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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Pensando nos dias da convivência a dois e no amor during a lifetime


Você pensa em casar, você namora e aquelas despedidas que parecem que trancaram você no hotel pra cachorros e só voltam depois do feriadão: não vai! Você pensa em casar e aí se casa. No dia a dia você deseja que as despedidas aconteçam? Que ele suma? Você se desespera porque simplesmente não consegue dizer adeus e as vezes parece tão certo. O frango queima, o arroz queima, vocês passam no concurso. Churrascos sábados. Domingo de manhã dá preguiça de sair da cama, a gente curte ficar conversando até a hora do seriado. Olhamos pros lados, caras interessantes, meninas gostosas. Você se desespera: e se um dia isso acabar? Mensagens safadas no telefone e ainda tem que correr, tem que trabalhar: engarrafamento.
No casamento paira um ar pesado, tem um ar de leveza absoluta e você não entende como pode sentir tanto carinho e doçura, tanto amargo ao mesmo tempo. Guns and roses. A convivência é passar pelo fogo todos os dias, matar um leão como dizem.

Três meses passaram ansiosos, hoje os dias parecem mais fáceis. 3 anos. 10 anos? 50 anos? Será que a gente ainda vai rir e que vai debater nossos livros. Olho pra estante e sinto que encontraremos refúgio ali no desejo da beleza e da arte. Não há garantias igual no final do filme. A gente conversa e chora na cozinha, a gente dorme no sofá. Amar como um trem descarrilhado. Eu e você feito loucos, só queria poder sorrir no final, sentir a calma. Vai piorar, vai se gostoso. Tudo bem, tudo bem... Chega pra cá, vai ter silêncio e vai ter música mesmo que você não saiba dançar. Quero casar mas os dias vão ser duros, e as noites e a poeira branca da obra. Vai ser ótimo. Não me deixe, vamos fazer pipocas novamente. A gente e um monte de outras histórias, cervejas, o Mallboro. Você me abraça como no final da música, vou ali mas já volto porque mulher não ama, cisma. O amor pode ser cruel como misturar cerveja com destilado, a gente pinta o que poderia ser o quarto do bebê mas planejamos nos mudar.  Eu me desespero: como vai ser mais pra frente? Tudo bem.. tudo bem..

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Conciliando o que eu esperava com a realidade do que provavelmente acontecerá no meu casamento

Boxer, the Attention Whore, feliz no dia do seu casamento

Texto originalmente postado pela "Boxer"  no Offbeat Bride - lugar de leituras sempre muito bem vindas pra acalmar o espírito. Fala fundo às noivas, fala fundo às casadas. Se eu disse a vocês que até hoje me perturbam certas coisas sobre o casamento, vocês acreditam? É difícil simplesmente aceitar que aquelas expectativas nunca irão se concretizar, mas que o que você teve - inesperado - é a sua história no encaixe exato do que ela podia ser. O original você encontra aqui <-

***

Estou tentando ser realista sobre essas duas coisas, minhas expectativas e minhas suspeitas, baseada em atitudes e eventos passados. E então vou tentar que isso tudo se vá... Com isso em mente, aqui vai "o que eu esperava para o meu casamento" versus "o que provavelmente vai acontecer".

O que quero pro meu casamento:
  • Quero que as as pessoas que amamos/que nos amam venham celebrar este amor em todas as suas fuckin formas (somos um grupo realmente heterogêneo que vai de travestis, lésbicas tímidas, mórmons convictos, republicanos conservadores a ativistas políticos; colegas de trabalhos, clientes, amigos e familiares)
  • Quero que as coisas estejam bonitas e que rendam boas fotografias.
  • Quero me sentir bonita e confiante.
  • Quero me casar com o Brandon sabendo do fundo do coração que a coisa não será toda feita de sol brilhando e unicórnios.
  • Quero que nossos familiares e amigos suspendam seus dramas e tratem bem um ao outro.
  • Quero rir e dançar e chorar lágrimas de alegria (sem borrar a maquiagem!).
  • Quero comer e curtir o momento + quero que todo mundo coma e curta o momento.
  • Quero reservar um momento para realizar os pequenos rituais que me mantem com os pés no chão e a cabeça no lugar (queimar uns raminhos de lavanda e alecrim, acender uma vela para os familiares e amigos que já não podem estar conosco, falar com minha avó mesmo sabendo que ela já está morta há 19 anos).
  • Quero dançar.
O que suspeito que irá acontecer:
  • A manhã do casamento será estressante e agitada e alguma coisa não vai ser feita/ficar pronta do jeito que era pra ter ficado. Isto vai me deixar frustrada.
  • Meu cabelo estará pouco afeito a colaborações e eu terei de fazer algo diferente do que eu havia planejado.
  • Terei de aplicar a maquiagem ao menos duas vezes até sair certo. Um olho ficará melhor do que o outro.
  • Vamos esquecer de levar alguma coisa pro lugar da festa.
  • Nem todas as pessoas comerão e dançarão como eu gostaria e ao menos uma dúzia delas IRÁ EMBORA cedo, e sentirei falta delas..
  • Alguma coisa que fizermos irá ofender ou chatear alguém.
  • Terei algum tipo de paranóia em relação ao meu corpo que me deixará muito aborrecida e que vai me fazer chorar. Talvez meus dentes não estejam brancos o bastante, talvez eu decida que estou muito gorda, talvez meus olhos estejam inchados.
  • Terei pelo menos uma briga com uma das madrinhas.
  • Tudo vai acontecer sempre faltando 5 minutos pro horário programado
  • Junior ficará muito bêbado e terei de arranjar alguém pra aguentá-lo. 
Honestamente, daqui há 10 anos não vai mais importar se alguém dançou ou não, se Fulaninho ficou ofendido com a cerimônia ou se tivemos uma tonelada de sobras.  Não vai mais importar se eu fiz toda a decoração, toda a comida ou se eu tive uma costureira maravilhosa que bordou toda a cauda do vestido em estilo Neo-Vitoriano. Ninguém vai dar a mínima se decretamos vinho à cerveja ou se estava muito quente ou muito frio. Mas vai importar que Brandon e eu estejamos juntos e que tenhamos boas memórias daquele dia. 


Então meu objetivo (além de fazer tudo o que está na check list em busca da perfeição absoluta) é... ter memórias felizes deste dia e viver um bom tempo para fazê-las durar.  É claro, vou esperar pelas melhores fotos do mundo, de passinhos de dança improvisados e de brindes sinceros, mas, em dez dias, tudo será memória. Em dez semanas tudo será "causo" que contaremos por aí. Em dez meses será "WOW JÁ FAZ QUASE 1 ANO QUE CASAMOS! Tanta coisa aconteceu desde então". Em dez anos serão fotografias que me farão olhar pra trás e sorrir, memórias queridas (provavelmente estarei repassando minhas experiências e aplicando minha "sabedoria" planejando casamentos de outras moças). 
E em dez décadas... em dez décadas só vai importar que vivemos e amamos. 
O resto vai se perder no tempo e nos boatos. E por mim tudo bem.




sexta-feira, 16 de março de 2012

O trabalho de assessoria de casamentos: um método perigoso


Tem esse filme sobre o Freud e o Jung: "Um método Perigoso" que quero muito assistir. Lendo um artigo sobre ele fiquei muito pensativa... a psicanálise é um método perigoso porque quais são os limites reais entre profissional e paciente quando o trabalho só pode acontecer numa troca/diálogo entre as duas partes? Se a cura só acontece numa identificação recíproca? Em algum momento da matéria, o crítico diz algo como: o trabalho psicanalítico possui um alto nível de toxidade.

Aquilo ficou forte na minha cabeça. Não sou psicanalítica, nah nah, mas que tipo de trabalho é esse a que estou me propondo fazer? Entro na intimidade das pessoas, nas suas histórias, seus medos, expectativas. Traições em família, primeiros casamentos que desvaneceram sem que ninguém percebesse, mortes de entes queridos, jovens casais, casais com mais estrada, casais com filhos, noivas com enteados. As histórias desfilam na minha frente e eu me surpreendo de instigá-las. Me surpreendo mais ainda de constatar que, sem um mergulho sincero e aberto nessas histórias e sonhos, meu trabalho perderia o sentido. Minhas histórias e experiências entram na conversa. Sentamos pra uma cerveja e então deixa de ser claro que tipo de relação e esta que estamos estabelecendo.

Não me sinto confortável em ser uma cerimonialista cronômetro: hora do making off, hora do buquê; a coisa do trabalho do dia, que é essencial, sim, mas que me pergunto... como é que eu faria se eu nunca a vi? Se não sei qual o caminho que a trouxe até essa pista de dança onde vai, sei lá, dançar Thriller com esse cara? Então qual é o meu trabalho?

Esses dias falei que tinha virado parteira de casamentos. Acho que, como os partos, os casamentos acontecem por si só e, assim como tá rolando essa campanha de desmeticalização do nascimento (toda mulher está, a princípio, pronta pra parir + gravidez não é primordialmente uma questão médica como uma doença) penso que os casamentos não devem ser 100% entregues a fornecedores como se você e seu rapaz fossem retardados. Olha, eu já vi umas coisas horrorosas e tenho certeza de que muitas de vocês já presenciaram o mesmo: nêgo do buffet roubando docinho, cerimonialista que faz 5 casamentos por semana e - inevitável - vê o seu como um carro na linha de produção, decorador que fala "mesa grande tem que ser ali, faço isso sempre e é o que dá certo".
Eu posso ser apontada de estar me envolvendo de maneira perigosa com meus clientes, mas aí vou exigir que estes caras sejam apontados como profissionais que se alienam plenamente da importância do que estão fazendo pra vida daquelas pessoas.

Penso que a História me dá/deu ferramentas interessantes. Teve um momento da graduação que não aguentei mais ficar pesquisando os crimes envolvendo escravos no século XIX; cada processo era um banho de sangue com corpo de delito e testemunhos super detalhados que contavam as maiores barbaridades e nonsenses a que a condição humana pode chegar. Tive de parar e parei por uns 4 meses. Aquela saída me fez muito bem. Mas não concluí que deveria me afastar deles, eu deveria era me conformar com o fato de ser apaixonada por aquele trabalho e tirar o melhor dos afetos que eles me causavam. Hoje posso jurar por deus que sei o que o escravo Fulano ou Beltrano fez. Acho que temos uma ligação. Os professores ficam revoltados quando falo isso em seminários, mas o que posso fazer. Cerimonialistas, parteiras e historiadores podem acreditar que estão protegidos por uma redoma de profissionalismo, que seus objetos não o afetam, mas, contra os fatos não há argumento: uma troca acontece e ela precisa acontecer. Primeiro porque é inevitável e segundo porque, com essa responsabilidade imensa nas mãos - a de ajudar os noivos a terem um casamento bacana, com um bom andamento - toda informação e compreensão das necessidades daquele casal é indispensável.

Estou cansada pra cacete esses dias. O blog tá abandonado e tal, mas é que são muitas coisas a resolver, pessoas pra ouvir, emails pra responder. Minhas reuniões com as noivas não duram menos de 3 horas. Eu não sei se isso tá certo, só sei que é assim que tá acontecendo e só sei que nunca estive tão profissionalmente plena como agora. Fico até com vergonha disso, sabem. Sei lá, culpa católica, a coisa de que só quem sofre vai pro céu. Chego em casa arrasada, mas satisfeita. Essa proximidade entre mulheres que tenho estabelecido pode ser perigosa, mas ao mesmo tempo é enriquecedora (DINHEIROO!! só que não). O universo feminino é fantástico, nem Freud sabia o que fazer dentro dele, o troço é um buraco negro! Vou me compreendendo como mulher a cada conversa e compreendendo também o meu próprio casamento, ou ao menos refletindo melhor a respeito dele. Agora parando pra pensar sobre esse ponto.. não como uma transação comercial/de serviços normal que o cliente vai lá e escolhe. A escolha tem que ser mútua. Elas me escolhem e eu as escolho. O fator identificação!

Enfim, quero dizer que estou feliz demais com tudo isso, por vocês estarem por aí acreditando que algo diferente do estupro de preços dos forneceres pode rolar, por acreditarem que casamento é doidamente muito mais do que festa, por acreditarem que naquele dia do pleito e pra sempre, o que tem que rolar é uma vida ao jeito de vocês, um romance onde vocês fazem as regras de acordo com o que a vida vai apresentando. Não tem regra pra felicidade, afinal.

Vou lá que preciso comprar papel amarelo pra fazer o acabamento do convite da Arajany, depois tenho somente 70 provas pra corrigir (professor: outra profissão dialética e dangerosa!). Tentarei não ficar tanto tempo em silêncio, mas, olhem, num contexto em que estou virando o Monteiro Lobato porque nem pra sobrancelha ta dando.... reflitam!

imagem: http://alternativechronicle.wordpress.com/2012/02/12/a-dangerous-method/

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Não há como ser fácil casar: coisas que eu queria que tivessem me dito uma semana antes do meu casamento


Casar: não há uma maneira fácil de fazer
É tanto sofrimento envolvido na coisa do casar: noivas que adoecem, casais que brigam absurdamente durante o processo, dúvidas, desesperos, contas, pesadelos. Se é uma coisa boa, porque se sofre tanto?
E não é uma questão de grana. Claro, quem tá na merda financeira sofre mais porque tem que encaixar o sonho e as expectativas no que teu contracheque tá te apresentando e, claro, quem é filho do Eike simplesmente entrega tudo na mão de alguém e fala taí ó, queremos chegar e casar, manda a conta depois. Mas pra qualquer um que se proponha a um casamento que não seja andróide, um casamento Blade Runner, a coisa vai ser passar pelo fogo e nós, efetivamente, colecionaremos muitas feridas no processo.

Mas, cara, a verdade é que não existe rito de passagem sem dor. Eu não sei quem inventou essas regras, deve ter sido Deus, porque até pra nascer - tava assistindo a um documentário da Discovery esses dias - até pra nascer a nossa cabeça precisa ser traumaticamente espremida até dar jeito dessa melancia passar pelo buraco em que só passaria uma uva. O coveiro jogando cimento e 3 pedras absurdamente pesadas sobre o caixão, decreto do fim. Cerimônias de iniciação, da passagem da menina para a mulher. Obra da casa.

Casamentos, mesmo os casamentos de ir morar juntos, envolvem três coisas gigantes e tensas: amor, família e dinheiro. Juntos, esses elementos farão da sua vida um coquetel Molotov. Ok, agora a coisa pareceu deprimente...

Mas, sério, quem é que quer alguma coisa fácil? Qual é a graça? Se escolhemos viver a vida e viver nossas escolhas, o jeito é nos entregarmos. Temos todos de viver nossos épicos íntimos.

O que queria só dizer, especialmente para noivas que estão com a data do pleito se aproximando e que talvez estejam assombradas por dúvidas do tipo POR QUE MEU DEUS EU ME METI NESSA MERDA? ou que estão adoecendo como rolou comigo, com a Sammia do Casando Sem Grana e com todas nós que dobramos o Cabo das Tormentas Nubentes. Era o que eu queria que tivessem me dito uma semana antes do meu casamento...
  • Fique firme e respeite as dificuldades desse momento. Respeite seu corpo e aceite que ele vai te sacanear e te deixar mal pra cacete, rouca, trêmula, nervosa.
  • Respeite as expectativas e obsessões que estão martelando na cabeça porque não há o que ser feito, não podemos lutar contra essas expectativas irracionais.
  • Todos esperam de você, esperam da mulher, da noiva. A sua família vai encher o saco, a dele vai encher o saco. Eles também não conseguem lutar contra isso porque também esperam muitas coisas, porque a mudança da sua vida também lhes diz respeito. Não to dizendo que isso é bonito ou é o certo, mas a mão que balança o berço é a mão que embala o mundo e agora estamos com esse abacaxi de poderes e responsabilidades. É importante que seu comparsa entenda minimamente esta questão para poder colaborar, participar e te proteger nos momentos de ataque zumbi. É o único jeito de equilibrar as coisas.
  • Não tente racionalizar demais. Tá afim de chorar? Então chora! Tá se achando no fundo do poço? Então vai até lá, mas não fica cavando, vai só até o fim. Take your time, take a breath e aí cê volta
  • Aceite que a perfeição programada não existe, é uma quimera, é Platão. Só o que é imperfeito pode ser de verdade, pulsante e vibrante. Nada melhor do que os momentos perfeitos que aparecem sem nenhum aviso. Sabem, aquelas horas em que a gente para e cacete, quero guardar isso pra sempre! Esses momentos são presentes impossíveis de serem planejados, é transcendência (é Platão, brasiu!)
  • Procure o silêncio. São muitas opiniões de todos os lados, muitas fotos, brigas, muitos telefonemas e emails. Busque um refúgio! Pode ser no quarto, pode ser no banheiro, no Ibirapuera. Qualquer lugar onde você possa estar só e ouvir o nada ao redor
  • Vitamina C, 1g por dia.

Amor

Prill

imagem: loja eighteen9, no etsy

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Casar "pra valer" depois de morar junto - A mesma coisa! Completamente diferente!


Os dias vão passando.. a gente encontra as pessoas e agora tem duas coisas que mais ouço toda vez que estamos eu e o Rafael tentando comprar um litro de leite por menos de 3 reais e aparece algum amigo, algum conhecido: 1) e o bebê vem quando?? e 2) mas vocês já eram casados, né? não mudou nada então... Sabe aqueles momentos doces que a gente passa? Eu não ligo, sério, não ligo de ficar ouvindo as mesmas coisas e não ligo da pergunta do bebê ser clichê. Depois do bebê vão, obviamente, perguntar "e quanto vocês vão dar um irmãozinho?" rss As pessoas nunca estão satisfeitas, a novela precisa andar. Bora, gente! Bora parir crianças! Bora viajar pra Paraty nas férias e pra Araruama no feriadão!
Mas a coisa 2 me deixa sempre um bocado intrigada. É... Já éramos casados antes, amigados na fé, concubinados. Então... não mudou nada.? Olha: nada mudou. Tudo mudou. Tudo é como antes, mas é totalmente diferente agora. Sinto que depois do dia em que reunimos todo mundo, em que a juíza falou coisas, assinamos papéis, demos abraços, jogaram bolinhas de sabão em nós... como tudo poderia continuar igual? Não podia e não está sendo. Casar de verdade, no duro, pro bem ou pro mal, fez nosso relacionamento dar um cavalinho de pau no meio da estrada e começar qualquer coisa nova. Pra qual caminho?

Ouvimos causos de gente que fica um tempão amigado e é muito feliz assim mas então, sei lá, resolve casar e, às vezes em questão de meses, estão separados. Anos de convivência, longa data e a gente se pergunta; o que foi que aconteceu?? Tenho um tio que diz que a água benta tem mandinga separadora. Mas e se o casal é judeu? É protestante? É hare krishna? Todo casal de qualquer credo está sujeito a essas coisas, então. Li uns meses antes do casamento no Off Beat Bride umas boas teorias a respeito, aquilo ficou martelando, daí fico agora pensando que, morando juntos, a coisa parece correr quieta e solta, mas aí, quando surge a proposição de casar, de publicar tudo aquilo que era assunto só de dois, as expectativas dão as caras: depois que assinar esses papéis, que nos disserem palavras sagradas... depois vai ser pra sempre, né?

Por mais que a gente racionalize, o peso da ideia do pra sempre é muito forte. Socialmente falando, historicamente falando, estamos imersos até o pescoço nessa ideia da eternidade do amor. Não dá pra mudar. Crescemos lendo, assistindo filmes, ouvindo canções, flertando com mitologias que falam forte disso... Estava aqui antes de nós, é parte integrante do Ocidente, imperativo, infugível. Durkheim gotta love, como cês sabem. Bem, mas aí tem quem não lide bem com isso de ficar na beira desse abismo inevitável e olhar lá pra baixo, ver a imensidão dessa aposta: apostar no amor, no seja o que deus quiser, em cafés da manhã, brigas, carinhos, engorda-emagrece e desejos. Não lido melhor do que a maioria com isso. Tenho certeza de que o Rafael também não.

De cara, fiquei WOW/DIGDIN DIG DIN sou uma senhora respeitável agora! Aliança na mão esquerda! As vendedoras me tratam melhor agora, meus pais me olham diferente, os professores doutores, os cobradores do ônibus. A aliança na mão esquerda, esse símbolo simples e besta que todos compreendem bem do que se trata: ela é uma senhora, ela não é mais Capitu, ela é DONA CAPITOLINA (que mocetão!).
Nas primeiras semanas eu tava ali incomodada com aquele troço na minha mão, parecia que tinham me colocado aparelho ortodôntico novamente, ficava alerta, tem um troço intruso no meu corpo TIRA! TIRA! e o Rafael tirava a dele também, punha na caixinha, dizia que dava angústia. Dá angústia. Passadas 4 semanas, a sala ainda atrulhada de enfeites, o bolo ainda no congelador, estávamos distantes e confusos.
O que houve? Eu não sei. Nos vimos de repente num lugar bacana diante de muita comida cheirando muito bem, ele me chamou pra conversarmos e eu preocupada com o frango resfriado que tinha acabado de comprar, tinha que levar pra casa: não vai estragar? Mandei a cabeça calar a boca, isso aqui é importante. O que houve?
- Alguma coisa mudou, ele disse, e eu fiquei nervosa.
- Você está me assustando
Não que tivesse mudado pra ruim, ele emendou logo. Simplesmente era uma bigorna caindo na cabeça e nela estava escrito que AGORA VOCÊ É UM CHEFE DE FAMÍLIA, UM HOMEM, AGORA SAIA DESSA CAVERNA E VÁ MATAR MAMUTES.
Os homens possuem suas fases, mas é engraçado como é permitido que permaneçam sendo meninos. Muda é o preço do brinquedo. Mas, um belo dia, são tragados por algum puteiro, por uma garrafa de wisky, pela entrevista de emprego que é a oportunidade da sua vida e agora é pra valer. O casamento é desses marcos. Acho que pra gente é diferente porque a gente brinca de casamento da Barbie, de filhos, de fazer comida. Homens não brincam de casinha.
Don't panic. Estamos juntos há quanto tempo? E por quantas coisas a gente já passou? Quantas coisas fizeram esse tempo curto de um ano e não sei que, dois anos, multiplicados em minutos e horas intensas, eternas? Não tinha como passar por tudo aquilo de escolher bolo, encontrar um lugar pra casar, pagar o cartório, fazer fengshui com as família, engolir situações detestáveis, escolhas difíceis e tudo permanecer o mesmo?

O casamento é um ritual traumático. É passar pelo fogo das próprias expectativas, das expectativas das outras pessoas que a gente vai e enfia no meio de algo que só dizia respeito a duas pessoas. Todo mundo agora espera alguma coisa de nós. Talvez filhos, talvez fidelidade, talvez que compremos um cachorro, talvez que vejamos Paris juntos, e que enriqueçamos, engordemos. O mundo sempre dará boas vindas aos amantes, nunca ninguém vai se cansar de estúpidas canções de amor, há sempre um voto das pessoas, seja de fé ou de descrença, mas estarão lá esperando os desdobramentos dessa novela íntima que, no ato do casamento, tornamos pública.

Tem valido a pena todos os gastos e stress e pirações e dar comida prum monte de gente que vai sair falando mal*. Toda a super-exposição, todo o trauma. Fizemos essa aposta pública de que queremos estar juntos pra sempre. Como aos poucos a aliança parou de angustiar, você vai e se acostuma a viver com o abismo embaixo do pé. A gente volta pra mesma casa pra onde a gente já voltava antes, mas é diferente... Tudo mudou mas a gente tá sabendo que é a mesma dança, e a gente dança o mesmo velho Sinatra cheek to cheek; quero aprender novos passos. É difícil, é imprevisível, e se acabar? Vai doer? Aposta, máfia, aventura... me importa continuar dançando.

*nêgo adora dizer que não vai fazer festa porque saem falando mal. baby, se você convida gente escrota pras tuas comemorações, você está fazendo isto errado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Eis que do aquém do além.... a volta!

máquinas analógica: lomografia é quase amor. Rafa de imigrante, eu de polaquinha mulata da zona portuária. fotografia do onipresente Fabio Moro e o lugar é o Morro da Conceição

Gatas-garotas, como vão essas carnes nubentes???
Saudades imensas deste espaço! Saudades imensas de vocês!!

Queria muito que me perdoassem a saída intempestiva, sem deixar nem um bilhete! Perdoem mulheres, a esta pobre ex-noiva que precisou largar tudo pra ir avançar com a dissertação. Teve de ser assim. Como vocês podem lembrar, o prazo que o Manolo me deu pra entrega do trabalho era dia 16 de julho, ou seja, menos de 15 dias antes do casamento. Agora vê se a pessoa tinha condições?? Mané, eu não tinha nem sapato ainda, tava cheio de gente aqui em casa, passava horas na Caçula, em que momento de delírio eu imaginei que fosse rolar de entregar o segundo capítulo?
Beleza, casei e recebi um novo prazo do Manolo.
Caí de cabeça no mestrado!! 1 (huma) pena é que eu não tinha mais cabeça. Sei lá, ressaca do casamento? Cês viram como fiquei nos dias seguintes do pleito... até o corpo e a mente entrarem no eixo, demorou. Tipo a placenta procurando o feto? Cadê o casamento? Que rotina preciso ter na minha vida agora? Fiquei muito perdida e, pra falar a verdade, acho que ainda estou. Tanto que só nessa madrugada, enquando Axl Rose dizia se fode aí você que tem que trabalhar amanhã, entreguei o texto como se fosse uma prova que acabou o tempo e o fiscal simplesmente estende a mão e cê se conforma porque não dá mais tempo de fazer nada.

Vou me obrigar a tirar uma semana de folga. Faz dois meses, desde o casamento, que não saio de casa pra ver pessoas, pra ir ao cinema, pra fazer nada que não fosse cuidar da dissertação e/ou ficar pensando nela. Se eu disser que ainda tem coisa do casamento aqui vocês acreditam? Tem tochas na minha sala! Tem potes, tem cestinhos de palha, tem lanternas chinesas... TEM MEU VESTIDO, BRASIU! Engordei tudo o que perdi, engordei mais.
Aí, como se não bastasse, umas pessoas me pediram preu meter o bedelho em seus casamentos e fui lá tentar curar a ressaca do meu bebendo inda mais, só que no dos outros. Não sei se isso vai pra frente, vamos ver. Seria uma coisa muito louca vir a trabalhar com isso. Se eu não passar pro doutorado... who knows?

Falando em vestido, ele tá aqui pra vender, gente! R$450 sujinho, quem quer? Quem quer?
Fizemos o trash the dress! Algumas de vocês viram e tal, pessoas no FB. Ficou muito, muito bacana! Foi lá nessa sessão de fotos que fechei o ciclo: chega de estar casando. Casei. Estouramos um prosecco no Lg. dos Guimarães e dividimos com um frentista ho ho ho bons presságios!

Vou falar disso na próxima postagem, peraí
(cara, inda preciso voltar pra cama, voltar a dormir. parece que fui atropelada por um caminhão)

terça-feira, 26 de julho de 2011

Calculando meus gastos: correspondências orkutistas

eu, Lila e Pads eternizando fotos no espelho do banheiro porque somos, olha... phynas


Amigas, ainda estamos fazendo o calculo total dos gastos preu poder passar pra vocês bem direitinho, mas, a princípio, estamos chutando um total de 12 mil, que vocês acham? Isso contando vestido, aliança e cartório.
Foi o dobro do orçamento inicial, não sei se vocês lembram, pensei em gastar 6.500, mas é que também nos atiramos em certos caprichos.... e a reta final foi cheia de pequenas coisas que juntas somaram um valor exorbitante [ao menos pro meu bolso]. Outro fator que encareceu foi morar em São Gonçalo e ter feito o casamento em Santa Teresa: o transporte das coisas, das pessoas... isso tudo gerou um custo maior do que imaginávamos.
Basicamente é isso. Chuto 12 mil, festa planejada pra 80 pessoas. Foram 71
:***

13:18 (5 horas atrás)



Sr.& Sra.

priscilla
cara vc fez uma festa para 80 pessoas e gastou 12 mil? nossa muito caro rs
17:00 (1 hora atrás)

Priscila

mto caro

12 mil p 80 pessoas é mto caro, ja divulguei aki e volto a divulgar , to fechando c o buffet paty festas que me cobra 25 p pessoa..
Continuo querendo ajuda para um orçamento de decoração de igreja mais barato, alguém conhece?

17:45 (38 minutos atrás)

A questão do caro
olha não acho 12 mil barato que não é. é dinheiro pra cacete, é grana!
mas, agora, vocês só podem estar dizendo isso porque não acompanharam a saga da coisa toda, só pode ser. porque buffet de 25 reais tb achei vários, mas do que é que ia nos adiantar estar num lugar que não gostamos, decorado de maneira que não gostámos, comendo uma comida que não curtimos? sério?

não adianta Priscila e Sr.Sra., se há alguma pretensão de fazer algo NO SEU GOSTO você vai ter de meter a mão no bolso porque as opções em conta só vão conseguir satisfazer às pessoas que curtem aquilo ali que estão oferecendo. Infelizmente não é o nosso caso: não queríamos buffets de salgadinhos porque não transamos comida gordurosa, não queríamos mesa de ferro, não queríamos casar em são gonçalo.

enfim... não acho 12mil caro não, não mesmo. cês tão fora da realidade porque pra fazer um casamento muito abaixo disso cês vão ter de rebolar. é possível! olha que é possível! há açlgumas postagens atrás postei um casamento absolutamente fofo que saiu no Casando sem Grana

Juliana e Sérgio (esse casal aí do link acima) pra mim são heróis, são dois fodidões. são exemplo a serem seguidos, mas as possibilidades de talento manual, de conhecidos talentosos que deom esse ou aquele item essencial não está ao alcance de todos.
não estava ao meu alcance em muitos momentos.

em paralelo: os caprichos. quis comprar um vestido. saiu caro não, 800 pau mas, se eu fosse ajuizada, tinha comprado na C&A. flores comprei no centro da cidade, 300, OS PUTOS SÓ ENTREGARAM AS GÉRBERAS COM A FESTA COMEÇADA, mas beleza. O buquê fizemos ali no maior improviso e foi o buquê dos meus sonhos.

18:03 (21 minutos atrás)

MoniquePri, me responde:vc se arrependeu de alguma coisa? Faria tudo de novo? Deixe seus ensinamentos para a posteridade,heheh...

O budget extrapolou, mas enfim, somos pobres porém somos enjoadas kkkkk...Recessionista sim, mas com o maior bom gosto, rs...

18:03 (20 minutos atrás)


prill

cartório + alianças + local nos levou quase metade do orçamento! bom, pensem em tudo isso, reflitam. é melhor ficar logo ciente da realidade e das possibilidades que hoje o mercado nos oferece. infelizmente, é tudo restrito e as opções são draconianas. isso pode mudar, mas hoje é o que temos.

conformem-se o quanto antes pra que possam agir da maneira mais racional, mais ciente. é o que penso.

18:12 (11 minutos atrás)

prill

vou falar do que me arrependi
de não ter ligado pro Werner e feito meu cabelo lá. só isso. porque to vendo as fotos e qurendo cortar meus pulsos.

tendo minha cabelereira desaparecido, peguei um encaixe num salão do Bairro de Fátima e a mulher não entendeu porra nenhuma do que eu pedi. óbvio, eu tava completamente transloucada, fora de mim, histérica, não mostrei imagens. Falei: anos 50 e a mulher disse que não fazia ideia de que tipo de penteado seria esse. Naquele momento eu deveria ter pego um taxi, ido pro Werner e aumentado em mais 500 pau meus gastos.

Vejam, agora vou me torturar for ever com essa porra! olho as fotos e quero me enforcar por não ter eu mesma metido um pente, feito do meu jeito. nunca eu usaria aquele penteado na minha vida cotidiana, mas usei lá. Fiquei igual uma debutante, ficou podre. A galera gostou, mas, como acabei de escrever pra Eva, todo mundo acha noiva bonita. Quem tá do outro lado do véu é quem sabe que o senso crítico continua e que a verdade ta aí pra ser dita.
Vou pedir pro Fabio Moro photoshopar tudo
Fora isso, não me arrependo de nada. Nem do caos nem dos gastos.
Meu ensinamento mor: entreguem os convites!!! entreguem!!! nem que seja impresso no word numa folha chamequinho. As pessoas tem dificuldades de processar o que não recebem em papel. Nesse caso, limpam, a bunda com o seu save the date. Tô sendo franquíssima (a cerveja aqui que to bebendo não deixa ser de outra forma). NÊRGO VAI ACHAR QUE VOCÊ VAI FAZER UM CHURRASCO E TANTO FAZ IR OU NÃO. Com toda loucura e solidão da minha jornada, não consegui entregar todos os convites antes de 1 mês e muita gente faltou.

A coisa das bebidas colaborativas tb não vingou. Um amigo teve de descer Santa e ir nos depósitos da Lapa comprar bebida. BRINDAMOS COM CIDRA CERESER, MONIQUE!!! VIZUALIZE, POR FAVOR
outra coisa é lembrancinha: nêgo é louco! saquearam as lembrancinhas. era uma xícara por família e teve gente montando aparelho de chá. tudo bem, isso acontece e até a gente ri depois, mas... hahahahahaha neguinho levou tudo!

deixem alguém de cão de guarda das lembrancinhas se elas forem ficar expostas, avisem a quantas pessoas for necessário avisar que tem de tomar conta do bagulho.

Outra coisa, não deixem a galera ficar tirando fotos e te filmando eternamente. Fujam, declarem moratória, façam o que vocês quiserem, sejam incisivos. Eu queria ter comido mais porque sou gorda, mas até deu pra tomar meus bons drink, fazer umas dancinhas... isso porque fomos definitivos GENTE, BYE! porque a galera quer ficar com os noivos pra sempre. O Fábio até tirou uma foto nossa comendo escondido igual umas cutias. vou pôr na legenda da imagem: casamento realidade
Afora isso... deixa eu ver... não me arrependo de absolutamente nada. Nem de ter colocado parentes e amigos pra organizarem tudo e ficarem como baratas tontas porque, como vocês devem imaginar, centralizei as informações (era eu sozinha fazendo tudo!) e na hora muita gente não sabia o que é que ia rolar afinal.
O que importa é que ficou patente que ali tudo tinha o toque dos amigos e da família. Isso foi sentido por todos e era tudo o que queríamos. Minha tia ligou ontem dizendo que acordou domingo como se tivesse acordado dum sonho. Eu desafio qualquer equipe de decoração a fazer algo poderoso assim. A verdade é algo que salta. A verdade, o orgânico, o que é feito com carinho e paixão. Isso não faltou. Foi perfeito então... só precisarei cortar minha cabeça nas fotos.

18:20 (3 minutos atrás)

Monique

Pri, acho que postamos juntas, rs..

Eu concordo com vc. Não achei seu casamento caro não, não que 12mil não seja dinheiro, mas dentre as prioridades que vc escolheu para sua festa, ser um evento intimista, de personalidade, de charme, fugindo da pasteurização dos casamentos, achei que vc fez milagre....12 mil pra ter seu álbum de casamento com a vista de Santa Teresa(e não no buffet de 25 reais com cara de rodizio da esquina) tá muito bem pago, a meu ver, rs...
Eu sou detalhista, perfeccionista, super ligada em design e significado pessoal das coisas, e infelizmente, isso tem seu preço.

18:24 (0 minutos atrás)

domingo, 24 de julho de 2011

Casei, braziu!

chegei, quedê ibagens?

Aos vinte e três dias do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo do ano de dois mil e onze finalmente contraí matrimônio com o Sr. Rafael Alves de Santana. Doravante, chamar-me-ei Priscilla de Oliveira Alves de Santana.
Na hora em que a juiza perguntou você aceita, eu respondi "aceito" e a voz que saiu parecia que estavam me esganando, não sei que voz foi aquela: era muita lágrima ao mesmo tempo, muito Rafael ao mesmo tempo, amigos, coisas, lembranças, amor, fogo e paixão. Era muita coisa.
Minhas queridas amigas, aparentemente deu tudo certo. Ficou tudo tão bonito! Assim, eu acho que ficou, as pessoas estão dizendo e estou inclinada a acreditar nelas porque me lembro muito pouco de tudo o que aconteceu. Achei, principalmente, que passou muito rápido.

O bolo que levei da cabelereira/manicure foi resolvido com um encaixe num salão do Bairro do Fátima. Foi todo mundo muito bacana comigo, a família do Rafa que foi mega solidária quando acordei com a pior das caras, a minha mãe que se desesperou do outro lado da linha até mais de meia noite... Se a prima do Rafa não tivesse me dado um sanduiche de queijo e presunto, mais um copo de suco de laranja, provavelmente eu não teria comido nada.
O cabelo não ficou como imaginei, não ficou anos 50, ficou noiva standard. No meio dos aprontamentos, chegou um negão armário de preto lá no salão perguntando por mim e levei o maior susto porque, caraca! os federais! mas aí era o pessoal da filmagem da Etiene (fuck yeah profissa!). Ninguém tinha nem uma base, nem um corretivo pra me emprestar. Foi assim que acabou rolando o making off da noiva.
Enquanto isso, Rafael estava numa barbearia da Central e eu fiquei muito feliz porque ele fotografaria junto com o pai dele e acho isso lindo, encontro dos homens. Nem todo pai-e-filho consegue esse momento ou tem a oportunidade de algo tão especial.

A Clara [sra. Fábio Moro] apareceu também de repente ao salão! Linda linda! Foi engraçado estarem todos de preto pra uma coisa que era meu casamento: galera do staff. Espero que todos usem seus belo photoshops porque VOCÊS CALCULEM COMO FOI MINHA NOITE sabendo que não tinha uma cabelereira e que tava com cutícula de dias e ouvindo uma chuva que caía insistentemente. Tive delírios, pesadelos, sonhei que não tinha comida na festa, rezei pro clima tempo errar, pra que caísse toda a água necessária logo de uma vez, pensei no Rio de Janeiro [estávamos numa suite dum albergue em Santa] e em como as chuvas tropicais bla bla bla.
Acordei um bagaço.

Como não durmo decentemente há mais de uma semana - noites entrecortadas por tylenol pra baixar a febre e mudanças de roupa, encharcada, depois que a temperatura abaixava - preciso dormir agora, preciso dar uma encurtada: parece que deu tudo certo, gente! A família, minha e do Rafael, os amigos e as amigas, todos se destacaram pra fazer algo. Não vou dizer que ficou leve pra quem tava envolvido. A Rosana, minha sogra, tá até agora bolada com o stress que passou. Bem, no dia seguinte, na sexta, não aguentei e sumi da casa de festas. EU NÃO TINHA SAPATOS AINDA! Além do que estava de saco cheio, saco cheio, de tudo e de todos, de mim. Não tinha também acessórios, véu, depilação, tinha porra nenhuma. Eu chegava nas lojas e as vendedoras se chocavam.
No final da tarde, experimentando um sapato na liquidação da Rua Gonçalves Dias, encontrei um amigo querido que foi comigo ver coisa por coisa que faltava (FALTAVA FLORES!!! Só tínhamos 1 carro e ele teria de trazer o bolo e a doceira, como ele estaria na CADEG buscando flores ao mesmo tempo. PRECISAMOS DE UM CARRO! essa é a grande lição). Tomamos uns bons latão de Brahma e voltei mais tranquila pro hostel, pronta pra receber a notícia linda de que teria de casar com as unhas todas descascando, coisa bonita.

Só sei que as damas tavam lindas e que a comida tava gostosa ao extremo. E que quando entrei todo mundo fez OOOOH e fiquei besta com isso. Chorei, amigues, chorei pracaralho. Abraçava as pessoas e lembrava do quanto me ajudaram a estar ali naquele momento e nem sabia que tinha tanta água no corpo pra chorar.

Quero agradecer a todas as torcidas, orações, vidrinhos de geleia e palavras de apoio. Impossível medir a importância de vocês aqui ao meu lado dessa forma que vocês estão; ao meu lado independente de distância, de encontros ao vivo que nunca aconteceram. Vocês foram minha força, minha turbina de inspirações e reflexões. Não tenho como agradecer.
Hoje vou dormir, finalmente. Meu organismo tá tao graças a deus acabou que até minha menstruação veio adiantada. Lua de mel não haverá porque tem muita coisa pra fazer nessa vida, muita grana pra recuperar. A gente vai viajar assim que for possível, pra ficar preto no braquinho. Vocês acreditam que nunca viajamos???? Precisava comentar isso, foi mal (é porque é bizarro!).

Segue aí em baixo algumas fotos da e-session que fizemos com o Fabio Moro porque ainda não temos as ibagens - eu quero as ibagens!!!! Aproveito pra agradecer a ele e a Clara. Não sei como ficaria minha cabeça sem a beleza desses dois por perto.
Tambéma agradecer a Julia Pessoa [Oh Happy Day].

Julia, quero te agradecer por uma coisa imperceptível, talvez. As damas entraram e você fechou a porta, permaneceu ali parada como um guarda da rainha. Eu me vi no espelho e respirei; estou sozinha, estou em paz, vou ali fora pra oficilizar um amor. Você permanecia lá e minha mente se acalmou, se esvaziou. Você ficou como uma sombra, como uma sentinela entre mim e todo o resto que não faço ideia de como vai ser minha vida. Aí você entreabriu a porta e disse: noiva, está ouvindo os violinos? Pode entrar.
Julia, Julia... essa garota não é fácio. Poético! Se eu tiver de escolher um top 10 momentos da minha vida em que o mundo parou, escolheria esse. Obirgada, obrigada por ter trazido ordem ao caos dos instantes mais absurdos que já passaram por mim.




quinta-feira, 21 de julho de 2011

Falta 1 dia?

....não tenho sapato, apenas isso. sapatilha tamanho 40 em plena liquidação de inverno hahahahaha





sobre os potinhos
agradeço imensamente a todas que se ofereceram, que ofereceram seus vidros ou suas boas palavras.

domingo, 10 de julho de 2011

faltam 13 dias: ficando doente


E deixa eu contar o que me aconteceu: passei num concurso pra tutor do CEDERJ e ontem foi a capacitação que eles dão. Como era das 8am às 5pm, eles nos serviram um almocinho grátis e almoço grátis é uma linda expressão, é música pros meus ouvidos de gordita. Frango xadrez. O problema é que a quentinha veio repleta de arroz e eu sempre penso, po, não vou jogar comida fora... não joguei, comi o triplo da quantidade de arroz a que to habituada.
Beleza. Saindo de lá, fui ao Méier buscar meu vestido lúdico-sobressalente que a Gorete fez e daí rumei pro ponto da ponte aérea Meier-Alcântara. A última parada era o shopping, comprar um sapato pro casamento. Escolhi em tempo record, vocês tinham que ver, que orgulho OLHA.... UMA PENA QUE NÃO DAVA NO MEU PÉ E QUE SÓ FUI ADMITIR ISSO CHEGANDO EM CASA. Mujeres....

Em casa, Rafael estava mostrando as roupas que ele tinha comprado e morremos de rir porque ele estava um gato circense. Coloquei meu vestido e ficamos caras e bocas pro espelho. Foi quando, não mais que de repente, me veio uma náusea absurda e eu pensei, fodeu brasil, só falta eu estar grávida. Quando entrei pra tomar um banho a coisa já estava feia.

Em resumo, tive alguma intoxicação com o almoço do CEDERJ, ou com o biscoito Torcida que comi esperando o ônibus no Meier, ou algum breakdown de stress e cansaço. A febre só passou a pouco. Não falaremos de vômitos ou do meu nariz sangrando.
Era 1h da manhã quando o Rafa ligou pro Fábio Moro desesperado por eu estar delirante em baixo das cobertas e por estar ligando pra alguém de madrugada. Tivemos de cancelar nossa e-session :( perdemos esse dia lindo! Esse azul! Não consigo me conformar. Conversei com a Clara, ela disse pra tentarmos novamente, talvez na sexta (único dia que o Rafael tá sem conselho de classe, reuniões pedagógicas etc). Puxa vida...

Sobre alugueres e coisas que ainda faltam; as amigas estão me ligando e escrevendo dizendo que é urgente que eu me desespere porque elas estão todas desesperadas. Vocês estão desesperadas? Faltam 13 dias e eu só penso em que confusão eu fui me meter.

Em tempo
A Mineirart ignorou lindamente meu email de pedido de descontinho, de acordo :(

domingo, 3 de julho de 2011

20 day challenge: uma postagem pra cada dia. será que dá?

instalgramando a vida, o vestido e o chapéu

Será que dá? Que vai? Que dá pé?
Minhas caras, tenho estado enlouquecida com tudo, acho que todas vocês podem entender (até todos) que, faltando tão pouco pro momento desse parto sócio-amoroso, tempo e ânimo se tornaram artigos raros.

Tenho pensado que as coisas aconteceram em ciclos: já passamos pela euforia da decisão, pela frustração de ter de adiar porque o cartório não é Las Vegas, pelo choque da realidade com preços e orçamentos, por uma nova euforia do anúncio e eu, particularmente, por um momento de desânimo e vontade de tocar fogo em tudo, depressão pós-parto do vestido. Master reset: novo gás pra maratona dos convites, acerto das grandes coisas como a comida, a cor e, agora, preparação pro grande dia. Não sei se acontece com a maioria assim... comigo tem sido louco e bizarro e há o meu orientador do mestrado ainda atiçando a caldeira com mensagens constantes como se isso aqui fosse Blade Runner dizendo que "seu prazo está se esgotando". Vejam, preciso entregar o segundo capítulo da minha dissertação no dia 16 próximo. Serião, quero saber quem é que vai me vender sanidade depois disso tudo.

O Desafio
Uma postagem pra cada dia até lá, uma tentativa de manter os pés no chão, o contato com o universo, a luz, o tesão.
A partir de hoje, faltam 23 dias pro meu casamento e vou tentar ir narrando, expondo pensamentos e acontecimentos aleatórios, sei lá, não tenho objetivo concreto. Vai do jeito que der. Poderia começar com hoje....

Dia #20 - IMAGENS ALEATÓRIAS
Hoje recebi aqui em casa meu pai. Minha mãe telefonou avisando que ele passaria aqui e levaria quantos convites desse pra ele levar, de amigos e parentes. Ele chegou meia hora depois quando eu tava tentando encontrar o da minha avó que tava aqui na minha mão agora, meu Deus! Sumiu!!
Ele foi paciente. Minha mãe telefonou mais duas vezes, uma pra que eu falasse com a doceira e o cara do buffet de saladas/molhos e na outra pra que eu falasse com meu cachorro. A doceira perguntou do tom exato de verde da festa e tudo o que consegui pensar foi
- Jane, confio em você e na sua experiência em fazer bolos. Pensa em verde e pensa em qualquer verde que combine com um bolo. Verde musgo, verde água, azul turquesa.. não sei de mais nada! Pode ser de qualquer cor nessa altura do campeonato.
Meu pai reclamou que já tava muito tarde pra entregar os conviteLinks. Fiquei 2 meses pra montar uma ideia, pra descobrir o que fazer, pra decidir essa merda/fofura, passei oito horas dentro da Casas Cruz, seis quilômetros na SAARA. Tão prontos, pai, me deixa montar.

A costureira esteve aqui! Veio consertar o decote do vestido porque eu medi sutiã 46 na esperança de poder ficar com peitos lindíssimos, mas ficou uma droga. Ela é uma linda, maranhense, do Meier, veio e apertou na mão. Gorete é Elvis, Gorete é Madre Teresa de Calcutá. Me trouxe também o vestido.. ahm... lúdico, que inventei pra gente fazer as fotos do ensaio com o Fábio Moro+Clara.
Fiquei dançando na sala e pensando que, porra, não acredito que consegui tirar o aparelho dos dentes. 6 anos de aparelho! Um casamento, uma cara nova, uma outra coisa. Na despedida de solteira (rolou!) as meninas disseram que ficou legal. Tô achando o dente tão grande. São muitas expectativas e dá medo de não conseguir escolher a toalha certa pras mesas, dá medo de um monte de coisas que desconheço. Tenho comido feito louca, engordei 3 quilos :(

Srta. Ana Pads + Claudinha Simas, nas experimentações: biscatesmaid project

Rafa na joalheria inferninho onde compramos as alianças

thcaram! cabô single ladies!

lanternas chinesas na SAARA. 10 reais cada, achei que fosse mais barato...

Rafa e René Gaertner, nossa decoradora. os dois eram amigos de infância no interior de Santa Catarina e agora tão aí comendo panqueca de espinafre no Sinuca da Lapa. esse mundo é muito louco.

Santa Gorete ajustando o vestido aqui em casa. Descobri que preciso emagrecer uns 2 quilos que minha indumentária nubente mal tá permitindo eu respirar!

Quartel General do amor <333

Despedida de solteira! todas de luto, todas de batom vermelho. só AS GATA!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Fornecedores: Móveis, flores e quinquilharias de decoração em geral


imagem: http://www.glamour.com


Nêgas, segue aí a lista enviada mui gentilmente pela Tassiana que, como se não bastasse, ainda fez uma pesquisa das empresas que estão com o nome sujo por aí. Leiam aí embaixo ela explicando tudo:

Revisei a lusta e aproveitei para conferir quem tinha processo rolando no TJ. Entre elas estão Unifesta, Carla Flores, Mr.Buffet e Cristal Flora. Mas não deixe de ver todas.
As vezes dá um problema com alguém, mas não significa que vá acontecer conosco certo? Como eu nem sou noiva [todas entendemos! és uma mulher previdente], nunca entrei em contato com nenhuma dessas empresas...
Da lista, só entrei em contato com a Mineirart e com a Commemorare. A primeira me atendeu prontamente, estipularam frete de R$ 600,00 do St. Cristo até Sta. Teresa [pausa pro tema de Psicose, a faca caindo sobre meu peito], me enviaram uma ficha pra eu preencher quais os móveis estou interessada e aí parece que recalcularam pra R$400. Desanimei :(
Estou há 1 semana esperando uma resposta da Commemorare à lista dos móveis que eu mandei, igualmente, não deram pelota. Acho que tão farejando que sou pobre, não é possível!

Vou ligar hoje pra todo mundo que eu conseguir da lista da Tassiane. Vocês conhecendo esses fornecedores, tendo sugestões ou críticas PER FAVORE deixem nos comentários.
Ah, sim, e lembrando que os endereços são apenas pro Rio e pra Niterói. Caso cês tenham de outros estados, mandem que vamos atualizando!!

Buenas suertes a todas!


Fornecedores: Móveis, flores e quinquilharias de decoração em geral
(Rio de Janeiro e Niterói)
por Tassiana Chagas

Commemorare
Site: www.commemorare.com.br/
Aluguel de móveis Loja em Santo Cristo: Av.Rodrigues Alves 803
Fortunate
Site: www.fortunate.com.br
Aluguel de móveis Escritório na Barra da Tijuca

Unifesta Rio
Site: www.unifestario.com.br
Decorações em geral e aluguel de material (no site não especificam quais são os materiais...)

Carla Flores
Site: http://carlaflores.com.br/carla_flores_decoracao_rio_de_janeiro_rj/pagina/home Decoração floral de igrejas, festas, buquês, arranjos florais e locação de mobiliário, velas e mesa para o bolo. Funciona na CADEG em Benfica.

Florati
Site: www.florati.com.br/portfolio.html
Apenas decoração de igrejas, festas... nada de móveis.

Mineirart
Site: www.mineirart.com.br/v2/index.asp
Locação de móveis
Loja: Rua Pedro Alves 179, Santo Cristo

Arte Design Toldos
Site: www.artedesigntoldos.com.br
Locação de toldos e móveis Loja: Rua Carlos Seidl 345, Caju

Mobilli
Site: www.mobilli.com.br
Locação de móveis Showroom: Av. Rui Barbosa, 651 • São Francisco • Niterói (Ao lado Igreja Betânia)
Confiance Decor
Site: www.confiancedecor.com.br
Locação de móveis
Loja: Rua Major Fonseca, 45 - São Cristóvão

Toute Façon
Site: http://toutefacon.com.br
Locação de móveis (cadeiras, mesas, móveis, tapetes, toalhas, pista de dança e acessórios), decoração e buffet.

Portal do Oriente
Site: www.portaldooriente.com.br/website/pages/aempresa.php
Locação de móveis
Escritório na Barra e Loja na Penha

Arte e Ambiente
Site: www.arteambiente.com
Locação de móveis, decoração da festa e igreja, Buffet, etc

Lona Cristal Eventos
Site: www.lonacristaleventos.com.br

Espaço Novo Stilo
Site: http://espaconovostilo.com.br/contato
Locação de móveis e casa de festa
Endereço: Estrada Caetano Monteiro, 1234 — Pendotiba, Niterói, RJ — Brasil

Mesa e Tampo
Site: www.mesaetampo.com.br
Locação de móveis, montagem e decoração.
Rua Antonio Zaluar 115, Ramos.

Puff e cia
Site: www.puffecia.com.br
Locação de móveis e montagem.
Loja na Rua Barreiros 378, Ramos.
Stilo Asia
Site: www.stiloasia.com.br
Loja no Casa Shopping
Espaço Ásia
Site: http://www.espacoasia.com.br/
Chiquinho Pirozzi e Cristal Flora
Site: www.chiquinhopirozzi.com.br
Locação de móveis, decorações, flores, velas e vidros
Rua Balduino de Aguiar 34, Parada de Lucas

Valéria toledo
Site: www.valeriatoledo.com.br
Locação de diversos materiais, desde móveis até louças, talheres e afins.

Loft Decor
Site: http://www.loftdecor.com.br
Locação de móveis
Rua da Conceição, 95 - Sala 907- Centro - Niterói - RJ

Ekipe tendas
Site: www.ekipetendas.com.br
Tendas, Coberturas, Cenografias, Pistas de Dança, Palcos e Tablados, Stands para exposições e aluguel de Mobiliário para realização de todos os tipos de eventos.

Toldo e Arte
Site: www.toldoearte.com.br
Toldos, Tendas, Pista de dança, Pisos, Palcos e Mobiliários Itens em geral

A Festa é Nossa
Site:www.afestaenossa.com.br
Locação de pratos, talheres e afins...

Clube da Festa Online
Site: www.clubedafestaonline.com.br
Locação de objetos para festas

V.R. Aluguel de Toalhas
Site: www.vralugueldetoalhas.com.br
Aluguel de toalhas e decoração

Mr Buffet
Site: www.mrbuffet.com.br
Buffet, decoração, aluguel de materiais, etc

Fiesta toalhas
Site: www.fiestatoalhas.com.br/catalogo.html
Locação de diversos materiais e alguns móveis.
Rua Grão Pará, 276 fundos, no Engenho Novo, Rio de Janeiro, próximo ao Méier, Lins e Grajaú.

Velas
Candle Design
Site: www.candledesign.com.br

Aluguel de Velas
Site: www.alugueldevelas.com.br

Velas in Festa
Site: www.velasinfesta.com.br

Aroma e Luz
Site: www.aromaeluz.com.br
Cris e Karte
Site: www.crisekarte.com.br

sábado, 28 de maio de 2011

Expectativas do amor: o dia em que realmente me casei

Estávamos conversando no gtalk e Heloisa insistia para que fôssemos passar o feriado no apartamento dela em Niterói. Talvez o feriado e mais dois dias, um mês, o tempo que fosse necessário: vou ficar no Catete, nos meus pais, alguém precisa ficar um pouco lá, vocês precisam!

me: ai, Helô é foda, cê salvando vidas o que quer em troca, afinal? pra que, afinal?12:40 AM Heloisa: também pensei nisso, mas não sei muito bem pro meu apartamento não ficar sozinho12:41 AM pra vocês trocarem a lâmpada do banheiro (é muito forte) (falei que o microondas tá quebrado? não se animem) pra vocês não terem que ficar num ambiente ruim sem saber a que veio o relacionamento de vocês
4 meses atrás, Rafael tinha chegado de Londrina, mudava-se definitivamente pro Rio trazendo uma barba imensa na cara, poucas coisas na mala, basicamente nada nos bolsos: o dinheiro da venda de sua biblioteca de teologia que, imaginava, daria pra viver por algum tempo. Uns dias antes, meu irmão mais velho tinha sido diagnosticado com tuberculose. Me lembro de estar parada na Praça Tiradentes em frangalhos porque precisava voltar pra casa e pegar uns documentos que faltavam pra concorrer ao mestrado em História da UFRJ, concurso que eu não tinha a menor esperança de passar e onde eu nem sabia exatamente porque tava me metendo. Rafael me ligou: Pri, sua mãe pediu pra desmontarmos o beliche porque seu irmão está saindo do hospital. Ela comprou uma cama nova e precisa de espaço pra montá-la.
- Mas onde nós vamos dormir, meu deus??

Claro, minha mãe estava fragilizada pela doença do meu irmão; ele sempre inspirou tantos cuidados, sempre, sempre... mas, se ele ficaria isolado no quarto onde antes dormíamos os três (eu, ele e Rafa), pronde a gente ia?
Passamos a dormir na sala em dois colchões. A sala fica no andar de baixo; a casa da minha mãe é um sobrado pequeno e insalubre. Eles têm mania de trancar tudo, o lugar é úmido e as paredes rescindem a infelicidade. Me entristecia de ter colocado ele ali no meio daquilo tudo e agora duma doença, mas a gente tinha uns planos que deram errado e agora eramos os primeiros a acordar, os últimos a dormir - porque as pessoas precisavam ver a novela e o filme até tarde. Namorávamos clandestinamente, silenciosos, ainda ríamos dos esconderijos, das gambiarras e como pela manhã afastávamos os dois colchões de solteiro: só estamos dormindo perto, não dormindo juntos! Meus pais não são burros, o de ninguém é, mas certas regras se seguem.
Mas então dias, viravam horas e semanas, as forças sumiam, as oportunidades de emprego também.

Heloisa foi e propôs que fôssemos pro apartamento de Niterói. Tinha cama, tinha tudo. Peguei lençóis, panelas e toalhas que tinha comprado numa liquidação da Casa&Video. Entulhamos roupas, coisinhas, pacotes de miojo, livros e o que dava em malas, sacolas, mochilas.
É nítida pra mim a imagem dos meus pais no sofá que era forrado de azul, e eles tavam que não iam chorar de jeito nenhum. Dissemos que era só um final de semana e ficou todo mundo em silêncio por algum tempo. Meu cachorro se coçou o depois deitou junto dos pés da minha mãe como se também já tivesse sacado tudo. Eu os abracei, Rafael deu um tradicional adeus com as mãos e eu disse tchau, mãe.
Foi assim o dia em que me casei.

No apartamento da Heloisa, era a primeira vez que íamos dormir numa cama de casal! Brigamos, brigamos terrivelmente, choramos muito e nos dissemos coisas muito ruins até que ficamos quebrados no chão junto da porta porque ninguém mais tinha forças. Mais um dia naquela casa e teríamos morrido, um dia e não saberíamos mais a que veio o nosso amor já começado.
Desculpem, é que não tem um modo certo de eu dizer isso, e sou péssima pra escrever sobre coisas que realmente aconteceram embora eu só escreva sobre dias de fato ocorridos. Essa é uma lembrança estranha - ela se revela - como se tivesse vindo de outra vida porque agora estou escrevendo no nosso escritório, na nossa casa (em São Gonçalo, mas é nossa) e em cima da nossa cabeça tem os nossos livros e preciso postar isso agora porque tem de fazer a janta, Rafael está chegando da tutoria que foi dar e eu inda muito enrolada com ai meu deus, meu vestido de noiva não parece muito babaca?
A gente resolveu casar quase que de sacanagem. Assim, a gente já tá casado, quem é que diz que não? Amigado na fé, casado é. Dois anos e qualquer coisa depois, a gente já passou por uma porrada de coisas, a gente já foi pedir emprego nas Lojas Americanas pra ganhar 500 reais, a gente já ficou sentado no terminal de ônibus no carnaval porque não tinha como voltar pra casa, eu já andei do Rio Sul ao Passeio porque faltou 20 centavos da passagem, a gente já viajou pela primeira vez de avião e passamos as férias no litoral catarinense, e eu já percebi que minha sogra não me curte. Também aprendi a cozinhar e fomos comprando móveis com o maior cuidado, pagamos uma fortuna numa lixeira linda só pra agregar dignidade a nossa casa vazia cujas contas vamos pagando com uma certa folga.

Esse é nosso mote, assim passamos os dias. Temos uma rotina de velhos e vamos tolerando as coisas erradas que fazemos um ao outro, conversamos, somos muito amigos, eu gosto do cheiro dele e gostamos de sentar no colchonete na frente da TV (porque ainda não temos sofá) pra assistir Star Wars pela vigésima vez. Eu não sei como é pras pessoas que esperam 2, 3, 4, 5 anos pra ter um emprego público, pra ter um vestido, um carro, um sapo-buquê. Eu não saberia esperar por isso, a gente é muito urgente, eu quero é ficar junto do meu pretinho o mais rápido possível, quero nem saber aonde. Com certeza isso não é o ideal. Ainda temos muitas incertezas financeiras, por exemplo, mas a verdade é que estamos bem e que não faria sentido esperar pra viver algo que já podemos viver porque há o impedimento-detalhe X ou Y. A gente foi e fez assim. Eu não sei como é pras outras pessoas e nem vejo sentido porque viver junto não é uma festa, nem é previsto, nem é estabelecido. Enfim... Não sei pra que que a gente se meteu nessa. Espero que sejamos felizes porque temos sido felizes, espero que possamos construir porque temos construído, e que haja uma visão das dificuldades que surgiram e surgem, e dos amores, e dos dias, e dos desejos. Que gente possa se conhecer, passar um monte de dias, ter um monte de filhos, se casar, ficar casado um monte de dias, seja o que Deus quiser e panz.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Coro das descontentas: revoltas contra uma indústria tão alucinada quanto cafona

..........................................................................................................Fica a dica ...........................................

tassiana chagas deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Meu vestido comprado na internet: tá tudo bem agor...":

E hoje lendo na "casar é fácil" que a menina irá gastar 7 MIL reais no vestido da Marie Lafayette... é quase todo seu orçamento né? Ai, isso me revolta!
Tá, é sonho mas ter um pouquinho de noção da realidade é bom né... o mercado casamentício está tão absurdo quanto o imobiliário e tem pessoas que continuam estimulando essa corrida armamentista. ai revoltei! rsrs
E eu, sem ser noiva, fico imaginando quem será a alma caridosa que trará meu vestido dos EUA para não pagar a bendita taxa dos 60% da importação.
Bom, tb vi que vc está com problemas com os móveis da festa. se quiser, eu tenho uma listinha dessas empresas


QUERO!!!!!
MANDA!!!

E, pois é, a mim também revolta! Fui dar uma olhada no site da NoivasRj hoje e vi lá uma matéria: comprar seu vestido fora, aí pensei, po, bem bacana isso! o mercado está precisando ver que tem concorrência e que as pessoas estão importando vestidos/acessórios/lembrancinhas, mas NÃO! eram sobre noivas que foram à França, aos EUA, à Conga da Mironga e compraram seus vestidos. ORLY?? É sério? Essa matéria é pra quem?, pra noiva que tá parcelando tudo em 36 vezes olhar e chorar? [looser]
Não é uma questão de inveja, nem acho que ninguém tem que ter vergonha de ter grana, mas daí a achar que essa é uma matéria que interessa à maioria das noivas do país é ESQUIZOFRÊNICO! É alarmante!!!!
O mercado casamentístico, as ExpoNoivas da vida tão adorando tudo isso!
Veja o caso do aluguel de mesas e cadeiras, me diga se é possível que esse transporte custe mais do que uma mudança!! Mosso, jura que não posso chamar uma kombi pra levar e trazer? PORQUE ISSO É PUTARIA!!! PUTARIA!!! só o palavrão pode me socorrer nessas horas!
600 reais, Tassiana! SEISCENTAS REALIDADES NACIONAIS! pra transportar algumas cadeiras e mesas. E isso sem as cadeiras e as mesas inclusas no preço, minha gente!!! É SÓ O TRANSPORTE (to também muito trabalhada no capslock)
Não sei ainda como vou resolver isso. Vou chorar pros caras, tem jeito? Mesa de plástico com fantasminhas seria a morte pra mim. É muita, mas muita sacanagem que as pessoas sejam condenadas à cafonice. Não se trata de vc passar na vitrine e ver um sapato lindo e caro, trata-se de você ver um sapato bacana, que tem um preço justo, mas que pra comprar você precisa pagar um pedágio pra loja cujo preço será proporcional à importância de adquirir aquele sapato de preço justo.

Pronto, discursei. Tô igual meu pai.
Acho que vou postar esse comentário, que que cê acha? Junto com o seu, pode?
besos!

Elisa Maia disse...

Tem os dois lados da moeda, né?... Ficar revoltada porque alguém gasta 7 mil num vestido faz sentido? Eu estou gastando muito mais que isso no meu e não fico revoltada quando vejo outras pessoas gastando mais ainda. A riqueza é mal distribuída? Pois distribuamos [verbo defectivo?]!
O lance é cada uma gastar o que pode e o que acha que deve, sem se sentir pressionada por nenhum lado a fazer diferente.


eva disse...

Eu acho que realmente cada um gasta quando pode, e o poder de cada um é relativo. Não me revolta uma noiva gastar 10 mil em um vestido, se é a realidade dela, queria que fosse de todo mundo. Acho que a industria casamenticia abusa sim, acaba igualando tudo por cima e os preços são caríssimos, tudo em nome dos sonhos. Já recebi orçamento de decoraçào floral para uma festa de 150 pessoas no valor de 17 mil, pensei que ele tinha entendido errado que achou que era festa para 1500 pessoas ou então que iriamos comer flor. Fico com raiva quando vejo eles querendo fazer uma lavagem cerebral te dizendo como é lindo e importante por exemplo ter um kit toalete personalizado ou sapatilhas megacaras (afinal sandalias de dedo já estao saindo de moda..rsrs). Fico chateada quando mostram casamentos superluxuosos e vendem que este deve ser o padrão, e as noivinhas ficam pensando que de repente o delas não vai ser tão bonito pq não tem aqueles itens. Até papel higienico personalizado já criaram!!! Imagina os noivinhos servindo pra isso!!! Fala sério, temos que parar pra pensar no que estão nos oferecendo e não acreditar que casamento lindo é aquele de revista famosa ou de sites que estão ganhando muito dinheirinho para divulgar fornecedor e esquecem a essencia do casamento. falei demais. Beijos


Prill disse...

Assino em baixo do que disse a Eva e, com certeza, Elisa, concordo com seu ponto: cada um gasta como quiser o que é seu. A questão toda é justamente o que a Eva disse: há uma indústria que se aproveita desse momento de simbolismo e angústia social, desse ritual milenar que obviamente mexe muito com a cabeça até das mais avessas criaturas (presente, professor!) porque é parte inevitável, inesgrudável da cultura Ocidental. As expectativas são imensas e a fragilidade das noivas é evidente. É disso que certas pessoas e empresas se aproveitam, dessa coisa sem preço que é o sonho e as expectativas, mesmo que inconscientes, das noivas, noivos e seus familiares. Custa 15 mil esse espaço: Mas, meu deus! 15 mil??? isso é um absurdo mas você não sempre sonhou em fazer um casamento no campo? Seu sonho tem preço? e item por item esse valor sobre o subjetivo vai sendo agregado. Novos itens vão sendo gerado, novas pirotecnias e criam novas expectativas sociais: se seu casamento não tiver chinelinho, parentes e amigos te verão da maneira X e não da Y. É uma velha e conhecida roda; a condição gênero-mulher exige de nós uma existência sempre em comparação com as outras mulheres e isso exige esforços e gastos sobrehumanos pra sermos lindas/interessantes/etc porque, se não for assim, volta pra casa, nêga. Reparem que só as mulheres sofrem de prisão de ventre! Pensem nisso.
Mas, voltando, ser está dentro da realidade de Kate um casamento imperial, então que ele seja feito. Mas não faz sentido que vestidos e decorações queiram todas custar o preço das de princesa Kate; nivelando por cima, como disse Eva. O mercado de casamentos está superinflacionado, isso é fato. Além de superpadronizado! Isso tudo gira em torno do não oferecimento de opções, NÃO HÁ PRATICAMENTE OPÇÕES! Da menina rica a menina pobre, persegue-se a mesma cadeira, a mesma lembrancinha, a mesma dança. Isso tudo é absurdamente triste porque o amor tá nublado, ferrado em algum lugar entre o convite perfumado com o cheiro da festa e noivos de biscuit cujos convidados comerão a cabeça. É isso.


Elisa Maia disse...
Prill e Eva, concordo com vocês: a indústria do casamento abusa, sim. Afinal, os profissionais sabem que estão lidando com a realização de desejos, e muitos se aproveitam disso, jogando a tabela de preços lá nas alturas. Mas, como amiga íntima de pessoas que trabalham com casamentos, posso afirmar que nem todo mundo faz isso. Tem muita gente ainda cobrando preço justo e oferecendo serviço igualmente justo.

Agora, em matéria de opções, acho que estamos, sim, bem fornidas. Atrevo-me a especular que, de fato, nunca tivemos tantas opções. Tem vestido de 300 a 30.000 mil reais. Você paga pelo que quiser, e paga a quantia que se sentir confortável pagando. Vou falar: meu vestido custou 13 mil. Isso porque ganhei um desconto de 25% no preço real. Economizei dois anos pra poder comprá-lo, porque queria aquele e tinha certeza que nenhuma costureira poderia reproduzi-lo fielmente. E me sinto super bem com a minha decisão, realmente sinto que foi um dinheiro bem gasto. Mas esse é o meu caso, né? Em outros itens do casório, estou sendo bem mais econômica, simplesmente porque não me importam tanto. É questão de estabelecer prioridades e limites.
Valeu. ;)

Prill
Acho que a Elisa tem um bom ponto: há quem pode pagar e fim de papo, ninguém pode arbitrar sobre como alguém deve gastar sua grana, ao menos eu, como liberalista convicta, penso assim. Ainda mais, acho que enriquece o debate ouvir a opinião de alguém que não optou ou está optando por um casamento mais modesto porque se todo mundo ficar por aqui falando a mesma coisa, fazendo eco na opinião da colega essa merda deixa de ser debate e passa a ser um mais do mesmo estúpido.
No entando, e acho que é isso que a maioria de nós está argumentando, o caso principal não é que a pessoa não possa optar por um casamento suntuoso ou mesmo feio, mas caro caro caro, o lance é que nêgo fica incutindo na nossa cabeça que se você não tiver aqui cê não vai ser feliz! O casamento deixa de ser viver com alguém e passa a ser a porra da festa, ninguém tá nem aí pro amor é tipo Maracanã acabou o amor/ isso aqui vai virar um inferno e talz, sabe? Não tenham dúvida, companheiras, que CASAMENTO NÃO É ISSO e o objetivo da união não deve se perder no meio da pirotecnia e, principalmente, é doentio que alguém fique 2, 3 anos juntando boa parte de um salário que às vezes já é pequeno pra poder ter o vestido, o sapo-buquê e o diabo na sua festa. Aí ouvimos tantas histórias de gente que namorou anos e aí casou e não durou meses. Porra, o que é isso? Que expectativas temos afinal a respeito das nossas uniões? A expectativa ficou restrita a que cor vai ser o convite? É sério, gente?
Cadê o mote do negócio? É isso que me pergunto!
E quanto as opções, sim, há opções Elisa e estamos aqui como prova disso, há, mas quem é que divulga? Que interesse há em dizer que tem uns caras na China que fazem lindos vestidos a U$$100? E, como disseram aí em cima, uma espécie de lavagem cerebral, um jogar com as angústias e fragilidades das noivas. E isso é triste. Todo mundo faz isso? Certamente que não, mas isso é uma regra? É, porra! Claro como 2 e 2. Como se explica que tantas casas de festas obriguem a venda casada sendo que isso é crime ao consumidor?
Por fim, é tudo, as sugestões de sites, revistas e profissionais (não todos, mas a maioria) torna tudo muito esquizofrênico e muito distante do que o brasileiro médio vive e é.
É isso.Agradeço a todas

Juh disse...

A indústria do casamento abusa pq sempre têm a pessoa que paga sem se importar,o que preciso dizer não é o meu caso rs
Juro que não imaginei que casar era tão caro,peraí gente é só eu que acho um absurdo alugar um salão que custe 20.000 ou fechar uma cerimonialista de 5.000,oi????
Quero um casamento dos sonhos sim,mas dentro das minhas condições,se tm gente com grana pra gastar 100.000 num casamento,vai lá colega firme e forte,mas acho um absurdo as revistas e afins passarem a impressão que se vc não tiver aquilo seu casamento não vai ser inesquecível ou perfeito!
Pri conseguindo a listinha dos móveis passa pra mim tbm????
Bjs

tassiana chagas disse...

Uau! O post bombou! Por um lado, eu fico feliz pq vários blog de noivas que leio tudo é muito “Alice nos país das maravilhas”. Rsrs
Vamos por partes, primeiro o vestido de noiva. Citei o caso de uma menina que pagará 7 mil reais num vestido da principal estilista aqui do rio de janeiro. Honey’s, por esse valor, o vestido teria que ser meu até a eternidade! Esse valor para primeira ou segunda locação, é muito. Ontem eu fui ao Centro e passei em frente a Casa Assuf. Lá tinha uma replica do vestido de noiva da Catherine Middleton no seu casamento com o Principe William. Valores: 2,900 o aluguel e 4,400 a venda. É até razoável. Eu penso assim: usarei o meu vestido por umas 12-18 hrs da minha vida! Para quem casa a noite é até menos que isso... O meu vestido favorito atualmente custa 1,500 dólares no Bridalgown. Porém é um vestido autentico da minha grife favorita. O preço da importação dele sairá a mesma coisa do que fazer o primeiro aluguel. Acho que nem me darei o trabalho de visitar lojas na minha vez (não sou noiva ainda), importarei logo e pronto. Até lá, expandirei meus contatos e descobrirei alguém que more nos EUA que receba ele por mim e me traga aqui no Brasil como presente. Xô 60% de imposto! Pq eu tenho que pagar mil reais a mais pq quero trazer meu vestido de fora pois o meu país cobra valores absurdos num vestido de renda?
Como é a intenção do blog, é achar opções criativas e fugir das mesmas opções de sempre. Infelizmente eu não posso ir a NY pessoalmente comprar um Vera Wang ou ir a Espanha, ficar umas semaninhas e comprar meu vestido com euro. Rsrs
Particularmente, eu acho um pouquinho de exagero... é gastar muito dinheiro com apenas um item. Sei lá, quem sabe um dia eu queimo minha língua! rsrs



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