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quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Decidindo a Fotografia do seu casamento - Parte 2: Quanto custa?



Mas vamos falar de fotografia como arte. No Brasil, a fotografia como arte é cara pra chuchu (vou me abster do único palavrão capaz de ajdetivar isso).  É justamente por ser assustador gastar 5, 8, 12 mil em uma cobertura fotográfica que muitos casais acabam fechando pacotes com essa galera pente certo que vai te entregar com agilidade imagens que podem ser até meio tremidinhas ou com flash estourando na cara, mas onde você pode se reconhecer e compreender o que se passou no dia do casamento. 

Mas por que custa tão caro, meu deus!
Pra além do fato do nosso país não possuir uma tradição de fotografia e para o fato de que qualquer tipo de arte por aqui é complicada de empreender, acho que 4 pontos levam o heróico ou a heróica fotógrafa a pedir uma fatia do seu rim pra pagar a cobertura:

Equipamento 
Uma boa fotografia depende de um bom equipamento. Não é só questão de ter a câmera não gente, tem que ter boas lentes, bons flashes, rebatedores (aquele guarda-chuva prateado), bolsas de armazenamento. E ó, tudo importando! Conheci certa vez uma fotógrafa que viajava periodicamente pra Nova Zelândia afim de comprar suas lentes (no fim, ela acabou indo morar lá). Por isso, pra ficar bonito na pracinha, clicando as noivas e carregando nas costas 20 dinheiros, o sr. fotógrafo precisará fazer um seguro que não sai barato, que custa de 8%  a 15% do equipamento. E ele/ela ou vai precisar de um carro próprio pra carregar as tralhas ou pegar taxi sempre que precisar se deslocar. Isso tudo é repassado pro orçamento.

A arte 
Como uma caveira do Damien Hirst, o trabalho autoral de um fotógrafo custa proporcionalmente a sua relevância artística. Quem é seu fotógrafo na noite? Onde ele se formou? Com quem já trabalhou? O que ele apresenta de autêntico e inovador? Qual é seu conceito de composição? Enfim, qual é o nome dele?? O trabalho de arte (fotografia + edição + grife) do artista possui um valor e aí ele vai e te pergunta: quanto vale o show?

Hoje, o objetivo da fotografia é enquadrar os momentos e as sensações. Reparem no movimento da mão esquerda. O noivo está para pegar o outro sapato? Os enquadramentos da Junia e Lucius Kreulich são apaenas espetaculares

Edição
Com a fotografia digital, o trabalho de edição se tornou indivisível do de captura (há quem discorde, mas vou ficar com a opinião da maior parte do povo de artes visuais). Como assim? Durante a edição o fotógrafo ou a fotógrafa insere ou reforça, por exemplo, elementos  de luz e sombras, cores, da uma corrigida em coisas que no cenário original não eram legais (tipo, uma lixeira da Comlurb que tava atrás da noiva quando ela saiu do carro). Agora pensa o cara que tirou duas mil fotos e tem que editar uma por uma. Pensa no trabalhinho de corno. Caras, vale a pena pagar por ele!  Dica: procure saber se ele faz suas próprias edições ou se paga alguém pra fazê-las. Se o cara fotografa, mas não edita, significa que temos aí dois artistas envolvidos o que automaticamente joga pra baixo o valor artístico do fotógrafo, desculpa aí.   
 
Composição e edição: seguindo uma tendência das artes visuais digitais, Fabio Moro costuma lançar mão de efeitos de sombra para inserir o fantástico e onírico nas suas fotografias
Responsa 
Como a equipe de cerimonial e como o buffet, o fotógrafo tá proibido de errar, de perder cortejo, de tremer tudo, de desfigurar as pessoas, de deixar passar o buquê. Se isso acontecer com você, considere processar porque aquilo tudo só vai acontecer uma vez, não dá pra voltar, não dá! A comida estragada a gente até vai esquecer depois do hepocler, o cortejo desconjuntado será algo sem notícias daqui há 1 ano, mas as fotos... nem casando novamente! Se foder, fodeu! É seríssimo isso! Por isso o cara cobra o preço do peso bizarro que está carregando, o de produzir a memória material de um evento irrepetível. Afora que, olha, eu já casei e vou te falar: não vi nada!! Sempre que repasso minhas fotos, elas me contam o que aconteceu enquanto eu vivia uma experiência extracorpórea. Como se já não bastasse, o fotógrafo e a fotógrafa deverão produzir algo capaz de contar às gerações futuras o que foi que aconteceu no seu casamento. Dica: não confie inteiramente nas fotos que você vê em blogs de casamento ou no album do fotógrafo. Ali vão estar o que? as 20 fotos mais maneiras, mas e quanto às outras?? Elas são uma porta de entrada. Pra saber se o cara cumpriu seu trabalho com a responsabilidade necessária, procure uma noiva que já fechou com ele e pergunte minha linda, você já recebeu seu DVD? O que achou? Tem foto de tudo e de todo mundo? Tá tudo nítido e, em sua maioria, bonito? (por que também não dá pra ser ahazo em todas, principalmente nas fotos-flagrantes quando a gente nem consegue se preparar direito pro clique). 
Enfim, o fotógrafo é um artista. Yes! Yes! Mas também deve ser um profissional ciente do peso do seu trabalho e que conheça a dinâmica básica dos casamentos (os dramas, a merda que é os padrinhos que desaparece na hora da foto, as condições favoráveis e desfavoráveis de luz..) dotado de jogo de cintura, de dinamismo pra sobreviver a este acontecimento louco e único.

Álbum 
Essa é a parte que os fotógrafos aparecem pra me dar um hadouken. Gente, desculpa, mas é muito difícil pra mim ver sentido em pagar R$ 1.500 num álbum. Eu sei, eu sei, a impressão é mega über maravilhosa, não seis quantos bilhões de pontos por pontinhos quadrados, durabilidade de 3 séculos, sobrevive a enchente, terremoto e pa pa pa mas... a verdade é que, por mais que eu ame fotografia, sou profundamente leiga, como a maioria das pessoas normais, pra perceber granulações microscópicas do papel. Entendo de coração o preciosismo do artista e o quanto eles desejam que sua arte seja impressa da maneira adequada, mas SÃO MIL E QUINHENTAS DILMAS! E, suavemente refletindo, se acontecer uma catástrofe com meu fotolivro da Saraiva, um tsunami, não posso pegar o DVD ou o pendrive e mandar revelar tudo novamente? Eu sou a Nina por acaso?

Tenho aconselhado minhas clientes a reverem essa obsessão pelo álbum e buscarem alternativas de impressão quando o valor proposto pelo profissional quebra o porquinho orçamentário. A única coisa que me faz ficar com o pé atrás nesse conselho é a questão da diagramação mas mas mas mas... quem nunca tem um amigo design? Pronto, amigos, podem me crucificar.

Afinal, vale a pena pagar?
E desde quando pagar caro é sinônimo de coisa boa? Já tivemos essa DR, então vou pular pro conselho que dou de coração pra coração: a fotografia, junto com o combo comida+bebida, são as únicas coisas pela qual vale a pena você se desesperar, financiar no carnê Casas Bahia, investir pesado. O resto é resto! Cê tem seu amor, vai pro meio da floresta e casa. Mas todo mundo tem que comer e beber sem miséria, tem que se divertir e esse momento gostoso merece um registro adequado, bonito e pra sempre.

Previsões de custo

Grupos de valores
Profissionais

Estúdios de fotografia não-artística
800,00  e 2.000
Bacanas em início de carreira
1.500 e 3.500
Bacanas com experiência, mas sem fama no mercado
3.500 e 5.000
Shows de bola, com experiência e fama
5.000 e 8.000
Estrelares
8.000 e 15.000
*valores para cobertura completa (making of + casamento) com 2 fotógrafos
* só pra controle: uma cobertura fotográrica completa e excelente com álbum nos EUA custa a partir de U$$ 1.000

Mas será que não dá pra economizar? 
Pode ser que vocês tenham grandes amigos que curtem fotografia e que topariam com força contribuir pro casório, mas a gente tem que enfrentar a realidade que um bom fotógrafo de casamentos é alguém que se preparou/prepara praquilo, que corre atrás de fazer as coisas da melhor maneira possível e que tá com o traseiro dele na reta. Ele precisa zelar pelo nome e se virar pra cumprir o contrato comercial estabelecido. Nada pessoal, just business. Ele está obrigado a dar conta do recado.

E se fechar pacote com um cara só, hein?
Vamos tirar da cabeça isso aí de chamar um fotógrafo só. Gente, 1 fotógrafo só se aplica a mini casamentos de até 60 pessoas, e olhe lá!!  Se o lugar tiver mais de 70m², se tiver muitos cômodos, se rolar cerimônia na igreja, se tiver cortejo, esquece! A não ser que você contrate a Jean Grey,  não há condições de uma pessoa só pegar todos os acontecimentos. É uma economia que não compensa! Mas aí você me diz que não dá mesmo pra pagar dois fotógrafos, aí sim a gente pode tentar fazer a gambiarra dos tais amigos que curtem fotografia e colocá-los pra ser assistencia, só que atenção, a coisa precisará ser muito bem conversada entre as partes porque o profissional precisa de um espaço e de ângulos X e Y pra trabalhar. Se ficar gente na frente dele, gente zanzando e que não saca a dinâmica do nado sincronizado casamentístico, a coisa pode terminar mal.

segunda-feira, 19 de março de 2012

E-session cheia de mimos e belezuras del amour: fotografias para uma noiva fotógrafa

Uma noiva fotógrafa do outro lado da lente! Minha ~freguesa~ Mariana Magno teve sua tarde de vítima dos cliques. Ela e o Felipe Daumas que, além de noivo, é um grande dançarino de free style gangsta (hahahaha sério, o cara é fera) se reuniram com o fotógrafo Gabriel Telles num casarão do século XIX pertencente a igreja que frequentam lá em Niterói.
Um belo jardim, uma linda tarde de sol e brisa, uma toalha quadriculada e dezenas de negocinhos delicados foram o cenário pra essa e-session desejada à exaustão por uma noiva acostumada a registrar os sonhos e detalhes de outros amores.
Aproveitando uma brecha nos nossos tempos, fiz algumas perguntas à noiva sobre a experiência, vejam aí!

Vou Casar e Panz: Mas então, como foi a experiência de uma fotógrafa se tornar o alvo das capturas?
Mari:Pra mim foi muito divertido! Fiquei super animada e ser fotógrafa facilitou todo o processo, pq na maioria das vezes eu mesmo que dirigia as fotos. Mas confesso que ainda prefiro ficar do outro lado da lente.

VCeP: Fale um pouco dos elementos que vocês escolheram pra compor o ensaio. Ri pra caramba com o iphone (smartphone: esse companheirinho)
Mari: hahaha! O iphone tava ali sem querer, mas no fim das contas achei legal ele ter estado. Fui catando elementos que achei que iriam compor um "cenário" bonitinho. Composição de cores e texturas são muito importantes para a fotografia. Além de disso, pensei também em coisas que tinham a ver com a gente, por exemplo, gostamos muito de fotografia, música, coisas descontraídas, e como somos viciados em nossos Iphones...
O radinho antigo, foi um achado da minha mãe. Ela comprou de um mendigo por 20 reais no meio da rua!

VCeP: Sua mãe é tipo uma Martha Stewart particular. Como é que foi feito esse buquê, hein?
Mari: Minha mãe é talentosíssima! Ele é feito de tecidos (os mesmos usados pra decoração do casamento), arame e enchimento.

VCeP: E tem o disco! <3 Está permitido copiar a ideia? Vou pendurar um na parede aqui de casa.
Mari: o disco foi Carol [Carol Alves, amiga prendada da noiva] que fez, pegou os da Xuxa que eu tinha lá e colocou esse pepel bonito no meio.

VCeP: Eu acho as e-sessions intressantes porque te dão uma noção de como é que vai ser no grande dia, onde pôr as mãos, cria um vínculo com o profissional... Você tem a visão dos dois lados da coisa, fale um pouco a respeito, dê umas dicas aí pras brides to be do país.
Mari: Eu acho super válido e importante fazer uma sessão antes do casamento! O casal está mais relaxado, não tem a pressa nem a tensão que se tem no casamento, podemos fazer tudo com calma pensando em cada detalhe. Fato importantíssimos são os detalhes! Eu pesquiso sempre blogs de fotografia e de casamento por causa da profissão, mas nesse ano, sendo noiva, fui pesquisando com outro foco. Fui salvando todas as referências que eu amava e fui me inspirando. Mostrei pro meu irmão [Lucas Magno, que aproveitou o embalo pra filmar tudo] e mostrei pro Gabriel lá no dia pra ele ir pescando a vibe.
Saber o que você quer, o estilo das fotos é muito importante porque a partir disso você poderá escolher o fotógrafo com mais facilidade, o local, a hora do dia, a produção, o figurino e tudo fica bem mais prático e rápido na hora da sessão.

VCeP: E como é que foi a escolha do fotógrafo?
Mari: Como fotógrafa, tenho a vantagem de ter como assistentes pessoas talentosíssimas e amigas que me dão um help nessas horas de modelo. Lucas, meu irmão e assistente, se dispôs a nos filmar e o Gabriel Telles, meu outro assistente, a nos fotografar. Antes deles se disporem eu até pedi alguns orçamentos para outros fotógrafos, mas vimos que não faria sentido gastar dinheiro nisso quando tínhamos pessoas totalmente capacitadas e AMIGAS ao nosso redor, que fizeram tudo com a maior boa vontade e dedicação! E não me arrependo NEM UM POUCO das minhas escolhas! Amei o resultado das fotos!


E os bastidores!
Ficha Técnica: Fotos: Gabriel Telles I Vídeo: Lucas Magno I Locação: Igreja Presbiteriana Betânia Litorânea - Ingá I Cabelo e Maquiagem: Mari Magno I Figurino: Carol Alves e Mari Magno I Produção: Mari Magno e Carol Alves


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

trash the dress: dance dance dance

~vou dançar e panz ~


porque não resisti: trash the dress por fabio moro. paineiras - rj

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

nuestro trash the dress: vídeo cheio de bossa


Daí eu já não saía de casa mais pra nada e tudo que queria era retomar a vida, as coisas, os cuidados com a casa. Nesse sentido, o trash the dress foi essencial. Acho que porque foi tudo muito intenso, precisava de um fim, de um ponto final e falei com a Clara e com o Fabio que não queria esperar mais, que estava cansada e que precisava voltar no raio da ortodontista pra recolocar o aparelho nos dentes.
No dia do trash estávamos mortos de cansaço. É que vocês não imaginam, nesse ínterim de ausência, saiu o resultado dum concurso pra tutor do CEDERJ e fui chamada (!) de modo que dou aulas/tutorias láááááá nas highlands de Bacaxá (15 minutos de Saquarema, 1h50 daqui de casa) junto com o Rafael, que já era trabalha lá faz quase um ano. Somos colegas de trabalho agora! Experiência muito enriquecedora é o relacionamento visto por outro ângulo.

Mas, daí, o trash, então, no dia a gente tava um bagaço por conta dos deslocamento, mas às 7 da manhã távamos firmes e fortes rumando pras ruínas do Hotel Paineiras, constuído em meados do século XIX lá no Morro do Corcovado. O hotel mais luxuoso do Rio de Janeiro, onde até o imperador (aquele lindo do D. Pedro II) se hospedaria, hoje não é mais do que um fantasma do que fora naqueles tempos, mas a imponência permanece como a de uma árvore velha e orgulhosa.
Como somos apaixonados pelo lugar, nos refastelamos na maior intimidade. Depois descemos pra Santa, pro Guimarães, brincamos de chá, estouramos prosecco como se fosse ano novo e celebramos o final das coisas, o novo início brindando com copinhos de isopor.

O resultado vocês veem aqui no video bossa-nova-lomografia feito pelo Flávio Jobim, um cara de quem cês inda vão ouvir falar bastante. A música deliciosa (escolhida pelo Flávio, chuva de corações) é da Zooey Deschanel, aquela atriz que fez a Trillian no filme de Guia do Mochileiro das Galáxias (amamos/somos Guia do Mochileiro). Tinha lido em algum lugar que ela cantava, mas não tava ligada que fosse um lance tão bonito! Vejam aí que até o final da semana posto as ibageins!
Ah! prestem atenção no fascinator improviso. Peguei uma tira de tule que sobrou duma anágua aqui e fiz um laço por cima do laço do voilete preso com alfinete. Ficou muito mais legal! Quando casar novamente, já sei o que fazer.



Agora preciso ir dormir....

Muitos beijos, vamos nos falando
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ps1: DEIXA EU CONTAR PRA VOCÊS como é que foi a ida pra esse ensaio! Não, é sério, eram 5, cinco e meia da manhã e eu cheia de troço, vestido, mala de rodinha com conjunto de chá, toalha, sei lá mais o que e o ônibus encheu sem que eu percebesse. Entrou um velhinho super mal encarado, parou do meu lado (eu me maquiando super concentrada) começou a resmungar: você por acaso pagou duas passagens?! Levei um susto nesse brasiu, tentei me desculpar, afastar as coisas e todas as maquiagens saíram rolando pelo chão.
Eis que aparece uma mulher e oferece o próprio lugar pro homem, sentou do meu lado, foi tudo muito rápido. Ela se chamava Amara e me perguntou se eu era muçulmana: não, só coloquei isso na cabeça pra não desfazer o penteado.
- Você dança?
- Não.
- Ah! Então é modelo?
Como explicar?
Contei que era um ensaio de fotos pós casamento, "destruir o vestido" e ela ficou ABSOLUTAMENTE FELIZ como um poodle na janela do carro, mais animada do que eu! Contou que amava casamentos, conto do seu num templo budista em Santa Teresa, vestindo azul com mangas bufantes; o noivo era motoqueiro, entrou todo de couro e tava super lindo. Infelizmente eles se separaram. Felizmente ela tava super afim de reatar e achava que tinha chances. Antes que eu pudesse me dar conta, ela estava me mostrando torpedos picantes que eles tavam trocando.
"Saudades do seu saquinho rosa", dizia um deles.
Recomendou que tirássemos foto numa cachoeira, símbolo natural das noivas e que pedíssemos benção a Nanã, entidade das águas, mas não rolou da gente se embrenhar na Floresta da Tijuca porque tinha muito mosquito. Que figura! E justo naquele momento... a vida é muito louca.

ps2: O único porém de tanta coisa boa foi um barraco que formamos com o condutor de um bonde e fiscais da Prefeitura; não queria que fotografássemos eo/no bonde e, principalmente, filmar. Dias depois, acontece aquela tragédia. Eles não queriam que filmássemos pra não correr risco de alguém registrar irregularidades com uma câmera profissional, na verdade pensaram que nós éramos jornalistas fingindo de noivos-fotógrafos-cinegrafistas. Tivemos de jurar que não iríamos usar nada pra fins comerciais e jurar que eles eram uns babacas de rabo preso. Digno de nota nessa situação foi só que 1. pulei do bonde em movimento vestida de noiva e todo mundo da rua aplaudiu rsss "sou comunidade!" e 2. temos talvez umas das últimas imagens do bondinho :(


sábado, 30 de julho de 2011

Uma prévia, um teaser: ibagens, Datena!


Intervalo do trabalho em Bacaxá, recebo uma prévia das imagens. Já posso morri?

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Nosso save the date + fotografia (ou Reflexões com a data marcada)

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Caríssimas, desapareci.
Há não sei quantos anos eu não sabia o que eram férias e aí tirei férias, fiquei sem saber como proceder. Devia ter deixado um bilhete, devia ter ligado no dia seguinte, peço que me perdoem, fui pro Dark side of the moon e fiquei lá curtindo a brisa. Descansada e reposta (basicamente entediada de não fazer nada!) estou de volta ao eito casamentístico.
Fechamos fotografia! TSAAAAAA

Foi um encontro absurdamente gostoso no CCBB-RJ com Clara e Fabio Moro: ela, a esposa empresária e ele o artista talentoso. Que dupla! Que parceiros de crime! Conversamos até sermos expulsos daquele café lá em cima da livraria e fomos continuar o papo no Sebo Al Farabi. Delícia de fim de tarde/início de noite! Gostos em comum, admirações, franquezas e risadas, muitas, sobre essa insanidade toda de casar e estar casado, sobre a loucura de perseguimos a arte ou o amor e como fazer pra sobreviver no mundo que se aposta nessas duas coisas. Pensamos detalhes e trocamos ideias, eu e o Rafa ali rendidos: SÃO ELES! Fechamos a fotografia então, com o Rafa me convencendo a fazermos também o ensaio (eu tenho um cado de vergonha de ser fotografada, já ele é um ator!).
Engraçado que, no final de tudo, os meninos bateram o martelo. Fui ao banheiro e, quando cheguei já tinham sentenciado que QUEM CASA É A NOIVA, eles só estavam ali como acessório indispensável. Que maldade! rssssss

Estou me lembrando agora de que, há 3 anos atrás, endoideci e fui pra Londrina conhecer o meu atual futuro cônjuge. Não consigo visualizar detalhes, que engraçado, não consigo. Sei que parecia um velho encontro e que olhávamos um mural de fotos da família dele quando, de repente, assustadoramente não parávamos mais de trepar como velhos amantes que éramos. Falo essas coisas com abertura: pelo amor de deus, nós não ficamos jogando gamão (desculpa, mãe).
Ainda me assusto com o poder daqueles dias e de todos os dias que se seguiram até chegarmos a hoje, até chegarmos à conversa com Clara e Fabio. Desejamos eternizar isso: o pavor, o susto, a aposta e o frescor com que essas lembranças soam. Passamos por momentos tão estranhos.... passamos mais de um ano guardando nossas comidas em caixas de sapato, de panela e agora reclamo das formigas fazendo ninho no nosso armário de cozinha. Trepamos menos! hahahaha - alguém venha salvar os beijos que a rotina, o trabalho e a tpm sistematicamente sabotam! - mas ainda estamos por aí nos caçando. A intimidade e a cumplicidade.

Estou misturando tudo! Sei que é clichê dizer que não imaginava escrever nada disso, mas é pura verdade, não imaginava.
Gente, e sei que estou devendo postagens sobre vestidos ainda (o caso do etsy.com e dos chineses)! E sobre maquiagem !!


Aí no topo da postagem, o nosso Save the Date, pré convite pra garantir a organização das pessoas e um pré-RSVP pra que nós também nos organizemos!
A gente mesmo quem fez: DIY-na-raça. Bagunçamos a casa, colocamos a estante de livros à baixo e ficou cada um lá no alto duma escada de alumínio fotografando o outro. Muito amorrrr apenas isso.

Sobre o trabalho do Fabio Moro com casamentos (faço merchand mermo), vocês podem saber mais AQUI. Há também o universo artístico dele, como ESSE SET AQUI de capturas na Feira de São Cristóvão.

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