sexta-feira, 26 de julho de 2013

[Seu Casamento e Panz] Roger e Missleide: um casório super criativo para abalar as estruturas de Brasília

Ela teve um casamento tão lindo, todo DIY e roquenroll-gangsta. As fotos rapidamente se espalharam pelos blogs de casamento e agora a brasiliense Missleide, super bem acompanhada de seu black boy magia Roger, se tornou celebridade instantânea no mundo dos casamentos descoladinhos.

A gente bateu um papo sobre como foi a experiência de montar um casamento feito à mão e quais desafios envolveram a empreitada. Ligada em 220 volts e dona de uma personalidade porreta, Missleide não poupou palavras nem pormenores narrativos afim de reconstituir cada detalhe  da concretização do casório. O resultado você confere aqui nessa entrevista e nas imagens do enlace feitas pela fotógrafa Erica Böhmer.Lá no finalzinho, de lambuja, rolam umas fotos da esession dos dois lindos.

VC &P: Mas conta aí pra gente como começou a ideia maluca de casar?
Miss: Pô nega, curtimos bastante o namoro e sempre gostamos disso, aproveitar! Mas quando fizemos 5 anos começamos com a ideia de ter um lar, uma família, morar juntos, privacidade, nosso espaço, mais independência... Poder curtir mais dos nossos momentos.
Inicialmente queríamos só uma cerimonia simples, simples, simples: somente com noivo, noiva, vestido branco e bolo... rs Mas de viagens e viagens a blogs de casamento o ‘monstro’ foi sendo alimentado e foi tomando grandes proporções! Enfim, começamos a tentar colocar nossa cara em tudo. Espaço, convites, vestido, convidados (só os mais íntimos!), crianças, músicas e um monte de bugigangas lindas com se vê nas fotos.

Eu adoro relatos sobre a hora de fazer o cortejo, de “entrar pra casar”. Conta um pouco como foi essa experiência pra você.
Eu entrei com meu pai. Nada de marcha nupcial, foi ao som de Vanessa da Mata (a música Case-se comigo). Queria muito o vovô do meu outro lado entrando comigo também, mas ele ficou muito emocionado e, como teve um problema de saúde há pouco tempo, não conseguia andar bem e ficou sentadinho me esperando no altar.
A sensação antes de entrar foi a mais gostosa, cheia de alívio: é agora!
Cheguei no nosso fusquinha branco com nosso tio dirigindo. Quando vi meu pai, ele tava pasmo. Não conseguia nem falar! Eu tava super emocionada, mas calma e feliz.
Quando vi o Roger me esperando no altar não enxerguei mais ninguém, só queria ir bem rápido pra dar um abraço nele. rss O tanto que estava nervoso, emocionado e ansioso... Cheguei perto dele, meu pai me deu um abraço que faltou não me largar mais e chorou muito. Depois abraçou o Roger, e finalmente o nosso abraço.
Alívio, suspiros, emoção. Assim define bem.
Tudo correu de forma maravilhosa e calma até a hora da alianças quando minha vovó entrou. Só faltei ter uma parada cardíaca de tanta emoção (chorei muito). 

Você apontaria alguma coisa [coisa boa!] no dia como tendo sido surpreendente e inesperada?
De verdade? Foi perfeito!
Mas a melhor coisa foi a minha calma e tranquilidade. Sou uma pessoa ligada em 220 volts de potência. Eu tinha certeza que ia chegar perto de um infarto nesse dia mas, a partir do momento em que cheguei no lugar do casamento e fiz uma oração, vi aquele céu azul, ouvi os passarinhos cantando, prooonto. Nem eu estava mais me reconhecendo!
Foi tudo do jeito que eu sonhava, só que melhor porque eu curti muuuuito. A minha calma deixou tudo correr bem, me deixou ver todos os detalhes. Foi muito melhor do que eu planejei.

Afora o casal lyeeendo que vocês são, chama muito atenção nas fotos a decoração belíssima. Como surgiu a ideia toda do visual do casamento. Vocês seguiram algum tema ou conceito? Como foram coletando as peças (emprestadas? alugadas?). Fala um pouco também sobre a montagem daquela belezura toda.
Bom, sempre me chamou muita atenção nos casamentos em geral - e particularmente nos gringos - o estilo  vintage. Pensei então: vintage, passarinhos, DIY, personalizado, cheio de detalhes, carinho e mimo....  Peguei muitas fotos e fui mostrando para o noivo. Ele apoiou tudo e  deu muitos pitacos também (eu amando, ele super criativo). Aí fui colocando inspirações no meu Pinterest e fomos bolando tudo.
Foram muitos achados na internet (melhor aliado em todo processo de casamento) e muita mão na massa. Cortina de fitas com bigodes,  boquinhas para o Photobooh, lapelas com bola de basquete para o noivo e os padrinhos basketeiros ( a cara deles),  gravatas borboletasm corsages, varal de fotos com rendinha, luzinhas, peças antigas achadas no Mercado Livre etc etc etc Amei o resultado! Não acreditei quando desci do nosso fusquinha branco e olhei pra tudo. 

A gente vê na décor também um monte de referência gringas e nacionais (olha lá a plaquinha de PhotoBooth do Wedding Chicks! AMO!). Fale um pouco sobre essas influências e dá aí pra gente um bizu-listinha de sites que inspiraram vocês.
Os casamentos que sempre admirei muito, e babei pra caramba, foram os mini weddings americanos. Casamentos pequenos, charmosos, com os noivos podendo abraçar, rir e conversar com todos. Simples e cheios de detalhes.  Soube que queria isso também ♥
O Pinterest sem dúvida é o melhor lugar pras inspirações. Aconselho a todas as noivas que guardem sua baguncinha lá porque ajuda a organizar. Depois blooogs, blogs, e blooogs: Casarei, Vestida de Noiva, Casando Sem Grana, Vou Casar e Panz, O Vestido Branco da Cacaw, Agora Vamos Casar, Noivando Casando e Amando, Rock n Roll Bride e mais duzentos mil salvos nos favoritos do PC rs.

Casar um casamento “com a nossa cara” não é um negócio fácil. Você comentou um pouco sobre o mercado de casamentos de Brasília. Pelo que acompanho, tenho a mesma impressão que você tem ao dizer que não se vê coisas diferentes por aquelas bandas. Como vocês superaram essa “limitação” do mercado?
Caaara, não gostamos de nada tradicional e aqui tudo é tradicional + absurdo de caro, chato, tedioso, cheio de fornecedores com medo de ousar! Tenho muita fé que isso em Brasília vai mudar. Quero fazer alguma coisa em prol disso  e  ajudar a mulherada a economizar, a ver que pra ter  um casamento divertido e feliz não precisa vender um rim mas sim ter um noivo, uma noiva e vontade de fazer, vontade de casar, de celebrar esse momento, de mostrar um pouquinho como vocês são e do que gostam. Botar a mão na massa e rebolar. E mesmo seja um casamento mais tradicional, ainda sim acho que tem sempre como deixar do seu jeito.

Que conselho dariam pras moças do Planalto Central que também desejam um casamento mais panz?
Parece clichê, mas na verdade não têm segredo, é pesquisar!!
O que mais tem é fornecedor querendo te arrancar os olhos da sua cara pra fazer a mesma coisa que ele faz em todos os outros. 
E coooooomo vi gente franzindo a cara, quando eu começava a falar.
E cooooomo teve fornecedor falando que ia ficar estranho isso ou aquilo.
E cooooomo teve gente que recriminou e encheu o saco por causa da minha lista pra 100 convidados.  Muita gente achava um absurdo. Só issoooo de gente?? Mas vai ficar só uns gatos pingados! E eu sempre respondia: vai ter o suficiente pra ser maravilhoso.
Não é fácil bolar um casamento; é estressante e em alguns momentos eu surtei. É muita pressão pra todo lado, todo mundo querendo dar pitaco. Mas eu nunca deixava. Sempre quis me impor bastante.
Porque quando fazemos do nosso jeito, vale muito apena. Não tem chororo nem arrependimento.
É correr mesmo atrás do que se quer. Colocar Deus na frente e amor em tudo! 
Se puder gastar 10 mil ou 100. Não importa. O que importa é ser feliz do jeito que pode. Fazer o máximo pra que dê certo porque quando você for vir tudo pronto vai ter aquela feliz sensação de que vocês dois fizeram de tudo pra dar certo, e que deu realmente certo, que foi como sonhou e desejou.

Para as noivas criativas ou não, para as calmas ou para as bridezillas, pras com grana e pras sem grana, praquelas que estão sonhando e planejando... Que esse dia tão desejado venha ser guiado por Deus. Coloque muito amor, respeito em carinho em cada fase do relacionamento de vocês, e que esse passo possa se realizar sendo do jeito que vocês sonharam :*





Os envolvidos
Planejameto: noivos | Cerimônia e festa: Espaço Florativa | Filmagem: DC Studio e Produções | Fotografia: Erica Böhmer e Diego Bavarelli | Buffet e Docinhos: ME Festas e Decorações | Make & Hair: Karla Guimarães | Flores e Decoração: Claudio Nardoni | DJ e sonorização: Anderson ESH
Cerimonial: LD2 Eventos e Cerimonial


E a e-session gente!!!!



***SEU CASAMENTO E PANZ***
Quer ver seu casamento aqui no blog também? Então escreve pra voucasarepanz@gmail.com contando um pouquinho da sua história. Tem que anexar umas fotos também, ok?

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Convidando as pessoas para o casamento: dramas, emoções e logísticas de uma tarefa cabulosa

 Aí vocês resolveram casar, pegaram aquele caderno aramado com capa de surfista e começaram a listar os queridos e amados que gostariam de ter presente na celebração do amor. Os pais, os avós, os amigo de sempre, as tias de Goiânia, os primos de Viçosa... é uma maravilha a gente ir listando quem a gente quer bem! Passarinhos azuis sobrevoam a cabeça do casal enquanto os nomes vão se derramando sobre as pautas. Até o surfista da capa sorri!

É então que, repentinamente, o sonho faz catapfot! Sua mãe vira e pergunta:
- E as minhas amigas da igreja? Elas te conhecem desde pequena!
E o gerente do banco diz:
- Não posso liberar um empréstimo de 5 milhões pra pagar o buffet! 
E a cerimonialista diz:
- Mas na sua casa de festas não cabem todos os ex alunos do Sion
E seu noivo diz:
- O moça do café do escritório veio me perguntar do casamento e aí sem querer eu convidei, podia, né?
E o RSVPdo site diz diz:
- Convidados: 200. Confirmados: 60
E sua vizinha noiva diz:
- Tem que colocar convite individual com nome se não todo mundo vai levar peguete, cachorro e papagaio!

Mais uma porrada de gente vai começar a falar coisas aleatórias - e provavelmente escrotas - no seu ouvido porque, como cê já deve ter reparado, casamento é igual barriga de grávida e clube das mulheres: todo mundo quer passar a mão.

O mundo começa a girar, o desespero vai tomando conta e aí tudo o que passa na sua cabeça é: por que mesmo que eu inventei essa merda?? Gata, eu não sei porque a gente inventa essas encrencas, mas se você chegou nessa fase do desespero e das dúvidas a respeito dos convidados, significa que a coisa já tá avançada demais e não vai rolar pegar o ursinho, seu cobertor favorito e sair correndo. Ferrou! Sua única opção agora é: fazer o que tem que ser feito e torcer pra estar viva com seu boy num voo pra Paris ao fim do processo.

O objetivo dessa postagem é traçar um panorama dos problemas e das soluções que envolvem a tarefa de convidar pessoas para o casamento. É importante lembrar que cada caso é um caso e que infelizmente não existe receita de bolo pra essas coisas. Contar com um cerimonial especializado pra analisar sua situação e dar uma força, pode salvar sua vida e poupar dinheiro.

Como montar uma lista de convidados: let's get started baby!
A primeira coisa obvia a fazer é separar os convidados por tipo. A categorização dos convidados pode responder a dois critérios básicos: 1. baseado em quem é convidado de quem e 2. baseado em tipo de vínculo da pessoa.

Quem é convidado de quem
Nesse critério, a lista é dividida entre convidados no noivo, convidados da noiva e, em alguns casos, convidados dos pais de cada para, só a partir daí, serem abertas as sub categorias "amigos", "pessoal do escritório", "pessoal de Goiania".
Para fins de diplomacia, a lista é loteada para que todo mundo tenha uma porcentagem x pré-acordada de convidado. Em casos onde um dos noivos é mais sociável, ou mais cheio de parentes que o outro, o jeito é negociar essa porcentagem. Negociação também é indispensável na situação complexa que se forma quando um dos familiares está colocando grana no casamento e a outra familia - por motivos diversos - não. Sugiro que o casal sente pra conversar francamente sobre o assunto. O mesmo se aplica quando somente os noivos estão custeando a festa, onde, a princípio, a lista fica 50/50 pra cada, mas há parentes ou amigos dos pais que "não podem deixar de ser convidados"

LOTEAMENTO BÁSICO DA LISTA DE CONVIDADOS
Noivo 40%
Noiva 40%
Pais da noiva 10%
Pais do noivo10%
 
Por tipo de vínculo
Essa é a forma básica de fazer listas quando é o casal quem está custeado a festa. AMIGOS, FAMÍLIA DO FULANO, FAMÍLIA DA FULANA, PESSOAL DO FUTEBOL, PESSOAL DO ESCRITÓRIO e etc são algumas labels possíveis.
Recomendo começar sempre pela família e amigos mais próximos pra depois ir abrindo a lista às pessoas com menor convivência ou peso na vida ou do casal ou na de uma das partes. É um saco, mas é importante separar 5% da lista para pessoas que você vai convidar somente por pressão social.

A porcentagem de faltosos
Calcular o número de faltosos não é uma ciência exata. É um trabalho árduo de estatística, sociologia, astrologia, meteorologia e quiromancia. Costumamos calcular que 20% das pessoas convidadas não irão aparecer. Não é porque ela não te ama (às vezes), mas é que sempre vai ter alguém que ficou doente, que vai parir, que vai fazer viagem de negócios etc. Uma amiga minha, por exemplo, não foi porque conheceu um francês; o cara a convidou pra passar um final de semana em Salvador antes dele partir e ela foi néam.. quem nunca?

Coisas que influenciam
A centralidade do local, a proximidade de feriados, a possibilidade ou não de fretar um transportes quando o casamento é longe, eventos futebolísticos, condições climáticas do dia, a antecedência da entrega dos convites, o índice de despirocação dos convidados entre outras.

Vou focar na questão dos convites.
Gente, tenho descoberto o quanto é mais certeira e organizada a estimativa de presentes e faltosos quando a gente começa a pensar os convidados como clientes. Como assim? Ai, não sei explicar direito, é a primeira vez que passo isso pra escrita, mas é mais ou menos o raciocínio seguinte: os convidados/clientes precisam ser seduzidos a comprarem a ideia do casamento. Penso que eles precisam ser convidados não somente pro evento, mas também pra mágica e pra importância do dia. O convite deve ser visto como a última bala, o big shot do casamento. É a partir dele que as pessoas irão sentir e se comprometer com o evento. Ele precisa ser interessante. Quando o convidado pegar o convite ele tem que sacar que ele tá sendo chamado pra um dia imensamente especial e não pra uma reunião de condomínio. Ele tem que sentir - através daquele papel, naquelas cores e naquelas informações - o casal e a história do casal.
Mas pra isso dar certo e também pras pessoas se organizarem pra fazer parte da celebração, o convite precisa ser entregue com antecedência. É importante que 1 mês e meio antes do casório seja a deadline pra que tudo esteja impresso e montado. Indispensável também enviar Save the Date 4 meses antes; não precisa fazer nada complexo, cara (!) só mesmo um aviso delicado de "olha, dia tal a gente vai casar" pra que as pessoas possam organizar sua vida de trabalho, comprar passagem de avião ou mesmo te avisar que, há época, não poderá comparecer. 
Regras de design gráfico para publicidade podem te livrar de grandes dores de cabeça e mesmo de grandes prejus. Evite aqueles convites cheios de relevo dourado e letras manuscritas porque eles são difíceis de ler, exigem maior esforço. Fundo e fontes de cores parecidas também são a maior roubada. Papéis mega brilhantes, fundos cheios de flores e arabescoes loucões também são daora pra ninguém entender porra nenhuma do que tá escrito. 
Um ponto polêmico ainda é o formato da data: aos dezessete de dezembro de dois mil e quatorze às treze horas. pode figurar de maneira bem chique e pomposa. Amo tradições, mas precisamos pensar que vivemos hoje numa sociedade de imagem, o processamento da memória não é mais o mesmo porque convivemos menos com textos do que há 30 anos atrás. Memoriza-se muito mais facilmente 17 de dezembro de 2014 || 13hs.

Fazendo cortes
Nem todo mundo curte a vibe do casamento pra 400 pessoas. Na verdade, como já falamos aqui no blog certa vez, a tendência é a de casamentos menores já que, atualmente, a maioria das celebrações é custeada quase que exclusivamente pelos noivos. A diminuição do número de convidados também tem a ver com as novas formas de socialização e de família.
Infelizmente, essa operação aparentemente simples pode gerar um montão de stress pra vida dos nubentes. 
Na lista do meu casamento, a gente usou 2 critérios principais - para além do fato de que só podíamos ter 90 pessoas presentes - só íamos convidar pessoas que tivessem participado ou que participassem da história dos dois. Nesse escopo, foram cortados todos meus "amigos do bar" e amigos de infância que sumiram no mundo. Parentes mais distantes de ambas as partes e agregados foram igualmente cortados.
O segundo critério era só convidar pessoas que gostaríamos de abraçar nesse dia. No começo foi bem difícil fazer esses vetos principalmente quando eu encontrava na rua uma pessoa cortada X. Nessa hora tem que ter jogo de cintura ou mesmo ser franco (engraçado como ser franco pode soar mal educado nesses momentos): explicava que não ia dar pra chamar todo mundo porque a grana não tava permitindo... Às vezes nem era pela grana, era porque eu não queria convidar aquela pessoa mesmo, mas dane-se, saí colocando tudo na conta do Papa.


É claro que teve barraco de família! É claro que teve gente que apareceu mesmo sem ser convidado! Vou dizer, na hora eu nem liguei. Nos dias seguintes, fiquei putíssima. Hoje a gente vê as fotos e morre de rir.
Aprendi muita coisa sobre as pessoas que me cercam com meu casamento. A gente mistifica muito certos lances em detrimento de ver o que realmente é importante. Se ficarem te olhando de cara feia, abstraia e vá ser feliz.

Os convites individuais
Andaram decretando por aí que os convites individuais caíram em desuso. De coração, bonito eu nunca achei. Parada esquisita, parece ingresso, ticket das barcas. Mas a verdade sobre o mundo é que o brasileiro é um povo que curte festas. A festa é um dos principais traços da nossa cultura e, historicamente, as festas possuem  uma função socializante. Ela não serve só pra comemorar a coisa, mas também pra conhecer gente nova, reforçar laços, marcar estado civil , sair do armário etc. 
É por isso que pra tantas pessoas não faz sentido fazer casamento e não convidar os parentes do Maranhão mesmo que você more há 2mil quilômetros do Maranhão e nunca tenha visto nem foto da parentela. Meu pai responderia prontamente: não conhece, mas vai passar a conhecer! 
É normal também a coisa de "vai ter a festinha de Fulana, bora lá!". Atire a primeira pedra quem nunca foi ao aniversário de alguém que nunca viu na vida.

Isso tudo é muito lindo e orgânico, mas infelizmente casamentos se tornaram absurdamente caros (usando meus clientes como base de dados, cheguei ao total de R$ 380,00 gasto por convidado) e demandam organização pra que as coisas não fiquem loucas, pra que não falte comida, bebida etc. Esse esquema de "vem todo mundo" ficou complicado.... é a aí que entra nosso amigo Convite Individual. Mais do que um "vale night", um ticket de metrô, ele é uma mensagem. Ele diz: só pode ir você e sua mulher. att noivos.

Mas Prill, muita gente burla o individual!! Convidado é muito sem noção!
Antes de mais nada. Vamos parar com esse discurso de "convidado é isso", "convidado é aquilo". Convidados não são um ente cósmico, eles são as pessoas que você está chamando pro seu casamento. Em teoria, são pessoas que vocês amam e querem por perto. Tem os sem noção e os detestáveis sim (aqueles 5% chamados por politicagem?), mas, se a maior parte da sua lista é formada por gente mal caráter, POR QUE VOCÊ ESTÁ CHAMANDO ELES???  Não chama, broder! Ahh, mas vão ficar falando... Deixa falar!! Essa pessoa paga suas contas? Lava suas calcinhas? Então que se exploda! 
Não convide gente escrota! Fim de papo. Simplesmente não faça isso.
 
O convite individual é uma mensagem delicada só pra assegurar que gafes ou mal entendidos sejam evitados e causem desconforto generalizado. Ao entregar os convites, avise que o nome de cada um estará na lista. Sem nome na lista não entra. Se seu melhor amigo arranjou uma namorada semana passada, analise o caso. Se for ok dela ir, pegue o nome e sobrenome. Se você tem amigos que trocam de par a cada fase lunar, analise o caso. Caso dê okey, escreva ao lado do nome dele na lista "+1 acompanhante aleatório".
Em todo caso, incentive seus convidados de maneira objetiva e franca a responderem o pedido de confirmação no site dos noivos. 

Vejo muitas noivas falando sobre colocar nome dos convidados no convite individual. Minha opinião sobre isso é a mesma que eu daria sobre os lugares marcados: pode funcionar para certos públicos, mas, pra maioria, pode soar como grosseria: você tá me chamando de Boça? Acha que vou levar o cachorro da rua pro seu casamento? Em famílias grandes e grupos compactos de amigos onde alguns foram convidados e outros não, a coisa pode virar uma guerra feia. Um outro inconveniente é a perda do convite individual nominal. Se você quer convidar Fulano, mas não Beltrano, diga "quero você, ele não". Por não se comunicar com seu convidado? Por que mandar bilhete ao invés de dizer diretamente? 
Claro, há casos particularmente chatos de resolver. Nesse caso, faça a pessoa complicada saber que é nome na porta e que o segurança vai barrar quaisquer seres aleatórios. Tudo bem que você não contratou equipe de segurança... a pessoa sem noção não precisa saber disso. 

Site do casamento ajudando a convidar
Alguns casais que me procuram dizem que não curtem esse negócio de site de noivos. Pois é, fazer site pode ser meio invasivo, chatinho e até cafona, mas é prático e útil. Tenha um.
Crie um endereço fácil de ser memorizado e escrito. Faça um site agradável de ser visualizado com informações claras e fáceis de serem acessadas.  Evite fundo preto, evite letras miúdas, escreva de maneira gostosa. Convidado >> Cliente. Facilitar a vida de quem quer ir ao seu casamento, disponibilizando informações e etc vai se reverter em muitas coisas boas pra vocês. Alö presentes hahahah ~APAGA~

RSVP
Mas mas mas... sabemos que por mais que o site seja super feliz e convidativo muita gente ainda vai deixar de responder aos pedidos incessantes de confirmação de presença. É unânime entre os profissionais do mercado que brasileiro é um povo que não responde RSVP. Caras, a culpa é toda dos romanos, só digo isso! Realmente somos um povo relax, que acha que vai dar tempo, que acha que não precisa, que já te encontrou na padaria e disse que vai. 
Você estipula uma data final, essa data chega mas aí só 40% dos convidados respondeu. O que faz, chora? Rasga tudo porque esse bagulho de RSVP passivo não serve pra nada? 
Eu acredito que o RSVP do site funciona pra gente ter noção de quem vai - ele também serve para fixar a data e o compromisso de comparecer ao evento na cabeça das pessoas. 
É possível fazer uma estimativa vagabau através do RSVP passivo dobrando o número de confirmados. Mas todos hão de concordar que é no RSVP ativo que a coisa fica mais exata.

O RSVP ativo é um serviço bacana de ser contratado de 20 a 15 dias antes do casamento. Ele consiste em contratar uma pessoa que liga para seus convidados perguntando Então, meu amigo? Vai ou não vai??. Algumas noivas fecham entre si um colaborativo onde uma liga para a lista da outra. Não, meus camaradas, você ligar pros seus próprios convidados não vai dar certo. As pessoas não levam a sério! Vão querer saber como tá essa força, como estão os preparativos. Se ela não pretende ir ao casamento, vai ficar sem graça de te dizer que não vai pra "não fazer desfeita", o mesmo se ela estiver em dúvida. Tem que ser alguém de fora, que seja direto e reto, arranque a verdade. 
 

Destination Wedding
Ah sim! Última coisa: muita gente acha que se fizer um casamento longe de onde os convidados moram o índice de faltosos será necessariamente maior. Ledo engano, amiguinhos! Enfiar uma galera no ônibus (ou na van) gerar comodidade para ida e volta. Os convidados podem, por exemplo, beber à vontade já que não precisarão dirigir ao fim da festa. O esquema basicamente garante que não haverá faltas - ao menos entre aqueles inscritos nos transportes. 
Faça um save the date caprichado e envie-o com ao menos 6 meses de antecedência (o convite também não pode ser pão-com-ovo! Envie-o entre 2 meses e 1 mês e ½ de antecedência). 

Exponha de maneira sedutora e agradável as opções de hospedagem para os convidados se organizarem. Por conta da logística necessária para o deslocamento e pernoite, você já saberá com antecedência folgada quantas pessoas comparecerão. Para os convidados, pode ser aquela desculpa que faltava para passar um final de semana agradável fora da cidade.
 
É isso, amiguinhos...
Espero que essas informações ajudem nas suas sagas casamentísticas

Buena suerte!

**Comentei sobre essas ideias antes de casar, é engraçado repensar nisso... Era uma postagem sobre Orkutização das bodas ;p
** Sobre a diminuição no número de convidados e outros bichos, tem a postagem sobre Casamentos Recessionistas

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Costureira? Aluguel? Estilista? Dicas pra te ajudar a escolher a melhor forma de adquirir o vestido dos sonhos

A belíssima Roberta Uitinga alugou um vestido Tutti Sposa que era tomara que caia, mas pôde ser personalizado com essas manguinhas de renda cheias de bossa-nova
 Em maio, durante aquele fervo que sempre rola por conta do "mês das noivas", recebi da Livia Jácome (@livola), que é blogueira e redatora do site Pure Trend, a tarefa de responder algumas perguntas sobre a escolha do vestido de noiva. As perguntas chegaram. Eram curtinhas, uhuuu vou tirar de letra! Só vi o balaio de gato em que eu tinha me metido ao começar a pensar nas respostas. Espero que ela não tenha ficado muito cansada de me ler porque só mesmo gastando o latim pra gente tentar dar conta desse assunto tão complexo e que, sem nenhum exagero, tira noites e mais noites de sono das mocinhas noivas all around world. 

Você confere aqui embaixo a entrevista na íntegra, mas não deixa de visitar o Pure Trend pra ficar sempre ligadinha em tudo que rola por aí de inspirador, embelezador e fashionista! 

Ah! E se a senhora estiver perdida, girando girando prum lado, girando girando pro outro em busca do seu vestido, mas não sabe por onde começar, clica aqui pra conhecer a Consultoria de Escolha do Vestido VC&P >> http://bit.ly/voucasarepanz_arte-estilo

Quais são as dicas que vc dá pra noivas que têm duvidas na hora de escolher o vestido?
Muito dificilmente uma mulher ao ficar noiva já sabe de cara que vestido quer usar no dia do seu casamento. Algumas noivas têm em mente este ou aquele modelo, mas a tortura da dúvida pode bater forte, mesmo quando a noiva é uma mulher prática e resolvida. Se a gente já fica em dúvida na hora de ir à festinha do filho do vizinho, imagina só pra casar!  

Pra não entrar num looping infinito de indecisões diante da infinidade de modelos que as revistas e sites especializados oferecem, a noiva precisa experimentar vestidos. Não adianta nada ver o modelo da atriz Fulana, da prima ou do red carpet x ou y, a noiva precisa saber como ficam os modelos no seu corpo, mesmo aqueles que possuem um formato que ela não usaria no dia-a-dia (tem que deixar a vida te surpreender, garota!). 

O vestido de noiva tem uma confecção diferente das roupas normais. Eles costumam ser estruturados com barbatanas, elásticos de sustentação, corpetes e outras engenharias que visam suportar seu peso e/ou formato, além de modelar o corpo e conferir caimento. Lojas de aluguel e ateliês estão sempre abertos para experimentações. Mas atenção! Não adianta sair para experimentar e fechar com o primeiro vestido (os vendedores são muito bons em convencer noivas de que é agora ou nunca!), tem que ver ao menos umas cinco opções de modelo com cabeça fria e uma meta pré-estabelecida.  Importante lembrar também que a maioria dos estabelecimentos só atende com hora marcada.  
A Dani casou descalça na praia, mas fazia questão de um modelo Casablanca (um ano correndo atrás do vestido, amigas!) que ela conseguiu comprar em uma loja do Rio. O vestido já tinha sido de outra noiva. Felicidade passando de mão em mão
O vestido da Maíra Amorim - que alguns mais conhecem como "Aquela Noiva do Cosme Velho" rsss - foi lindo de morrer e feito com todo apreço, detalhes e estilo pela estilista Fafi Vasconcelos
Qual a diferença na escolha do vestido com orçamento apertado ou com orçamento maior?
A principal diferença é o leque de possibilidades. Uma noiva com orçamento apertado terá um escopo mais limitado de escolhas. Para ela seria complicado, por exemplo, almejar um modelo exclusivo de alta costura sob o risco de, no final, ela ter um vestido, mas não ter o casamento.
A noiva on budget precisa estar aberta a alternativas que podem soar loucas, mas que efetivamente tem dado certo, como comprar um vestido online (em sites chineses, americanos ou no Etsy), pedir para uma amiga trazer do exterior ou mesmo viajar pra fora e trazer de lá. São todas opções que impedem a moça de experimentar previamente o vestido escolhido, mas ela pode guiar sua compra experimentando modelos semelhantes. Outra opção é procurar uma costureira. Elas são bem raras hoje em dia, mas existem e podem ajudar e muito na economia. Entretanto, a noiva que procura uma costureira precisa saber o que quer vestir. A costureira é uma executora de modelos; por mais que seu trabalho também envolva criação, a concepção do vestido não é seu forte.

Se a grana está mais amigável e sorridente, a melhor coisa é buscar um/uma estilista seja para fazer o vestido com ele/ela, seja para pedir uma consultoria sobre qual modelo é o ideal para o estilo e tipo de corpo da noiva (muitos estilistas oferecem a opção de comprar o croqui do vestido). Os estilistas fazem uma concepção personalizada, analisam não só a noiva, mas o tipo de casamento, o horário em que vai acontecer e adequam o traje à ocasião. Acompanham também cada pequeno detalhe da confecção debatendo dúvidas e possibilidades com a noiva.
 
A Deborah Porto foi aguerrida na hora de manter o budget do seu casório. O vestido ela comprou no Light in The Box e pagou (tá sentada?) R$ 400,00 contando com o imposto da alfândega!

Quais são os maiores mitos com os quais as noivas chegam sobre o vestido e você desmitifica?
O maior mito que as noivas carregam é acreditar que alugar vestido é muito mais barato do que comprar um. Bem, isso não é realmente um mito. Antes das lojas online dominarem tudo, as noivas só encontravam no aluguel a chance de ter o vestido dos seus sonhos a um preço acessível, mas isso tem mudado. A economia que hoje uma noiva faz comprando um vestido online ou comprando nos Estados Unidos pode ultrapassar 150% em relação a um primeiro aluguel. Essa economia aparece claramente na hora da compra do vestido e, se por acaso a aquisição não parecer tão interessante de imediato, ela vai descobrir que não é difícil vender seu vestido depois do casamento, fazer outra noiva feliz e receber de volta parte do valor investido.

Claro, a coisa muda de figura quando a noiva deseja vestir um modelo de grife. Neste caso, costuma sair mais barato alugar. Outro ponto importante é que o vestido comprado online ou feito sob medida demandam tempo de pesquisa, provas e outros acompanhamentos de detalhes. Se a noiva vive no corre corre ou tem tempo apertado para conseguir o vestido, aconselho o aluguel como saída mais prática para suas questões.


Meu vestido de nuvem!!! Quem fez foi a Wendy da Ieie Boutique, costureira baseada em Nova Jersey e que faz vestidos sob medida à distância. Minha mãe e o Rafael tiraram as medidas. Só amor e só alegria (essa foto foi no dia do Trash the Dress)
A Thaís Rosa casou com um modelo que misturava o clássico com o lúdico do balé. O modelo foi feito pela nossa querida e amada costureira Gorete. 


E se a senhora estiver perdida, girando girando prum lado, girando girando pro outro em busca do seu vestido, mas não sabe por onde começar, clica aqui pra conhecer a Consultoria de Escolha do Vestido VC&P. >> http://bit.ly/voucasarepanz_arte-estilo

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Oh Sweetie! Escolhendo e encomendando os docinhos de casamento com ousadia, alegria e sem desperdício

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Top 1 dramas insuspeitos que você arranja pra sua vida ao decidir casar é esse lance de escolher docinhos. Porque, qual seria a fuckin dificuldade de escolher uns brigadeiros? Uns cajuzinhos? Pois é, amigos, mas quem já passou pela saga ou está parado nesta tarefa do checklist a difícil realidade já bateu a porta: quantos doces colocar? quanto custa? quem contratar? o que escolher diante da variedade absurda de opções.
Meu amigo, minha amiga, essa postagem é pra você.
Pega o chá emagrecedor 20 ervas, agenda o exame de glicose e senta aqui pra gente conversar.

É coisa nossa
A imagem de uma linda mesa decorada repleta de docinhos - que será, num futuro próximo, saqueada como naquela cena do avião em O Senhor das Armas - é bem significativa e nos remete imediatamente a ideia de uma típica festa brasileira. Principalmente às festas mais marcantes: aniversário de 1 ano, de 15 e casamentos. A gente tem a maior ligação afetiva com essas iguarias e acredito que quase todo mundo nessas bandas tropicais tem uma lembrança de brigadeiro sendo enrolado pela tia, vó, vizinha, mãe... e isso influencia muito tudo porque não se trata só de e saborear, mas também de transportado pra outras lembranças, de outras festinhas, outros momentos em que fomos estupidamente felizes. Ou seja, os docinhos não são um item importante apenas por questões estéticas, mas por fazerem parte da nossa cultura e memória afetiva.

Talvez isso explique a segunda coisa mega simbólica nas festas brasileiras que é o ataque à mesa dos doces. Sim amigos, seja em Belford Roxo ou Búzios, uma coisa é certa: os convidados vão roubar docinhos. Quem nunca?? Deixa comer ué! (Só certifique-se de que o fotógrafo já clicou a mesa e que há doces para repor - converse com sua/seu cerimonialista sobre isso)
Essas duas considerações são muito importantes pra que você possa se planejar e escolher direitinho o que vai compor sua mesa de doces e em que quantidade.

Tipos
O mercado oferece uma variedade bizonha de doces, cada um deles pertencente a uma modalidade. Fondado, enrolado, fino.. a doceira vai desfilar mil opções na sua cara e você pode acabar girando girando sem saber exatamente o que é o que. Pare de sofrer. Tenha em mãos esta lista abaixo que vai ficar tudo bem.

Caramelados
Esse é moleza! São doces que recebem como cobertura uma camada de açúcar caramelado. Por dentro podem ser de morango, beijinho, castanhas, mas por fora sua aparência será semelhante a de uma bola de gude. Alguns ficam assim mesmo, lisos por fora, mas também encontramos doces caramelizados cobertos de coco (geralmente queimado) e castanhas (o famoso ouriço!).

O que são: doces normais que usam o relógio do Ben 10 e viram caramelos
Na degustação: observe se os doces são consistentes (não derretem ou desmancham atoa melecando a mão) sem serem duros; se não ficam petrificados com o açúcar a ponto de dificultar a mordida.
Preço médio: de R$105,00 a R$150,00 o cento

Fondados
Doces fondados são aqueles cobertos por uma casquinha de açúcar que parece uma pasta americana bem fina. Por dentro a gente tem os doces de sempre: de coco, de nozes, de chocolate. O que realmente muda é a cobertura e a apresentação já que, por serem durinhos, esses doces permitem uma gama infinita de decorações e cores. Antes de contratar, procure ver como é a cara do bicho pronto, seja ao vivo ou por foto porque cada doceira vai dar ao seu fondado como melhor lhe parecer (talvez a exceção seja o de nozes que costuma sempre ser branco com uma noz em cima)

Na degustação: não é incomum que doceiras usem massa fondada artificial e esse nem é o maior problema. O problema é que, para diminuir os custos (principalmente nos buffets) muitas utilizam fondado artificial de baixa qualidade que fazem o doce ou parecer que está enrolado em farinha ou enrolado em açúcar puro e enjoativo. Verifique a consistência (vide caramelados).
Preço médio: de R$90,00 a R$230,00

Enrolados/ Tradicionais
Personas non gratas nas mesas de casamento e confinados às festas infantis, os doces enrolados têm voltado a encontrar seu lugar ao sol e seu valor numa mesa de doces adulta. Cara, clássicos são eternos! É por isso que o olho de sogra, o cajuzinho e o brigadeiro estão aí fazendo o maior sucesso nos casamentos, geralmente surpreendendo os convidados que se deparam com doces que muitas vezes não viam há anos. Alguns ganharam nova roupagem (recebendo banhos de chocolate ou sendo caramelizados), mas continuam seguindo a regra básica de feitura que é fazer o doce, enrolar em bolhinhas e passar no granulado/côco/açúcar/etc. 
O que são: os doces que você comia quando era pequeno
Na degustação: antes de correr pro buffet infantil mais perto da sua casa, faça uma degustação séria levando em conta que o paladar adulto é geralmente menos tolerante ao gosto excessivo de açúcar. 
Preço médio: entre R$90,00 e R$150,00 o cento

Trufas
Meio amarguinho e possivelmente com um "quê" etílico, eles eram mais visto anos atrás nas mesas de café. Por ficar harmônico com o momento e por serem mais refinados, costumavam ser servidos somente no fim da festa numa despedida chic, mas ultimamente saíram da periferia e são facilmente encontrados na mesa de doces principal.
O que são: doces de chocolate ou creme de leite + noz, avelã e/ou conhaque cobertos por uma fina camada de chocolate sendo, em seguida, polvilhado com cacau em pó (engordei 2kg descrevento isso).
Durante a degustação: coma por mim plis
Preço médio: R$ 100,00 a R$ 150,00 o cento

Doce em copinho
Polêmico, doce de copinho encontra defensores e detratores no mundo dos docinhos. Alguns o acusam de infantil, outros dizem que, quando vc se anima a comer, ele acabou, outros apontam ainda que é difícil encontrar quem faça um realmente gostoso. Já outros, defendem veementemente que ele recorda a infancia, recorda o raspar a panela a mãe fazia o brigadeiro, dizem que fica lindo na mesa e que, por seu formato diferente, quebram a monotonia. Mas a verdade empírica sobre o mundo, é que os doces de copinho tem MUITA saída nos casamentos. A galera come com vontade e sem pudor. Come na hora né, porque não dá pra atochar na bolsa da Tia Zuleide.
O que são: cremes de baunilha, brigadeiro de panela ou cocolate branco cremoso servidos em copinho de acrílico.
Durante a degustação: verifique se o granulado (aquelas bolinhas que vão dentro) são gostosas porque não adianta nada o creme ser wow e o granulado ser vagabundo
Preço médio: R$ 140,00 a R$ 300,00 o cento

Doces finos/gourmet
Há duas definições de doces finos: há quem diga que são aqueles de receitas europeias tradicionais outros que são aqueles feitos com ingredientes nobres ou raros. Outros profissionais consideram que os dois podem ser enquadrados nessa categoria e só fazem uma subdivisão com aqueles de ingredientes mais caros e raros que costumam ser chamados de doces gourmet. O que todo mundo concorda é que os doces finos possuem uma estética e modo de preparo mais complexo que os outros. Psysalis (aquela frutinha cor de laranja), pistache, chocolate belga, damasco e amoras são alguns dos ingredientes usados nessas docinhos. Nessa categoria também se enquadram "doces de autor", ou seja, receitas exclusivas feitas por cheffs doceiros.
O que são: doces rycos
Durante a degustação: aproveita, né! Mas fica ligado que às vezes você come um negócio, acha ruim e pensa "pô, como sou ignorante, não consigo apreciar essa iguaria" mas aí pede opinião pro coleguinha do lado porque às vezes o bagulho é ruim mesmo. Ok, às vezes NEM É RUIM, mas é pouco democrático.
Preço médio: R$ 120,00 a R$ 400,00 o cento

Chocolates/bombons
Eles apareceram na mesa de doces dos casamentos há pouco mais de 4 anos, mas são tão amados que ninguém se lembra como era a vida antes. Eles podem ser frutas cobertas por chocolates, versões de docinhos tradicionais ou bombons maciços e apresentam um sem número de possibilidades de decoração indo de uma singela flor de biscuit a um arabesco em silk (pois é).
O que são: São.. err.... bombons
Durante a degustação: verifique se eles não tem gosto de guarda-chuva de chocolate. Afora isso, vale tudo
Preço médio: R$ 120,00 a R$ 200,00 o cento



Como fazer as degustações
Você precisa ser uma pessoa organizada pra fazer as degustações, principalmente se estiver organizando o casamento por conta própria. Isso porque são muitas coisas e sabores a ver; a gente fica confuso sem saber por onde começar. Peça indicação para sua assessoria e para as casadas tendo em mente duas perguntas essenciais: 1. É gostoso? 2. Entregou direitinho no dia? Porque uma coisa sem a outra não vale de nada.
Assim que as doceiras canditadas forem eleitas, procure saber como se procede com a degustação. Os meios mais comuns são:
- Entrega de caixa com amostra dos docinhos em domicílio ou trabalho dos noivos (geralmente é cobrada uma taxa por isso)
- Degustação na casa ou ateliê da doceira. Costumam ter dia fixo, você precisa ligar ou mandar email pra agendar sua ida. Algumas doceiras promovem semanalmente estes encontros e outras mensalmente. Normalmente, sem custo.
- Degustação em feiras - algumas doceiras entregam degustações em feiras de noivas, mas são raríssimas. Normalmente, a noiva combina com a doceira de ir a feira retirar sua caixa e pode/deve aproveitar a oportunidade de conhecer pessoalmente a empresa. 



Quantidades x Tipos de recepção
Recepção tipo "Bolo e champanhe" diurna ou vespertina / Brunch Como a recepção é curtinha, as pessoas não vão ter muito tempo pra pegar docinhos portanto coloque o foco no poucos e bons: 3 doces finos/gourmet por pessoa

Recepção sem bebidas alcoólicas
Quem é protestante sabe que a galera da igreja é fã de uma boa iguaria açucarada, então adocica meu amor, capricha nos bolos, tortas e sirva 6 docinhos por pessoa

Festa regada à cerveja
Como a cerveja pede acompanhamento salgado, as pessoas costumam não achar os doces atraentes aos olhos e ao estômago deixando pra pegar só no fim da festa e comê-los só no dia seguinte. Noves fora, isso dá 4 doces por pessoa.
Balada
Embora a galera do batidão pareça ocupada demais bebendo e dançando, sempre chega a hora da larica. E, diferente das recepções mais comportadas, os homens todos perdem a tradicional reticência em relação a pegar docinhos e atacam a mesa fazendo nossa média alcançar 6 doces por conviva

Mesa de doces com sacolinhas ou quentinhas 
Super condizentes com a tradição nacional do "roubo de doces", muitos casais tem optado por disponibilizar saquinhos de kraft e caixinhas pra galera levar as iguarias pra casa com dignidade ao invés de pedir pra tia Candoca esconder na bolsa. A galera vai avançar sem medo em cima da mesa e isso vai pedir uma conta de 8 doces por pessoa.

>>> ATENCION

A proporção de doces por pessoa tem muitas variáveis. O que a gente tenta é fazer uma estimativa que, ao mesmo tempo, sirva a todos e evite desperdícios. O tipo de público, a quantidade de mulheres (homens comem doces, mas não curtem ir buscá-los), o tipo de bebida servida são, na minha opinião, as principais variáveis.

Proporção x Tipos de doces x Tipo de recepção
Festas lúdicas e/ou informais 30% doces tradicionais
20% chocolates
20% doces fondados (pode-se reservar 5% desta cota pros caramelizados)
10% doces lúdicos como doces de copinho, maçã do amor, paçocas etc
15% doces finos/trufados
5%  doces lúdicos como cupcake, macaron e caketops

Festa tradicional ou phynesse 
20% doces finos/gourmet
20% doces fondados
20% de chocolates
10% doces gourmet
20% de doces tradicionais
5% trufados
5% caramelizados
(pode-se acrescentar alguns doces de copinho pra fazer uma graça)
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