domingo, 28 de novembro de 2010

Minha 1ª inspiração: um mini-casamento lúdico e delicado


Fiquei pensando nessa coisa de bridezilla. Quando se deu o exato momento em que, de uma reunião com bolo e champanhe, a ideia de casar se transformou efetivamente numa ideia de casar, de fazer um negócio que é tradicional, ritualístico e psicótico. Porque a gente na verdade na verdade estava era pensando em comprar alianças e fim de papo, mas como vou colocar aliança e sair por aí assim, eu não sei... toda e qualquer sociedade é feita de PARENTESCO, MITO e RITO, ensinou o Manolo, e eu não fiquei afim de sair hackeando a sociedade ocidental assim não.


Bom, mas pra encurar a história, estava com a ideia de um bolinho, um brunch , descobri que o nome disso era miniwedding e clica lá, clica cá, dei com fotografias da britânica Marianne Taylor. Foi naquele exato instante, em que vi as fotos do casamento mágico de Elodie e Vianney que a bridezilla prill começou a rasgar a blusa, ficar verde e subir no Empire States. Gente, pirei. LINDO! LINDO! Caralho!! (caralho é um termo superlativo que remete ao infinito).
Me impressionou o quanto um casal lá na França podia reunir coisas sentimentais, pequenezas, cores e coisas tão parecidas com a que nos toca (afora o rosa, o Rafael não curtiu o rosa). Pronto, foi ali que eu decidi que queria um lance daqueles, bonito assim, delicado assim, feliz assim.

Seguem as imagens, mais em baixo eu falo um pouco sobre a experiência da Elodie, a bridezilla cool, na montagem do seu casamento.







Fantástico, amigas (os)!
Criativo demais, inspirador demais. Quem sentiu falta de garçom? De mesa de vidro? De mulher robô que nem te conhece dizendo meia dúzia de bobagens ao microfone?
Mas, falando sobre os dados práticos:
Elodie (na verdade, Eleonora) conta em seu blog pessoal que demorou 9 meses para montar o casório e que teve um trabalho enorme para garimpar os mil detalhes, que foram a essência da sua festa no bosque.
Seu casamento com Vianney - um relacionamento de 10 anos - começou às 15:30 e, pelo horário, a decisão foi de fazer um cocktail e um buffet de degustação bem descontraído com guloseimas e mini hambúrgueres para ser servido após a cerimônia civil (que foi no próprio cartório, ao som de All we need is love e com uma juiza escrota que não os deixou dar o beijo final). Ela também pediu para o buffet que fizessem um nectar vermelho servido em seringas, a que chamou de True Blood.

O pai e o tio atacaram de garçom mais outros familiares. O pai também foi o responsável pelas etiquetas dos vinhos e do champanhe. Ah sim! E o algodão doce!! Eu quero só pra fazer um brinks com meu diabetes!
As cores nas roupas dos convidados, cheio de listras, poás (bolinhas) e esse colorido todo foram um pedido da noiva, que ficou feliz de todo mundo ter topado a brincadeira. Inclusive as avós. O resultado nas fotografias ficou gracioso.

A festa não teve DJ. Foi no esquema do iPod com caixas de sons potentes. Infelizmente ainda não consegui descobrir que tipo de música ela colocou, é uma informação importante: o que tocar numa festa com este formato?

Bom, no relato, Elodie conta ainda que não gostava de casamentos. Ficou noiva, mas a ideia de casar em si "não a fazia sonhar". Foi o incentivo dos leitores de seu blog e o relato de outras noivas que diziam sobre o quanto aquele momento tinha valido a pena que a fizeram ver a ideia com outros olhos.
Decidiu então passar a mão na bunda desta sagrada intituição e fazer tudo bem no estilo de vida do casal e, no final, fizeram a festa que queriam junto às pessoas que amavam. Diz isso sob a reflexão de que não deu pra pôr em prática TODAS AS SUAS IDEIAS MALUCAS (a que ela chama de "imprudentes"), que isso não é possível, temos de aceitar o mundo real, mas que buscou se aproximar o máximo possível disso. Sábia, essa conclusão. É a volta da sobriedade ao espírito da noiva louca e destruidora, da bridezilla. Reconfortante.


Há mais informações, mas preciso terminar o almoço, /fazer minhas leituras e ajudar o Rafa a pendurar nossa cortina da sala (finalmente poderei andar de calcinha em paz nessa casa!). Espero que não tenha sido uma postagem cansativa.

Hasta!

As imagens são do site da Marianne Taylor e o relato foi adaptado do blog da Elodie, onde vocês vão poder encontrar também uma tonelada de olhares inspirados, não só sobre o casamento dela, mas sobre o dia a dia mesmo.



2 comentários:

Ni disse...

Pri,
Ri muito do "passar a mão na bunda desta sagrada instituição" hahahaha. Seu post me fez lembrar de algumas coisas: que nunca sonhei com festa de casamento, quando fiquei noiva pensei em um bolinho depois do cartório, e agora estou aqui, quase surtando com salão-vestido-grinalda. Fui perdendo esse norte da leveza, da comemoração do amor, que é muito leve. Vou tentar ver (até fevereiro, mês do meu casório) as coisas de uma forma mais leve... passando a mão na bunda dessa instituição, kkk. Bjos!

Emanuelle disse...

Muito lindo esse casamento, amei! Eu tambem nunca tinha sonhado em casar agora estou aqui rss

bjinhus

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