Mostrando postagens com marcador casamento em maricá. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador casamento em maricá. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Para noivas moderninhas de alma retrô (parte 2)

Gente, nem vou fazer delongas dessa vez. Só acho que você deveria parar tudo o que está fazendo agora pra babar em cima desses dois looks maravilhosos baseados em vestidos do Ateliê Maria Figueira e estrelados pelas lindas Angel e Mariana, as duas ganhadoras da promoção Something Old. Meu recalque está explodindo sim!

No intervalo das fotos, você confere a entrevista que fiz com Vanessa Maria Figueira e com a beauty stylist Raquel Prosse; as duas falaram sobre o estilo antiguinho e deram dicas que não são barras de ouro, mas valem mais que dinheiro! CHECK IT OUT!


Prill - As meninas que ganharam a promoção estão pra casar, mas estavam ali num faz de conta de noiva, digamos assim. Comenta um pouco sobre essa experiência..
 
Raquel Prosse - Foi uma grande experiência para elas e para todos os profissionais envolvidos. Pra mim é sempre um frio na barriga  quando estou com cada noiva. E com elas pude ver a empolgação com a escolha do vestido, dos acessórios, criação do penteado e maquiagem e do cenário. Foi interessante e intenso para todos!! 

O que uma noiva retrô precisa ter em mente na hora de pensar seu look para o dia?
Raquel Prosse - Acho que a personalidade é o item principal na escolha do look. A noiva retrô ou até a noiva princesa precisa levar em conta o seu gosto. Pensar que na hora da entrada precisa seguir ao altar de cabeça erguida, segura da sua escolha e que se, daqui a 10 anos quando olhar o seu álbum de casamento, ainda estará segura da escolha que fez. 
Batom vermelho ou mesmo puxados pro vinho/terra como costuma usar a Lorde têm sido tendência nas ruas e algumas noivas têm pedido. Dá pra casar com tom de boca escuro? Como harmonizar o restante do visual com essa ideia?   

Raquel Prosse - Eu sou suspeita para falar de batom vermelho e olhos super delineados porque amo! Batom na cor escura puxada para o vinho ou marsala  está com tudo!! Eu uso com frequência, acho um tom chique e que fica bem em todos os momentos; você só precisa ter o carão para sustentar o look. 
Tenho muitas noivas que se casaram e algumas que irão casar com a minha cor de batom queridinha, o "Diva" da MAC. A composição do restante é deixar os olhos marcados com delineador e lápis. E nas sombras gosto de optar pelas neutras ou tons mais claros para não deixar com um ar pesado. 

Prill - Como fazer  vestidos de noiva com personalidade mas que, ao mesmo tempo, não deixe os pais e os avós de cabelo em pé?

Ateliê Maria Figueira - Sempre dá para casar a tradição com a personalidade. Existem as noivas que desejam casar com um vestido super diferente mas tem o receio de se arrepender no dia, noivas que possuem pressão dos pais e família, e noivas com o desejo de tradição mas não gostam do branco ou renda, strass e querem um vestido mais sóbrio e autêntico. Se a noiva deseja cor e personalidade no modelo vale colocar nos detalhes do vestido, como cinto, bordados, anágua ou até mesmo no corte e escolha da renda. Detalhes sutis podem fazer a diferença e a noiva conseguir a personalidade que desejou sem abrir mão da tão sonhada tradição.


A pegada vintage é uma marca registrada do Ateliê. Quem é a noiva que procura vocês?
 Ateliê Maria Figueira - As noivas que procuram a gente já pesquisaram muito no mercado e não encontraram aquilo que correspondesse aos seus gostos.
São muito decididas e sabem o que querem, com o que sonham. Elas se identificam muito com o Ateliê, com os vestidos, com os tecidos e as rendas, com o diferencial das pérolas e bordados com brilho sutil ou brilho nenhum. São mulheres que, como nós, acreditam nos detalhes que encantam.

As nossas noivas estão dispostas a terem  o diferente e querem qu
e seus convidados na festa reconheçam que o vestido realmente transmitiu sua autenticidade e sua personalidade.
Gente, uma dúvida: como harmonizar o acessório de cabeça com o vestido? Tem alguma dica de ouro aí?
Ateliê Maria Figueira - Quando a noiva deseja, costumamos usar os mesmos tecidos do vestido no acessório, e isso propõe uma harmonizada bem legal, por ser confeccionado com o mesmo material.
Entretanto, também valorizamos o contraste, e quando ele é bem aproveitado, promove uma super composição com o vestido e o conjunto como um todo fica bem interessante e ousado. Então não é uma regra os elementos entre vestido e acessório serem os mesmos.


terça-feira, 19 de março de 2013

Fazendo um casamento personalizado no buffet com tudo fechado

Um bolo handmade incrível, um coraçãozinho de feltro maroto... ninguém vai querer saber se as cadeiras do salão são de plástico ou de adamantium
A gente fala aqui o tempo todo - e vê o tempo todo nos blogs e fóruns - de casamentos personalizados, cheios de detalhes, levantados pelos próprios noivos com seus amigos e familiares na maior faca nos dentes, contratando cada coisa separada, cada fitinha, cada cadeira, brigadeiro, forminha e toalha. Posso justificar minha preferência: casei desse jeito, foi legal, foi gratificante. A partir da minha experiência positiva, acabei desenvolvendo horror contra buffets "pacotão" que dariam então numa experieñcia negativa. Isso também pode ser facilmente justificável, sabe. 

Na época do meu casamento procurei por salões e casas de festa de São Gonçalo que pudessem comportar nosso lance, mas só o que via eram aquelas cadeiras com fantasminhas e toalhas de voil. Todas as fotos de todos os casamentos eram identicas, só o que mudavam eram as cores. Me incomodava principalmente aquelas mesas de bolo/doces de vidro (tudo em cima da mesa também era de vidro) ou provençais (a mesa era branca, beirada de rendinha, todas as coisas em cima também eram brancas com bordas de rendinha). Esteticamente bizarras, esteticamente tediosas, aquelas decorações não tinham absolutamente nada a ver com as coisas que a gente via nos blogs gringos (em 2011/2010 poucos eram os blogs nacionais que traziam referências gringas e basicamente não existiam casamentos nacionais com ideias mais arejadas). Acabamos optando assim por correr atrás nós mesmos das coisas que a gente curtia. O resto da história vocês conhecem.

Mas, como sempre, a vida vem e te surpreende. É foda aprender na escola da vida, mas ela expande seus horizontes na base da porrada, esteja você pronto ou não pra isso. Trabalhando com casamentos e tendo por clientes noivos que, por motivos variados, tinham sacramentado a decisão de casar em salões/buffet pacotão, acabei não só precisando lidar com isso, mas desenvolvendo métodos de ação pra que a parada tivesse a cara dos noivos mesmo num ambiente cuja prioridade é a repetição e não a exclusividade. 

Esse "tutorial" é fruto das observações e experiências loucas que tive montando casamentos nesses lugares. Espero que alguns preconceitos caiam e que as noivas que me escrevem xatiadas por terem fechado o "pacotão" antes de conhecerem outras possibilidades ou porque é o que a grana tá permitindo possam se animar. Acho que também pode ajudar todo mundo que fez essa escolha por não ter tempo ou saco de ficar escolhendo cada detalhezinho do casório. 
Casar no buffet fechado pode ser uma escolha ótima e bem sucedida.

DIY CASAMENTO NO BUFFET PACOTÃO
1º Os tipos de pacotão
Os pacotes se dividem em 2 principais categorias:
a) Aluguel da casa de festas, com comida+bebida e decoração
b) Contratação do serviço de alimentação com decoração - a serem montados em lugar X

2º Verifique a comida e a bebida
A marca registrada dos casamentos pacotão é a comida anexada ao aluguel da casa ou a comida anexada na contratação de todos os demais itens do buffet (mesas, cadeiras, toalhas, etc). Isso significa que antes de mais nada você precisa saber se o que eles servem é bom porque não interessa se é casamento personalizado, de rico, de pobre, de chinês, de gaúcho A COMIDA TEM QUE SER BOA E FARTA, tem que ser bem servida, ninguém pode passar fome ou sede.
Antes de sonhar contratar o buffet, faça a degustação. Ok, você já fechou sem provar.. ai ai ai... Tente fazer uma degustação assim mesmo e faça uma lista das coisas que não funcionaram pra que elas não sejam servidas. 

Uma coisa importante é a bebida alcoólica; muitos buffets têm a mania de servir cerveja em jarras por ser "mais elegante". A cerveja esquenta, fica ruim de beber e pode até fazer mal. Prefira buffets que servem com os copos e as garrafas/latas na bandeja.  
Na área dos refrigerantes, certifique-se de que o buffet oferecerá opção para pessoas que não consomem açúcar. É fodaaaaaaaaaaaa o ser humano ser diabético e não ter o que beber. Pior: quando o garçom diz que é zero e não é por imaginar que é frescura da pessoa. Isso é sério demais, amiguinhos!

3 º Como é a casa?
Então você está em busca de uma casa de festas que receba seu casório. Afora o preço e as coisas que oferecem no pacote, a gente tem que ficar ligado nas instalações do local: está pintado? Tem infiltrações? A cozinha é ok? O sistema elétrico funciona bem? Existe gerador no lugar ou você precisaria alugar?

4º Mobiliário
O mobiliário tá no top five dos itens mais caros do casamento quando a gente fecha tudo separado. Daí que, sinceramente, dá o maior alivio pros bolsinhos saber que você não vai precisar pagar R$ 25,00 por uma mesa. Mas, como alegria de pobre dura pouco, saibam que 90% dos pacotes atuais trabalham com cadeiras de ferro brancas (as substitutas das cadeiras de bar com fantasminha). Gente, cadeira pode não parecer nada nessa vida, mas, se você tem 200 convidados, saiba que elas não poderão ficar invisíveis. É.. elas não são originais, sim, elas são boring mas, no woman no cry, porque é aqui que vamos começar nossa primeira intervenção personalizante.

4.1 Dando um jeito nas mesas dos convidados
a) Escolha toalhas em tecidos mais nobres e, de preferência, em cores fortes - gorgurinho e linho são ótimas opções. Corra do cetim podangi e do voil. Corra por sua vida! 
b) Chame a atenção para o teto - pendurar coisas no teto como lanternas japonesas ou pom pons de papel desviam a atenção de um mobiliario pouco atraente. Coisas penduradas conferem ainda ao ambiente um ar aconchegante e mágico, você nem vai se lembrar das cadeiras de ferro, ou até dos fantasminhas! 
c) Arranjos de mesa vistosos - já que você pagou também pelas flores quando fechou com o buffet, use esta vantagem para fazer arranjos bem bonitos e interessantes + usar sousplats. Uma regra básica para ser feliz nos arranjos é respeitar a proporção da mesa e o tipo de serviço. 

Mesa de 6 lugares = 30cm dimâmetro de arranjo
Mesa de 10 lugares = 40/45cm diâmetro
de arranjo
Velas, menu, número de mesa, sousplats etc contam como arranjo; não estamos falando só de flores aqui, mas de todas as bugingangas que formam o composé final.

Sousplat de espelho é um lance que nem todo mundo gosta, mas dá um ar de amplitude e de sofisticação sem afetação. Muitos buffets tem esse item no acervo



4.2  Dando um jeito nas mesas principais
a) Se seu buffet só conta com mesas de vidro e você não gosta delas, cubra com toalhas. Sim, sua mãe vai chiar, sim, a dona do buffet vai achar que isso é a morte, mas mostre a todos referências de que é possível sim uma mesa ser bonita com toalha. Mas e se o buffet não tem toalhas grandes o suficiente?? Bem, aí o jeito vai ser alugar. A de pranchão dá super certo!

b) Se seu buffet tem mesas de madeira, mas elas são provençais, evite colocar sobre ela coisinhas branquinhas e de rendinhas e provençais. A mesma regra que a a gente usa pra roupas se aplica aqui: a moda de sair vestido de uma cor só já passou há uns 30 anos. Misture materiais e invista do provençal rústico com metais galvanizados, latas de chá velhinhas, vidros coloridos estilo bico de jaca. Pra flores, vá de silvestres (como austromélia, chuva de prata, suculentas, flor do campo e lisiantus) ou de românticas clássicas (hortências, rosas e lisiantus novamente)

Se a casa conta com aparadores pra mesa de recado, de guloseimas, essas coisas, invista em caminhos de mesa bonitos e manda em cima! Arranjos de buchinho ou flor do campo no chão ajudam a esconder pés de mesa feios (em tempo: aquelas caixas que sustentam o tampo de vidro são chamadas de totem)
No casamento da Vivi e do Fabio, a Roberta Araújo teve a sacada de pegar os caminhos de mesa do buffet e usar pra dar um up à mesa de doces/bolo
O varal de fitas correu por conta da noiva. A mesa de vidro foi toda coberta com toalha de gorgurinho e juta. Os suportes misturaram provençal, palha e vidro para alegria de uns e desespero de outros LOL

5º Tecidos
Como acabei falando aí em cima, os tecidos tem participação importante. Eles podem salvar sua vida! A maioria dos buffets trabalha com os seguintes tecidos: cetim e voil. Se realmente os caras não tiverem outros tecidos, como o gorgurinho, escolha sempre cores forte. Elas imprimem personalidade! Mas aí tem uma coisa crucial: na hora em que os caras lá te perguntarem qual é a cor do casório, não adianta você falar "fucsia" ou "azul claro" tem que levar uma coisa na cor. Lembre-se de que a percepção de cor é um troço complexo; mal entendidos são super comuns. Corte pedaços de tecidos na cor eleita e entregue ao responsável do buffet em um envelope ou pranchinha. Se eles perderem, repita o processo. Não esqueça de colocar seu nome e data! E não ligue pros olhares sobre você.


Muitos buffets oferecem tecidos "penduráveis" também como voil pra pilastras e tecidos de fechamento. Converse com o responsável ou a responsável sobre a possibilidade de você escolher o tecido. Isso é importante principalmente quando se trata de um tecido estampado. Se  a pessoa não se mostrar muito animada com a ideia, proponha a compra pelo casal e um abatimento no valor total pago OU a inclusão de algum outro item que antes não estava no pacote como um chocolate ou mais flores.
 
Exemplos de fechamento em tecido: estar ligado nos termos dos decoradores ajuda bastante! (os casamentos dessas fotos não são meus)


6º  Cores
Escolha duas cores com o buffet e, junto com a pessoa que está te ajudando a ver a decor, veja qual será a paleta da festa. Sim! Sim! Paleta! Seus horizontes e possibilidades se abrem quando há mais cores para trabalhar além do vermelho e branco. Converse com sua decoradora ou com seu amigo designer sobre isso, eles podem te ajudar a desenvolver uma paleta. Pronto, você já sabe que tudo no salão vai ser vermelho e branco e que agora é só juntar as coisas em cores periféricas a paleta: aquelas xícaras da sua avó, aquele porta retrato que você comprou em Vigário Geral, aquela fita de cetim fofa.   
Eles vão te oferecer a base pra você criar a partir dela, saca?

7º Inventário dos itens
Essa é a espinha dorsal do meu método de personalização dos casamento em buffet fechado. É a parte mais dramática também. Se possível, vá acompanhado de outra pessoa mais aguerrida. Não gente! Ninguém vai bater em ninguém! Mas os buffets trabalham com o seguinte foco faço isso assim há 20 anos e sempre deu certo e pra maioria dos donos de buffet é uma heresia que a gente queira chegar lá e saber o que é que eles vão colocar em cima da mesa. PIOOOORRR pra eles é a morte isso de misturar materiais. Tudo precisa ser negociado com muito tato! Todas as donas de buffet que conheci tinham o coração enorme e muita devoção ao seu trabalho. Com certeza que já viram muitas merdas acontecerem e querem te preservar delas, te preservar de combinações que consideram feias. É essencial que desde o começo vocês deixem claro que querem mexer um pouco no tipo de decoração oferecida. 

A tia dona do buffet não vai te levar a sério e os meses vão passar daí um dia você aparece lá com papel e caneta querendo saber o que eles tem lá de toalha, de suporte pra docinhos e querendo misturar cetim com juta... pronto, você matou a tia!!! Vá com cuidado, mas com firmeza. Mostre que você sabe o que está fazendo, mostre imagens de referência, demonstre respeito ao trabalho deles e ao nome do buffet. 

Bem, então, WTF é o inventário dos itens? É a listagem de todas as coisas decorativas do buffet que vocês poderiam usar. Prepare-se pra descobrir um mundo novo! Eles tem vidros, madeirinhas, porcelanas, laternas, gaiolas, cestinhos! Anote tudo, as quantidades, tire fotos. Veja os tecidos disponíveis, os sousplats, os prendedores de guardanapos. Regozije-se de ter a sua disposição um acervo! 

Misturar material é viver!
Os niovos levaram a moldura, eu fiz o varal de fitas, a Ana Pads fez bigodinhos e boquinhas: tava feito o photobooth dos noivos 100% personalizado.
Coisas simples como uma caixa encapada com tecido ou uma tag podem se misturar às coisas do buffet e deixar as coisas mais orgânicas, menos pacotão. Mas tem de estar previsto no projeto, hein!
 Com tudo anotado, vá pra casa e faça desenhos (não precisa ser planta no AutoCad não, amigos) de onde entraria cada coisa. Claro, pode acontecer de ser meio frustrante e não ter lá o que você tava pensando, mas tente usar o máximo possível de coisas, faça valer a pena ter fechado com os caras. Liste o que você precisaria pra complementar o que os caras te oferecem. É algo que precise ser alugado? É algo que já existe na sua casa ou que você gostaria de comprar pra dentro de casa? É um coração de feltro que você está a fim de fazer? São sachês perfumados? 
Enfim, é a partir dos badulaques decorativos da casa de festa que você vai começar a montar a sua personalização, seja misturando o que eles já te oferecem, seja acrescentando coisas que você vai comprar, alugar ou fazer. 

Anote também quantos pontos de luz você tem disponível, caso o casório seja noturno!  Não existe lugar feio, existe lugar com iluminação inadequada. Converse com o profissional de decoração sobre como hackear a casa de festas xoxa e deixá-la maravilhesse.

7º DJ
Polêmico! Dramático! 
A verdade sobre o mundo é que fechar um pacote que inclui um DJ que gosta das mesmas coisas que vocês é a maior sorte que um casal pode ter. Assim como os buffets só usam mesa de vidro, o DJ da casa vai ser necessariamente um cara standard que toca o que, imagina, "todo mundo quer ouvir". Novamente você tem que ter tato e esperteza. Conversem com o cara pelo menos 10 dias antes do casamento e expliquem o que estão imaginando pro dia, as músicas que gostam, as músicas que desgostam. Proponham entregar a ele um pendrive com um setlist do que vocês curtem. Estabeleça aí nessa reunião quais serão as músicas da cerimônia, caso ela ocorra no salão, quais são as da primeira dança, buque etc..

8º Flores

Os sousplats e guardanapos eram do buffet, os cachepots de palhinha estavam perdidos no acervo e fiz os lacinhos prendedores de guardanapos. O arranjo de flores não ficou "bolinha" como no projeto - os caras não sabiam fazer - mas ficou gatinho
Os arranjos de flores precisam ser combinados com ao menos 3 meses de antecedência! Faça desenhos, deixe claro quais serão as cores e espécies, se abra para a opção de pintar as flores (eu tinha preconceeeeeito, mas passou). Vale fazer desenho, vale mostrar foto! Só se certifique de que, ao entregar esses "projetos", o responsável da casa de festas esteja de acordo com tudo.
Tá tosco e feito no paint, mas funciona gente!

8º Quem vai montar tudo??
Outro ponto importante! Já passei pelo problema de o  buffet ter dito que beleza, a gente monta o que vocês pensaram, mas na hora me deixaram lá sozinha montando tudo (a ingênua aqui não tinha equipe). Informe-se com o buffet sobre como a montagem poderia ser feita, se você pode levar pessoal de fora (profissas, hein!) pra ajudar ou para supervisionar, ser seus olhos. Procurem ser muito francos e honestos pra não dar problema na hora H!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Belle & Vinicius: uma aventura com pássaros entre Londres, Maricá e Meier

 

Companheiros e companheiras, estou de volta! Bem, ao menos estou tentando voltar. Tenho trabalhando tanto que não tenho tempo nem de trabalhar! Nisso, quem anda um bocado esquecido e relegado é este blog que vos fala. Peninha, viu? Mas juro que tenho tentado voltar. Me deixou bem injuriada ter apagado sem querer (alô alô burrice) metade das imagens do Vou Casar e Panz, gente, quase desmaiei!! Com algum tempo, contrato um escravo um estagiário pra me ajudar a reeguer essa toca do Gugu porque do jeito que tá não dá pra ficar.

Buenas, mas de nada adianta chorar pitangas ALWAYS LOOK ON THE BRIGHT SIDE OF LIFE! A agenda está cheia e o trabalho tem sido tão louco quanto gratificante. Me surpreende, me deixa plena e, principalmente, me vicia. Compartilhar essas trajetórias de amor publicado pra mim é essencial; reler os acontecimentos, trocar experiências e ficar besta de ver mais um casamento, de me ver fazendo parte de mais uma história.

Minha ideia é fazer uma pequena maratona, postar alguns dos casamentos que rolaram no ano passado sob a batuta do Vou Casar e Panz. Vamos ver se dá certo hein! A primeira da lista é a Isabelle, uma grande amiga que fiz na faculdade e que hoje está bordejando por Paris com seu amor. De Maricá para o mundo! Espero que curtam!


Belle & Vinicius: uma aventura com pássaros entre Londres, Maricá e Méier

Outro dia (ok, não foi outro dia, já se vão uns 3 ou 4 anos isso aí) eu e a Isabelle estávamos no Centro do Rio e tivemos uma ideia brilhante: ir a todos os bares do Arco do Telles tomando uma cerveja em cada um. As únicas lembranças nítidas que tenho desse dia é que em algum momento coloquei adoçante na batata frita, que não conseguimos ir a todos os bares e que, horas depois, estávamos na estação das barcas de Niterói abraçadas cantando Je ne regret rien.
Teve também aquela caminhada de 16 horas em Florianópolis indo... pra onde? Fazia um frio absurdo e bebemos Country Wine. Aqueles dias foram loucos. Em atividades mais produtivas, pesquisamos juntas a escravidão no Brasil Império, fomos ao show do Caetano, compramos brincos de semente e fomos vítimas do Bruno como motorista. Bom, você me disse que ia casar e fiquei supresa, mas você disse com uma certeza que me calou. Belle vai casar com o Vinicius, aquele carinha de Maricá que era barman em Londres, aquele que aparece nas fotos com ela em Rio das Ostras. Exato, aquele que ela pegou em Ilha Grande. Essa menina não é fácil!

Depois de tantas aventuras, bagunças e doideiras nessa nossa trajetória, como a gente poderia pensar que seu caminho pro altar seria diferente? Foi o que pensei quando deu 11 da noite e ainda estávamos na costureira, no Méier: dia anterior ao casamento, bordávamos seu vestido.   


Fazendo um casamento personalizado no esquema "pacotão"

O casamento da Bebel foi um desafio pro meu método de trabalho. Em Maricá, como deve ser comum aos municípios da Região dos Lagos e em muitas cidades mais pro interior, essa coisa de casamento personalizado, de DIY, de cerimonial e assessoria costuma ser visto como algo meio desnecessário. O raciocínio faz todo o sentido, hoje eu percebo: se minha prima é dona de um buffet, se minha comadre vende salgadinhos, se sempre fomos felizes com as festas do salão X, porque embarcar num plano de casamento onde tudo é separado, onde os fornecedores são desconhecidos e onde o risco de acabar gastando mais do que o planejado fica assombrando? 

Confesso que até a Bell me chamar pra dar uma mão no casamento eu fiquei bastante preocupada porque, bem, nunca escondi meu preconceito contra o kit festa-pacotão, não é? Como eu ia harmonizar um conjunto de serviços amarrados + a grana disponível + a montagem de um casamento que fosse "a cara dos noivos"?  Ainda mais quando ela era lá toda amante de Los Hermanos, cabelos selvagem e brincos de semente e ele naquele vizu british, cheio de simpatias pelo punk anárquico...! Uma recepção tradicionalzona e de aspecto repetitivo não ia ter nada a ver! Por outro lado, precisávamos respeitar e fazer algo que fosse gostoso também pra galera mais tradicional, pros familiares. Pânico! Foi a Bell quem me acalmou: Prillzoca, se não der pra fazer um negócio mais personalizado, deixa pra lá, vamos ser práticas.  Do começo ao fim - com alguns momentos bridezillescos, normal né, a Bell foi prática. Cheguei a mencionar que o casamento seria dali há 4 meses?

A epifania da solução apareceu na primeira visita ao buffet Bianca Festas. Cara, a gente tem que manter a mente aberta nessa vida... a Janaína, coordenadora do Buffet, tem um acervo imenso! Muitos e muitos itens, negocinhos, toalhas, passadeiras, guardanapos em diversos materiais e estilos.  Fiz uma espécie de inventário de tudo que poderíamos usar. Apesar dos olhares de are you on crack misturei juta com provençal, metal com marrom, espelhado com lanterna marroquina. Abrimos mão do esquema "fechar evento por cor", decidimos por uma paleta - lilás, pistache e violeta - e catamos tudo do buffet que se encaixasse nela e no conceito lúdico+rústico+tradicional.

 



Buscando complementar o acervo e adicionar os toques de personalização, fomos à Saara e compramos alguns laces como passarinhos de palha e fitas pra fazer um varal. Isabelle encomendou no Elo7 mini xícaras e, com uma florista local, negociou mini cactus. Aquelas "pequenas coisas" fizeram toda a diferença e o resultado da decor ficou único, mesmo tendo originado de um kit festas. E vimos que era bom. 
Montei um projeto pra lá de safado, meu primeiro projeto, usando o paint e o word e repassei-o pro buffet. Dali ele foi distribuido pra boleira e pros floristas.

Mas gente, nem tudo são flores na vida de Joseph Klimber. Atenção quadriplicada: não é todo o buffet que aceita que pessoas "de fora" mexam nos seus itens. No dia do casamento, tudo para além do que naturalmente o buffet estava acostumado a montar ficou ao meu cargo. Se desse merda, era minha cabeça quem iria pra guilhotina. Sem tempo pra pensar no pescoço, montei as paradas com uma mão amiga - e meio bolada com aquela mistura toda - do pessoal do buffet. A partir deste dia, nunca mais saí de casa sem minha equipe. 

E onde estava a noiva?? Isabelle estava aos cuidados da Ju Sales; historiadora, maquiadora, amiga em comum e personal chá de camomila de noivas tentando decidir se mantinha o olhão preto polêmico ou se mudava pra algo menos ousado. E onde estava o noivo?? Bem, pra variar, o noivo sempre está zuando com os amigos; um vestido de homem aranha, outro de V de Vingança.. então tá.

Acabei não conseguindo assistir a cerimonia. O cerimonial era da própria igreja, da Pastoral que promove os encontros de casal, se não me engano, mas gostaria de ter assistido à entrada ao som de Nothing Else Metter na capelinha centenária que fica à beira da Lagoa de Maricá #chatiada

O vestido que ficou pronto às 4 da manhã

Às vezes fico achando que casamento é um troço feito pra dar errado e que o papel de uma cerimonialista é garantir pra que as tristezas se resumam a pequenas merdas que virarão memórias engraçadas pro almoço de domingo. Isabelle, a história do seu vestido já virou uma memória engraçada?

Gente, Gorete tinha que ter sido canonizada depois desse casamento!! Porque, correndo feito uma louca, morando em Maricá e dando aulas em Quintino, a Bell mal tinha tempo de respirar, que dirá de casar! Ela até escolheu rápido o modelo do vestido, mas nosso tempo reduzido não deu chance pra irmos juntas comprar o tecido ou fazer dezenas de provas. 

O resultado foi que, na semana anterior ao pleito, ela chegou pra fazer a prova final e descobriu APENAS QUE ODIOU O RESULTADO! Ela queria um negócio sequinho, mais fluido e colado no corpo, mas a gente não tinha entendido e então estava lá o tulle dando um ar de balé armado ao vestido! Todo mundo se descabela e Gorete no "calma, caras!", definiu que ela e Isabelle iriam ao Divino a Madureira catar um tecido que desse ao vestido o caimento desejado. 

Aparentemente, elas se aproveitaram da minha ausência pra formular um plano totalmente desajuizado: pensar num novo modelo que incluiria um corpo todo de rendas com pedrarias aplicadas. Não amigas, não, elas não compraram uma renda inteira pra aplicar, compraram uma pra recortar as florzinhas e encaixar uma por uma (neste momento em que escrevo, parei pra tomar uma cerveja e aplacar a crise de risos). Foi na linha de sucessão desses acontecimentos que cheguei no ateliê da Gorete na noite de sexta-feira e encontrei a) uma pizza e b) 254 bilhões de florzinhas de renda. As duas loucas lá bordando! O que é que a pessoa pode fazer nessas horas além de pegar uma agulha também - como se soubesse segurar numa. Deu no que deu: um vestido liiiindo que ela só tirou novamente no domingo de noite quando os cílios postiços desistiram de ficar colados na cara. 

A dica de ouro disso: todo vestido de noiva é um processo que começa dum ponto, dum modelo, e aí, na medida em que vai sendo feito ou buscado, as coisas podem e devem mudar. O bom de fazer numa costureira ou estilista é isso, poder participar de cada uma das etapas e descobrir seu vestido no meio de várias expectativas e fotos de revista.


Epílogo
O casamento foi o máximo, caras! Belle e Vinícius animadíssimos, apaixonados, irreverentes. Naquela vibe toda deles. Muitos abracinhos, muita família, amigos de todas as tribos, gringos e maricaenses, rodinha de pogo  (um beijo, System of a Down). Comida e bebida à rodo, docinhos e bolo pra quem quis e pra quem não quis como manda a velha tradição. Nos obrigaram a trazer um pedaço de bolo pra casa que era tão pesado que tive de colocar em cima da mala de rodinhas, sem sacanagem! O custo total, incluindo a loucura das rendas e o excêntrico chinelinho cravejado de pérolas, foi R$18 mil. CHOREM HATERS!

As imagens desse dia + do after party gravata na cabeça são da Drika Landim a quem não poderei nunca agradecer o suficiente por ter aceitado embarcar nessa loucura!


Making of e cabelo: Salão Chez Lu || Make: Ju Sales || Cerimônia: Capela São Pedro || Recepção: Policenter || Buffet, flores, bolo, bem-casados, doces e chocolates: Bianca Festas || 
Lembrancinha: Flores & Ceia Orquídeas (Giselle) + Elo7 || 
Vestido da noiva: Gorete (costureira) || Roupa do noivo: Zara || DJ: Fabio Coimbra || 
Iluminação: Bianca Festas || 
Convites e identidade visual: feito pelos noivos || 
Espumantes: Supermercado Extra (Salton na promoçon)
Fotografia: Drika Landim || Assessoria, cerimonial e decoração: Vou Casar e Panz

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...