corre normalmente unindo fotos obrigatórias, decoração (bastante valorizada neste estilo) com imagens posadas, mas que não sejam sérias e robóticas. Encontrar o equilíbrio entre a espontaneidade e o parar pra tirar foto não é pra qualquer um.




Fotojornalismo
Olha só que coisa louca: embora possa parecer, a fotografia fotojornalística não tem necessariamente a ver com reportagem ou com a imprensa. O termo - como quase tudo hoje nos casamentos - foi herdado dos americanos, photojournalism. Eu tô falando isso que é pra você entender qual é a da proposta. Pros americanos, photojournalistic é a fotografia feita pra reportagem, com o objetivo de ser notícia; são flagrantes, denúncias, ilustração de um texto jornalístico. Já photojournalism seria a fotografia social feita à semelhança de uma reportagem, ou seja, o foco desses profissionais é capturar os momentos sem muita interferência, fazer flagrantes com um objetivo de construir uma narração do casamento.
O fotojornalismo também envolve imagens que não necessariamente são as do casamento, mas que são capturas de fine art mesmo. Podem ser objetos, animais, crianças, casas, situações que pintaram na hora e que servem para criar o contexto emocional e afetivo do relato.

Marina Lomar
Pés da noiva e pés da filhinha da noiva

Dá pra dividir o fotojornalismo e dois subgrupos:

Fotojornalismo juntado com fotografia tradicional
A fotografia é realmente uma arte que remete ao eterno e um verdadeiro clássico é sempre atemporal. É por isso que, por mais vanguardista e modafoca badass 2.0 que pretendamos ser, continuamos valorizando as tais fotinhas tradicionais dos familiares, do primeiro beijo, do buquê.... Mas como ter um pé cá e outro lá? Dá pra fazer, brasileiros!! Hoje temos uma galera extremamente competente aí que colocou como objetivo de vida e trabalho capturar os momentos naturais, mas também dedicar um tempo pra fazer os registros históricos/tradicionais. 
Converse com o profissional que você anda visando sobre esta possibilidade e sobre como acontece na prática essa transição do posado pro flagrante.


Olha! Olha! é a Luiza!
Fotojornalismo antropológico
Qual é a ideia: ir com força em cima de tudo que é orgânico, natural e autêntico tanto no casamento quanto nos noivos e nos convidados.  A cobertura antropológica do casamento não é de gosto fácil. Nem todo mundo se sente confortável com flagrantes do tipo a noiva fazendo cara de dor ao tirar o sapato, ou sem maquiagem olhando pro vazio ao lado do seu vestido. Há quem ache belíssimo (eu acho! eu acho!). Esses caras, antes de buscar o registro puro e simples de tudo o que aconteceu no seu casamento, buscam capturar a alma da celebração, o espírito daquele momento e das pessoas envolvidas; das pessoas enquanto seres humanos mesmo, sabe? O glamour não é uma prioridade. Esse estilo é meio avesso a qualquer coisa posada ou dirigida, preferem o dinamismo e o inesperado. Eles gostam do casamento realidade! Se você vai casar numa locação exótica, se é do samba ou se sabe que vai beber, que a galera não vai parar, se você é da família do Tufão, esse é o seu estilo de registro.
As três acima são de Nathan Thrall






Quanto tempo antes eu devo fechar fotografia?
O mundo é cruel... Fotografia é um dos itens mais caros e mais importantes do casamento, mas também é um dos que você precisa ver logo no começo da brincadeira. Você não precisa necessariamente fechar com alguém, mas precisa começar a pesquisar, a assuntar nos fóruns e grupos de email da vida. A antecedência é super importante, primeiro porque a agenda desses profissionais costuma ser bem apertada e segundo porque se você deixar muito pra cima do dia do casamento vai ficar complicado de pagar/parcelar. Mas essa antecedência é de quanto tempo, afinal?

Broderas, cês devem ouvir por aí com certa frequencia noivas que vão casar daqui há 2, 3 anos já fechando fotografia. Elas costumam bater no peito cheias de orgulho porque já liquidaram esse item, mas vou falar um lance: o fotógrafo é um artista e não um apertador de porcas. Bem, eu penso ser essencial que um artista se reinvente, que evolua, que mantenha a cabeça aberta a novas técnicas e influências. Isso significa que o trabalho que ele faz hoje muito, mas muito dificilmente será o mesmo que ele vai estar fazendo daqui há 3 anos. Daqui há 3 anos ele pode ter virado enfermeiro, astrofísico! Na verdade não confio em nenhum profissional subjetivo que feche negócios tanto tempo antes.
E se o profissional não muda, talvez vocês mudem. Cês vão ver muita coisa, conhecer muita gente, aprimorar ideias, se apaixonar e se desapaixonar de muitas coisas relacionadas ao mundo dos casamentos. Certifiquem-se de que já viram realmente um monte de trabalhos e de estilos antes de tomar a decisão. Fechar muito antes coloca vocês sob o forte risco de encontrarem mais pra frente um profissional apaixonante e que talvez tenha entrado no mercado há pouco tempo.
A escolha da fotografia que nos agrada está intimamente ligada a construção do olhar fotográfico e, se você não trabalha com áudio-visual, saiba que isso leva um tempinho. É um amadurecimento. 

Penso que o ideal é fechar com, no máximo, 1 ano de antecedência!

terça-feira, 4 de setembro de 2012

Levando o Instagram pro seu casamento



A senhora ama/é Instagram? Então deixa eu te falar, vi esses dias uma matéria no The Knot que me fez pirar geral com uma ideia simples e delícia: levar a nostalgia e a afetividade da fotografia analógica pro casamento através de badulaques e negocinhos que você pode produzir usando o aplicativo. Inspirada na matéria gringa, listei 6 ideias bacanas e bem fáceis de aplicar ao planejamento nubente - fiz algumas adaptações porque certas coisas que eles sugerem ou não estão disponíveis em nosso Brasil ou possuem um modo de fazer mais dentro da nossa realidade.

Contratar um serviço de revelação instantânea 
Sim, minha cara noiva geek, suas preces foram atendidas! Hoje no Brasil já contamos com aquele serviço FUCK YEAH que imprime as fotos do Instagram tiradas pelos convidados (ou por você) na mesma hora. É só contratar o pessoal da Printgr.am que eles montam a barraquinha no seu casório. Funciona assim, a galera tira uma foto e coloca lá a hashtag do casamento, daí é só correr lá no stand dos caras e pegar a imagem reveladíssima: uma pra ele, outra pros noivos. Recomendo muito pra quem não vai ter pista de dança e está com medo da festa ficar monótona, principalmente pros noivos que estão pensando em fazer photobooth. No Rio, o serviço tá saindo em média a R$ 1.800, só não esquece que o local do pleito tem que ter wifi.

Mini álbum bossa-nova vintage
Entre os produtos cheios de amor do Prinstagram, um se destaca: o mini álbum com 100 fotos é apenas fofura eterna! É ideal pra levar fotos do casamento pra lá e pra cá, mostrar pro povo, pro chefe, pra manicure sem burocracia e sem medo de tomar grandes prejuízos se ele danificar. Essa belezinha sai por $12 e os caras entregam pro mundo todo. Eba!

 Um save the date cartão postal
Olha só que coisa linda: com o Postgram, suas imagens instagramadas viram cartões postais que você pode usar pra mandar por email como save the date a custo zero. Basta baixar o aplicativo e escolher a imagem mais tchururu do casal. Ah sim! Os caras também imprimem o cartão postal, mas aí tem que ver com a sua prima que viajou pros states se ela tem como trazer a encomenda pra você porque a empresa ainda não oferece entrega internacional


Fazer adesivos no Instagoodies e usá-los nas lembrancinhas
No Instagoodies você seleciona as fotos direto da sua conta no Instagram e transforma em adesivos que ficam um coisa linda fazendo fechamento de pacotes de lembrancinha. São quadradinhos de 22mm de comprimento e a cartela com 90 adesivos sai por $14,00 (tem que ter cartão internacional, hein).
Com algum domínio do editor de imagens, você consegue imprimir as fotos em folha adesiva na gráfica mais próxima. Aqui no Rio, num bureau bolado tá cobrando em média R$ 20,00 por uma folha adesiva A3.

Usar fotos do instagram no album do casamento 
Era meu sonho! Mas aí na época rolava aquele monopólio dos Iphones e também eu tava sem cabeça até pra pensar na cor da minha calcinha. Mas muitos noivos tiveram uma presença de espírito maior que a minha selecionaram algumas fotos legais tiradas pelos convidados para incorporar às fotos oficiais do casamento. Como? Se vocês mesmos vão diagramar o álbum nesses serviços online de foto-livro é moleza né? Caso tenham contratado álbum com uma empresa de fotografia, converse com o profissional que ele vai te ajudar a encaixar tudinho. 



Importante. Olha a hashtasg!!
Gente, mas aí todo mundo tira foto com Instagram, como faz pra recuperar? Pra você e seu noivo não ficarem depois feito loucos passando pires e pedindo fotos de convidado em convidado, estabeleçam uma hashtag (aquele #jogodavelha) pro dia de vocês de forma que as fotos possam ser indexadas num mesmo diretório. Aí vai ser tranquilo de acessar, de ver o casamento pelos olhos de familiares e amigos + selecionar o que vai virar material impresso. 

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As imagens são do The Knot || do Barefoot in Chicken || do site da Farm Rio (entrem nesses dois últimos links!!! ^_^ )

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Thaís e Emerson: sobre as coisas do amor, do destino e da delicadeza

 

Não sei realmente se estou habituada a pergunta: mas então? Como você começou a trabalhar com casamentos? Nessas horas, parece sempre prático dizer que foi depois do meu casamento que a ideia surgiu na minha vida... as pessoas se sentem satisfeitas com esta resposta. Deve fazer sentido. Mas naquela hora, quando já tínhamos empacotado mais da metade da festa e ela já estava com o rosto brilhando de tanto andar pra lá e pra cá distribuindo abraços, beijos e cupcakes para as pessoas que saíam do restaurante, naquela hora em que ela anunciou que ia tirar o vestido pra ir embora e pegou na minha mão perguntando com o olho de bailarina: você vai escrever sobre hoje? você vai escrever sobre a nossa história? Exatamente ali eu não saberia o que responder. Por que comecei a trabalhar com casamentos? Eu simplesmente não sei, caras.. Também não sei como sobrevivi àquele olhar nem a todas as coisas que haviam dentro dele; coisas minhas, coisas dela.

Esta é a história do casamento da Thaís, a primeira noiva que me contratou. Essa é a história de como ela virou minha vida do avesso e me transformou numa cerimonialista de casamentos.

  
Olha, já fiz muita coisa nessa vida. Por gosto, por necessidade. Já vendi cachorro quente em carrocinha, vendi muamba um e noventa e nove, sanduíche natural, cerveja no carnaval da Lapa. Já trabalhei por comida e já trabalhei sem receber nada em troca além de muito choro de arrependimento. Já fui articulista, livreira, pesquisadora e professora. Me acostumei a pensar que tinha passado por coisas demais e por causa disso me agarrei à vida acadêmica e a História com alegria: era finalmente a oportunidade de uma vida tranquila, financeiramente estável e bacana. Era o que eu pensava.

Em algum momento disso tudo, lá entre as serras e os prédios imperiais de Teresópolis Thaís decidia também que a História seria uma linda carreira a seguir: crítica social, erudição, a compreensão de nossa identidade e do que podemos mudar no mundo. Imagino que a mãe dela, que é professora, deva ter curtido a ideia. Agora imagina só, se a Thaís não tivesse tirado ZERO em Física, talvez tivéssemos nos esbarrado anos depois pelos corredores do Instituto de Ciências Sociais ali no Largo de São Francisco. Num destino louco e outro, Thaís... vai ver a gente nem teria se falado!

Pior para a História, melhor para o Direito. Se fosse ela a escrever sobre esses acontecimentos, certamente afirmaria com uma certeza tranquila que estava tudo nos planos de Deus, este sim, grande roteirista. Porque ela ficava encolhida no frio, à noite, esperando o ônibus em frente à faculdade vendo os namorados buscarem as meninas de moto e ela lá... Por que não posso ter um namorado também? Abençoado zero em Física; num destino louco, outro e super triste, Thaís também não teria conhecido o Emerson.
Sim, Emerson tinha uma moto.

Anos depois, há alguns quilômetros da Nossa Senhora de Copacabana, onde os dois tinham ido morar num objetivo super focado de estudar, trabalhar e construir uma carreira, eu tentava não ter um ataque e manter a sanidade diante dos 13 dias que faltavam pro meu casamento. Foi naquele dia de 2011 que nossas vidas entraram em rota de colisão através de uma mensagem em que tava escrito assim:
Caraca! Acompanho seu blog e as postagens no "mini casamentos! Sou fã das suas dicas e do seu convite, adorei é pouco!! Agora vejo que você  no Facebook do irmão do meu noivo! Não resisti! Preciso ter você por perto. Ótimas vibrações pro seu grande dia! Vai dar tudo certo!
Sério!? Ela era cunhada de um dos caras mais fantásticos que eu já conheci e com quem tive a alegria imensa de trabalhar na Livraria da Travessa. Respondi bem feliz. Na mensagem seguinte, ela atirou
Priscilla, não sei se você gostou dessa história de preparativos de casamentos, mas caso tenha gostado, e queira me assessorar eu te contrato!  Não sei se você terá disponibilidade de tempo em março ou abril de 2012, mas não tenho tempo para nada e não tô afim de contratar uma equipe de cerimonialistas, quero um mini casamento delicado e um pessoa como você tem o perfil que procuro. Podemos inclusive fazer um contrato e te dou um sinal agora, antes do seu casamento....
O que??? O que??? Fiquei transtornada! Até então essa coisa de dizer que eu ia trabalhar com casamentos depois do meu era uma piada! É por isso que não sei se foi o cansaço pós-Saara, se estava anestesiada com todos os acontecimento ou se foram as palavras mágicas (naquele momento de desespero! ahaha) "te dou um sinal agora, antes do seu casamento"... Só sei que respondi: Topo! Topo!
Malandro não pára, malandro dá um tempo. Assessora de casamentos. Larguei academia, larguei a história, larguei o magistério. Engraçado como depois do casamento essas coisas pararam de parecer tão importantes... Passava os dias revirando o que fazer. Tinha a dissertação, mas agora ela soava sem graça, inútil. Comecei a sentir falta do peso de ser noiva, das escolhas, das angústias criativas, de tudo. Marquei então com a Thaís da gente se encontrar ao vivo.

Ela era um encanto! Quero dizer, havia qualquer coisa muito doce na Thaís que eu não entendia e até hoje não entendo. Acho que o meio acadêmico tinha me mergulhado num cinismo tão bizarro que ali na frente dela, ouvindo sobre seus planos, sua história e, principalmente, sobre sua religiosidade, fiquei perturbada. Disfarcei.

A ideia inicial era a seguinte: uma celebração religiosa na Nossa Senhora da Lapa, uma capela barroca espremida na Rua do Ouvidor seguida de uma pequena comemoração na Casa Julieta de Serpa que, quando ela tinha começado a sondar, ainda alugava os espaços indepententes. Como alugar a CJS inteira seria insano e caro, os planos se voltaram pra comemoração em algum barzinho ou restaurante das redondezas. Foi aí que fiquei mais bolada; aquela delicada advogada pretendia sair da igreja de tardinha, sentar com o povo e seu amor num bar, pedir batatas fritas, abrir um espumante e curtir um happy hour carioca típico. Apenas a amei pra sempre.

Mas a vida é uma caixinha de surpresas! Primeiro a gente descobriu que os bares não estavam nada afim de deixar nossos planos seguirem em frente: uma resistência quanto a ser um casamento, quanto a realizar algo que pudesse "espantar os clientes" e uma abertura  impressionante ao pagamento de qualquer quantia superior a 5 mil referentes ao aluguel do espaço. Só o espaço! Nem um palito de dente incluso! Segundo, com a igreja já reservada, o fotógrafo contratado, faltando apenas 3 meses pra tudo, o Emerson descobriu que teria uma prova de concurso LOGO ALÍ EM GOIÁS... no dia seguinte ao casamento!! 

Fiquei com o coração partido pelos dois. Vamos dar um jeitinho! Vamos! A Thaís optou por fazer somente a cerimônia religiosa, entregar uns bem casados e beijinhos na porta da igreja. Seria uma pena, uma pena... Depois de tantas expectativas e planos ter de abrir mão da festa, nenhuma noiva merece um negócio desses. Resolvemos então fazer somente um café da manhã para não atrapalhar a viagem do noivo. Algo terminando bem cedo, era só pra não passar em branco.

Bem, nessas horas onde as coisas ficam meio sem saída, a saída é perverter a sanidade. Foi assim que o "bem-casado entregue na porta da igreja" se tornou um almoço terrivelmente delicioso e delicado num bistrozinho centenário de comida soberba. Simplicidade e praticidade viraram nossas palavras de ordem: o único item ou ornamento que não podia faltar era estar juntos com sua família festejando aquela união no mesmo Rio de Janeiro que os acolheu quando, de maneira quase acidental, se viram construindo uma vida em comum. Pintei com spray os copinhos que ela comprou em Teresópolis (veja aqui o tutorial da Shirley Yáñez), a mãe da noiva montou o buquê, a Roberta Araújo orquestrou a vinda e a montagem das flores: nada de grandes arranjos, só um toque, simplicidade, simplicidade!

Tudo tinha corrido tão bem, de maneira tão perfeita. Deus, um grande roteirista. Digo pra vocês que a perfeição não se planeja, é dádiva. Tínhamos recebido uma dádiva e agora tudo o que faltava era o Emerson sair correndo para o aeroporto. Foi aí que ela me parou e disse pra eu contar a história. A história de tudo, fazer uma postagem. Sobre a paixão pelo tule de poá, sobre o dia da prova da maquiagem em que cheguei no apartamento dela mas o porteiro tocou o interfone na casa errada e disse que ela não estava, sobre a daminha das alianças que não quis entrar de jeito nenhum e sobre nossa maratona nervosíssima pra pagar o restaurante antes do banco fechar. No final, violinos reverberando naquela igreja. E os gringos começaram a se amontoar na porta. A Thaís veio andando pela rua tranquilamente e aí eles se casaram numa cerimônia plena de significados e de comprometimento com o ritual. Sabe aquela coisa de casar na igreja porque é bonito? Não, aquilo ali era de verdade, era milenar, era  roots. Foi alucinante!

 

Eu disse que não ia conseguir contar nada direito. Sobre ela, sobre mim. Sobre o significado de tudo o que aconteceu na minha vida depois que ela apareceu. Sabia que não ia dar certo. A única forma de aprisionar os fatos em forma de relato pra que todo mundo veja e sinta como tudo aconteceu é a arte. Sendo assim, é melhor a humildade de aceitar que precisamos é nos ver. Por que nunca mais te vi? A culpa é sua, você me colocou nessa e agora não consigo tempo nem pra tomar um copo d'água, Thaís.

Saiba que meu carinho e admiração por você são imensos. Pela sua doçura, a sua fé e a sua calma de Dalai Lama. Principalmente pela sua franqueza, sua abertura destemida e sincera diante do mundo. Há um poder nisso que nunca antes eu tinha visto cara a cara. Você transborda.

Obrigada pela confiança de vocês, pelo carinho e por não me matar quando eu errei os nomes no convite. Obrigada por ter escrito aquela mensagem, por ter colidido com a minha vida e mudado tudo. Pela primeira vez me sinto plena fazendo algo, pela primeira vez sinto que estou em casa. Todo amor do mundo pra vocês! 


Resumo da ópera

Vestido: Ateliê Gorete 2241.9413 [ai gente.. a nêga Gorete apenas se superou com este vestido!] ||
Buquê de broches: a mãe da noiva quem fez! || Maquiagem e cabelo: Priscila Schwafer || Local da cerimônia: Igreja de Nossa Senhora da Lapa dos Mercadores || Decoração e Flores: Vou Casar e Panz + Roberta Araújo || Local da Festa: Bistrô Ouvidor || Doces: Jane 2712-8611 || Torre de cupcakes: Doce Sabor || Bem Casados: Cacau Bem Casados [uma delícia, brasiu! afora que compramos numa mega promoção da ExpoNoivas ho ho ho] || Música: meu notebook + subwoofer pilotados por mim e pela Ana Pads || Convites: Eu e a noiva || Transporte: Enfim Sós [recomendo eternamente!] ||  
Assessoria e Cerimonial: Vou Casar e Panz - Assistente: Ana Pads
 || Fotografia: Fabio Moro || Convidados: 80












terça-feira, 7 de agosto de 2012

Noiva recessionista? WTF...?! [novas reflexões sobre esses seres polêmicos]

Juliana e Erik, os lindos eternos no casamento recessionista em Las Vegas
Mamilos são muito polêmicos
É engraçado como falar de "noivas recessionistas" ou "casamentos recessionitas" consegue provocar reações tão apaixonadas. Digo apaixonadas no sentido visceral da coisa, sabem? Seja a noiva em questão falando, sejam os profissionais, todas as declarações são sempre intensas e todo mundo tem algo a dizer a argumentar, a protestar, é um negócio de louco!
Particularmente porque sou uma das partidárias - fui uma noiva recessionista e atendo constantemente noivas que buscam não ter de rodar bolsinha em Copa pra casar -, sou sempre sempre sempre confrontada com o tema e me vejo alí louca tendo de esclarecê-lo e, bem... como saí da academia mas a cademia não saiu de mim, me pareceu impossível não parar e tentar expor pra vocês aqui no blog minhas teorias. Espero que essa reflexão possa contribuir pra uma abertura de cabeça pras noivas, pros fornecedores, pro mercado e pra mim mesma.

Recessionista? Uadarrél?!

A coisa mais pateticamente óbvia e necessária a se dizer a respeito é que recessionista é um termo originário de recessão. Mas embora a palavra soe bem no português e se pareça realmente uma palavra do nosso idioma, "recessionista" vem do inglês, de recession. Pontuar isso tem uma importância do cacete, amigas, porque é a partir daí que a gente começa a puxar a origem do conceito e sua aplicação no mundo casamentístico brasileiro.
Foi a partir da crise financeira/imobiliária de 2008, quando os americanos se viram tocando violão na rodoviária pra comprar o almoço, que o mercado de casamentos gringo foi dar num dilema: as pessoas querem muito casar, a maioria delas é jovem e começando agora sua vida financeira, a América tá em crise, o que faremos agora? Bem, eles não fizeram porra nenhuma. No meio do desespero, quem conseguiu se salvar da falência foi atrás de quem podia continuar pagando pelos serviços e o restante dos casais foi empurrado ou para a busca de soluções que viabilizassem casar sem virar mendigo ou para a desistência do ritual.
Essa onda de DIY, de sustentabilidade, de mini casamentos e mesmo as novas concepções sobre o que é o casamento - que, falando de maneira bem resumida, gira em torno de "o casamento é a celebração do amor do casal e deve traduzir sua visão de mundo, deve ter a sua cara" - tá tudo interligado e vem daí.

O termo recessionista bride, que ganhou força entre 2009 e 2010, era uma expressão que traduzia todo o conjunto de medidas e atitudes tomadas por essas noivas (de classe média, importante dizer) decididas a investir em um supérfluo - cujo valor, o valor capital, é plenamente simbólico - mas respeitando um determinado teto máximo de gastos. Devemos a maioria de nossas noções pinterésticas do casamento e a garra de peitar todo mundo pra fazer do jeito que der pra fazer, do jeito que vai nos fazer felizes, à essas corajosas filhas da recessão: elas desbravaram a ideia de que envolver amigos e familiares na celebração + ter por perto somente os mais íntimos + desafiar-se a baixar as expectativas diante da perfeição + meter os peitos você mesma não apenas tornava tudo muito mais significativo, como ajudava a tornar o sonho financeiramente viável.

Noiva recessionista x Noiva descapitalizada
Bem, mas agora vou falar uma coisa que vai fazer muitas de vocês me acharem uma louca incoerente, senta aí e se prepara pro Batman Slap: quem não tem dinheiro não casa. 

O casamento custo zero não existe, gente. Se não for você nem seu boy a pôr a mão no bolso, será alguém, será uma vaquinha da internet e o preço, por mais que não atinja patamares Kardashianos, nunca será barato. Por outro lado, o que o mercado joga na nossa face é uma superinflação na hora de cobrar por todo e qualquer serviço relacionado ao assunto porque você é noiva e porque noivas são como unicórnios amaldiçoados; por onde vão caminhando tudo fica extremamente caro. Ou seja, o bagulho já não é barato e nêgo ainda fica pressionando pra que ele saia ainda mais caro seguindo a lógica  casamento é um sonho -> sonhos não tem preço -> somos responsáveis pelo seu sonho -> colocaremos esse valor aqui lá no céu pra tentarmos chegar perto do preço infinito real dos seus desejos.

É aí que entra a coisa do casamento recessionista, cara e tenho usado esse argumento sempre que me questionam o recessionismo, sejam fornecedores ou noivos: a chave de tudo está na racionalização e na otimização dos gastos.  O casal deve estar ciente de que terá de arcar com uma determinada quantia mas mantendo um foco de que essa grana não pode sair destruindo sua vida, afogando todo mundo em dívidas. O casal também deve ficar ligado que a grana pro casamento não precisa, nem deve, atrapalhar outros planos importantes como a casa nova, a escola das crianças ou aquela viagem que vocês nunca fizeram. Esse casal estabeleceu prioridades e tá afim de adaptar suas expectativas ao que der pra fazer, usando de muita criatividade  e planificando os gastos.

Ah Prill, por isso não fecho com você, não quero associar minha marca a noivas pobres. Minhas nêgas, fico muito putinha quando ouço essas coisas... a verdade é que nunca sei o que um fornecedor quer dizer com "noiva pobre", se é dizendo que a mulher não tem dinheiro, se é dizendo que ela tem mau gosto... Só me vem à mente o paradoxo master chamado casamento de Belo e Graycianne.

http://i1.r7.com/data/files/2C95/948F/3762/1F60/0137/632D/81BC/7E99/casamento-gracyanne-belo-g-20120519.jpg
can buy me love?
Há uma imensa diferença entre a noiva descapitalizada, a noiva recessionista e a noiva de mau gosto.
Se já concluímos que não existe casamento à custo zero, então está subentendido que a noiva descapitalizada não vai casar (ritualistica e festísticamente falando), vai simplesmente pegar seu bofe e se mudar pro puxadinho que estiver disponível. Foi assim que eu e o Rafa realmente nos casamos, como já contei aqui no blog um dia. Outras opções a esta senhora são 1) se endividar, embarcar num kitfesta e comemorar bodas de prata ainda pagando o casamento e 2) esperar 1348634 anos pra se casar, tempo em que estará juntando cada real a ser investido no pleito nubente o que, na minha cabeça, é bizarro porque prioriza o ritual e a festa ao invés de priorizar a vida em comum (se você possuiu uma religião que te impede de simplesmente ir morar junto, aí são outros quinhentos).

A noiva de mau gosto... bem, ela simplesmente tem mau gosto e não há dinheiro que dê jeito.

Já a noiva recessionista tem uma grana. Não vou dizer pra vocês que ela tá nadando em dinheiro, mas ela e seu boy têm um plano. Talvez este plano seja gastar todos os 15 mil que eles têm. Talvez seja gastar 15mil no casamento e 30 numa viagem à Tailândia, talvez seja gastar 50 no casamento e 250 na entrada da casa. Não importa, o que interessa é que a noiva recessionista é fã da Angela Merkel e quer continuar honrando seus gastos diários nem que pra isso precise adotar algumas medidas de austeridade no seu casamento como, por exemplo, substituir a orquestra do corjeto pelo iPod, abrir mão das lembrancinhas ou beber Itaipava o invés de Heinecken. No casamento recessionista ninguém se lança em gastos irracionais nem maiores que a perna. 

Enfim, o casamento recessionista é um casamento com limitações de gastos e qual será esse limite, bem, isso varia de casal pra casal. Como fornecedora que sou e como noiva que fui, não vejo problemas em vestir essa camisa, em colocar a faca nos dentes. Acho que essa coisa de cortar custos nos trouxe muitas e muitas coisas boas, acho que os casamentos se tornaram muito mais criativos e que as pessoas têm se envolvido muito mais na feitura da coisa toda. Também acho que as noivas ficaram mais criteriosas a respeito de suas escolhas, que se tem feito muito mais pesquisa de mercado e que o diálogo entre elas tem ajudado muito não só na hora da economia, mas na hora de baixar as expectativas de Princesa Disney pra ir viver uma história que é sua e que é real. 

Não sinto nenhum desconforto de trabalhar pra essas noivas, sinto desconforto é de trabalhar com quem não quer nem saber quanto custa, quero é esbanjar, toma aí essa grana e me casa. Não sei lidar com isso não. 
Também não faço milagres como vocês gostam de dizer! (rysos) Acho que eu e minhas clientes vamos trilhando um caminho e decidindo o que pode sair e o que não dá pra abrir mão, valorizar o que vem depois, a vida em comum que se quer construir. Racionalizar o lance pero sin perder la ternura jamás. 

Se você é dessas, então a gente tá junta nos Sete passos para se tornar uma noiva recessionista, tradução/adaptação (minha mesmo) do texto de mesmo título do Intimate Weddings. Ele guiou meu casamento e taí podendo inspirar o seu. SÓ DICÃO.

1. Uma lista de convidados curta - Uma noiva recessionista reduz sua lista de convidados. Ela convida apenas pessoas que são importantes para ela. Se ela não vê sua amiga Cheyla há 5 anos e que nunca nem telefona, as chances são de que ela não esteja na lista. E ela não convida ninguém só pela coisa da obrigação (só porque Sheylla, te convidou para o casamento de seu cabelereiro, não significa que você tem de devolver o favor). Colegas e parentes relativamente distantes muitas vezes são deixados de fora.

2. DIY (Faça você mesma, sua linda) - Com apenas poucos cliques do mouse, a noiva recessionista aprende a fazer desde os arranjos de mesa até as lembrancinhas. E se ela não leva jeito para artesanato, ela providencia a apresentação do seu projeto para amigos e familiares mais prendados.

3. Regatear
- A noiva recessionista economiza é na negociação com seus fornecedores. Se ela percebe que o vendedor está precisado de clientes, ela não tem medo de lhe pedir um preço melhor ou de incorporar alguns bônus ao seu pedido.

4. Flexibilidade
- A noiva recessionista sabe que o sábado a noite é o dia mais procurado para casamentos, e que também é o mais caro, por isso ela está disposta a fazer o seu casamento em uma sexta-feira, num domingo ou até mesmo em um dia de semana.

5. Segunda mão
- Ela vasculha o Mercado Livre, o Orkut e o Ebay em busca de itens de casamento usados, porém honestos. Se ela curte um lance vintage, então ela vai dar uma olhada em brechós ou em sites como o www.vintageous.com. Ela também usa redes sociais para caçar fotógrafos, bartenders e outros profissionais que estejam dispostos a trabalhar dentro do seu orçamento. Ela é ainda uma noiva esperta e que corre rápido ao menor sinal de falta de profissionalismo ou de má fé.

6. Priorizar - uma noiva recessionista conhece suas prioridades. Ela só desenvolve psicoses por coisas que sejam importantes para ela. Se ela é aficcionada por boa comida e uma iguaria, uma degustação é indispensável para ela, então ela está disposta a cortar itens antes planejados. Isso pode significar que ela usará uma seleção bacana no Ipod ao invés de um DJ, ou imprimir seus próprios convites ao invés de mandar fazer um em caligrafia personalizada.

7. Desenvoltura - Ela faz uso dos muitos talentos que encontra em seu círculo de amizade e entre os familiares. Se sua tia é pianista, ela lhe pedirá para que toque durante a cerimônia, se sua cunhada é designer gráfico, ela irá contratá-la para desenhar os convites. Uma noiva recessionista sabe que ter aqueles de seu afeto envolvidos na feitura do casamento não só corta custos, como transforma o momento em algo muito mais cheio de significado.

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