sábado, 30 de julho de 2011

Uma prévia, um teaser: ibagens, Datena!


Intervalo do trabalho em Bacaxá, recebo uma prévia das imagens. Já posso morri?

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Pós-casamento: paranóias, perfeições, lidando com as coisas que dão errado


Ai Pri, eu te entendo, a gente leva tanto tempo preparando tudo com carinho e imaginando como ficaremos, que dá um pouco de frustação sim quando não sai exatamente como imaginamos. Eu também fico me martirizando por não ter escolhido uma equipe de fotografia que fosse mais do meu jeito. A equipe que escolhi é boa, mas as fotos nào ficaram como eu gostaria mesmo. Não tenho nenhuma foto de frente a igreja como eu queria ou em um lugar bacana, mesmo tendo escolhido a dedo o hotel, clube e a igreja que eu queria. Na vespera de receber as fotos me torturei e perdi o sono, pq logo eu que sou louca por fotos, que vivo admirando as fotos bacanas, não perdi meu tempo seguindo minha intuição, em vez de aceitar a sugestao das pessoas e escolher alguém apenas pq me recomendaram e não pq eu amei as fotos. REpito burra, burra e burra. Fora o lance do vestido. O pior de tudo é que os fotografos e a estilista são uns fofos, e eu não consigo ficar com raiva deles, só de mim mesmo, aff. Não que não ame olhar as fotos que recebi, tem algumas bonitas, mas não são como imaginei. Eu também deveria ter feito prova de maquiagem e cabelo, mas não quis perder tempo e dinheiro com isso, e também não procurei levar nenhuma referencia. Então meu visual não ficou exatamente como eu sonhei, acho mais por conta do vestido. Não me senti linda no meu casamento, mas estava feliz. Então te entendo muito. Temos que lembrar das coisas boas e a vida nào é perfeita. Não podemos controlar tudo. Tá gostaria de voltar no tempo e ajeitar estes erros, mas que droga não existe máquina do tempo. (Ev)
No meu caso foi o cabelo. Desde sábado acordo e penso que meu cabelo tava uma merda e que isso é grave: o cabelo é a moldura do rosto, logo, meu rosto estava mal emoldurado, logo eu estava horrorosa e vocês podem fazer ideia do que é você se sentir horrorosa no dia do casamento. Ok, não horrorosa... na verdade nem é uma questão de feiura ou beleza.
Casamento, na nossa cabeça de mulher, na nossa cabeça dirigida por úteros e progesteronas à bordo dum carrinho de montanha russa, é um ideal. Não me entendam errado, por favor, mas sejam sinceras: imaginamos como as coisas serão, desejamos que o momento chegue, acalentamos expectativas e é exatamente isso que estamos fazendo aqui nas nossas conversas, não é mesmo? Não neguem, não neguem.
Junto com o Rafael, cuidei de cada coisa, cada cor, imaginei cada momento, música com o maior carinho e paciência que eu nem imaginava que teria algum dia na vida. Ele me ajudou imensamente, acrescentou também as próprias vontades e gostos, mas ele sabia (e ele sabe) que esse é um momento da mulher, um momento de sonho standard seja com Barbies ou com Bollywood, não interessa, nenhuma de nós, nem mesmo as guei passiva, estão imunes.

Aí eu pensei num cabelo vintage que não tive, que ficou artificial, que ficou misturado meu cabelo crespo com parte lisa e eu fico me torturando. Claro, ninguém lá viu nada disso. Era uma coisa que tava só na minha imaginação. Fico pensando que eu mesma devia ter feito minha escova e prancha porque eu saberia fazer (o cabelo no ensaio engagement fui eu quem fiz, gente! sou talentosa?) eu saberia o que desejo. A culpa foi minha. Não confiei no meu instinto, não levei uma foto de referência, não consegui raciocinar um protesto contra a cabelereira na hora. Burra! Burra!

Bem... mas as coisas não sairam daquele jeito que sonhei. Os mínimos detalhes....
A porra do ideal é só uma porra dum ideal, mas não estou por aqui conseguindo lidar com isso. Escrevi pra uma de nós. Não sei se ela me deixaria dizer o nome, por isso não vou dizer. Ela passou/passa por algo parecido. Depois escrevi para uma outra amiga, muito querida.
Vai ficar um texto muito longo isso aqui, mas acho que termos documentado: algumas coisas podem dar errado e depois vamos ter de segurar a peteca. Principalmente quem, como eu, é recessionista e preferiu não vender um fígado pra contratar o Kamura ou que, como eu, gosta de emoções fortes e acha importante não cultivar a perfeição.

Perfeição é fruta que não existe, mas no mundo dos casamentos ela parece acessível, dizem que podemos/devemos comprá-la... Parece que acreditei nisso e agora não estou conseguindo fazer o caminho de volta. Algumas pessoas também falaram mal disso ou daquilo, não consegui descer pra Lapa com o Rafa porque meu pai, bêbado, criou uma confusão muito doida, os chocolates Hershey que comprei no The Knot e deu o maior trabalhão pra trazer dos EUA ficaram esquecidos na cozinha, problemas familiares transformaram o dia anterior num pesadelo e eu me pego pensando que se algumas pessoas tivessem sido não-hostis comigo eu teria tido mais calma, a floricultura não entregou as gérberas...

Ah, cara! Quer saber? Foda-se. CANSEI DESSE CARALHO!!

Amiga, precisei rever as fotos novamente para tentar entender este seu sentimento de total desabamento emocional pós-casório. E mesmo com toda a sua critica ainda na minha cabeça não me desapontei. Continuo achando tudo tão original/especial/autentico/fresco. Nós, pessoas extremamente auto-criticas nunca nos realizaremos plenamente ou daremos "um break" para nós mesmas. Chega a ser triste. Por outro lado ei entendo o drama. Senti-me tão feia no casório da minha irmã, principalmente porque ñ fui feliz na escolha do vestido; 1) pois fui escolher com o David a tira-colo, 2) porque a loja tinha poucas opções e eu só sabia daquela loja. Ainda hoje olho para as fotos com um certo desprezo. A diferença é que eu ñ era a noiva. Inclusive quando o fui escolhi a roupa contrariada e a minha mãe de ultima hora mandou fazer uma saia longa, quando, para agrada-los, decidimos nos casar na igreja. Imagine, sem nem provar minha mãe encomendou uma saia com uma costureira amiga e escolheu todo o resto! Enfim... Tudo isso para dizer que apesar dos pesares outras coisas, menos estéticas, preecheram e ainda preenchem a minha memória. E são elas que realmente importam e vão importar. Gosh, sou PESSIMA amiga para ajudar a levantar a moral. :(
De qualquer maneira, queria que soubesse que me tocou muito ver as fotos, fiquei emocionada ontem ao abrir o seu mail, com ou sem cachos, simples ou não, bem ou mal repartido, vocês brilharam. (Isa)
imagem: projetovestidodenoiva.com.br

terça-feira, 26 de julho de 2011

Calculando meus gastos: correspondências orkutistas

eu, Lila e Pads eternizando fotos no espelho do banheiro porque somos, olha... phynas


Amigas, ainda estamos fazendo o calculo total dos gastos preu poder passar pra vocês bem direitinho, mas, a princípio, estamos chutando um total de 12 mil, que vocês acham? Isso contando vestido, aliança e cartório.
Foi o dobro do orçamento inicial, não sei se vocês lembram, pensei em gastar 6.500, mas é que também nos atiramos em certos caprichos.... e a reta final foi cheia de pequenas coisas que juntas somaram um valor exorbitante [ao menos pro meu bolso]. Outro fator que encareceu foi morar em São Gonçalo e ter feito o casamento em Santa Teresa: o transporte das coisas, das pessoas... isso tudo gerou um custo maior do que imaginávamos.
Basicamente é isso. Chuto 12 mil, festa planejada pra 80 pessoas. Foram 71
:***

13:18 (5 horas atrás)



Sr.& Sra.

priscilla
cara vc fez uma festa para 80 pessoas e gastou 12 mil? nossa muito caro rs
17:00 (1 hora atrás)

Priscila

mto caro

12 mil p 80 pessoas é mto caro, ja divulguei aki e volto a divulgar , to fechando c o buffet paty festas que me cobra 25 p pessoa..
Continuo querendo ajuda para um orçamento de decoração de igreja mais barato, alguém conhece?

17:45 (38 minutos atrás)

A questão do caro
olha não acho 12 mil barato que não é. é dinheiro pra cacete, é grana!
mas, agora, vocês só podem estar dizendo isso porque não acompanharam a saga da coisa toda, só pode ser. porque buffet de 25 reais tb achei vários, mas do que é que ia nos adiantar estar num lugar que não gostamos, decorado de maneira que não gostámos, comendo uma comida que não curtimos? sério?

não adianta Priscila e Sr.Sra., se há alguma pretensão de fazer algo NO SEU GOSTO você vai ter de meter a mão no bolso porque as opções em conta só vão conseguir satisfazer às pessoas que curtem aquilo ali que estão oferecendo. Infelizmente não é o nosso caso: não queríamos buffets de salgadinhos porque não transamos comida gordurosa, não queríamos mesa de ferro, não queríamos casar em são gonçalo.

enfim... não acho 12mil caro não, não mesmo. cês tão fora da realidade porque pra fazer um casamento muito abaixo disso cês vão ter de rebolar. é possível! olha que é possível! há açlgumas postagens atrás postei um casamento absolutamente fofo que saiu no Casando sem Grana

Juliana e Sérgio (esse casal aí do link acima) pra mim são heróis, são dois fodidões. são exemplo a serem seguidos, mas as possibilidades de talento manual, de conhecidos talentosos que deom esse ou aquele item essencial não está ao alcance de todos.
não estava ao meu alcance em muitos momentos.

em paralelo: os caprichos. quis comprar um vestido. saiu caro não, 800 pau mas, se eu fosse ajuizada, tinha comprado na C&A. flores comprei no centro da cidade, 300, OS PUTOS SÓ ENTREGARAM AS GÉRBERAS COM A FESTA COMEÇADA, mas beleza. O buquê fizemos ali no maior improviso e foi o buquê dos meus sonhos.

18:03 (21 minutos atrás)

MoniquePri, me responde:vc se arrependeu de alguma coisa? Faria tudo de novo? Deixe seus ensinamentos para a posteridade,heheh...

O budget extrapolou, mas enfim, somos pobres porém somos enjoadas kkkkk...Recessionista sim, mas com o maior bom gosto, rs...

18:03 (20 minutos atrás)


prill

cartório + alianças + local nos levou quase metade do orçamento! bom, pensem em tudo isso, reflitam. é melhor ficar logo ciente da realidade e das possibilidades que hoje o mercado nos oferece. infelizmente, é tudo restrito e as opções são draconianas. isso pode mudar, mas hoje é o que temos.

conformem-se o quanto antes pra que possam agir da maneira mais racional, mais ciente. é o que penso.

18:12 (11 minutos atrás)

prill

vou falar do que me arrependi
de não ter ligado pro Werner e feito meu cabelo lá. só isso. porque to vendo as fotos e qurendo cortar meus pulsos.

tendo minha cabelereira desaparecido, peguei um encaixe num salão do Bairro de Fátima e a mulher não entendeu porra nenhuma do que eu pedi. óbvio, eu tava completamente transloucada, fora de mim, histérica, não mostrei imagens. Falei: anos 50 e a mulher disse que não fazia ideia de que tipo de penteado seria esse. Naquele momento eu deveria ter pego um taxi, ido pro Werner e aumentado em mais 500 pau meus gastos.

Vejam, agora vou me torturar for ever com essa porra! olho as fotos e quero me enforcar por não ter eu mesma metido um pente, feito do meu jeito. nunca eu usaria aquele penteado na minha vida cotidiana, mas usei lá. Fiquei igual uma debutante, ficou podre. A galera gostou, mas, como acabei de escrever pra Eva, todo mundo acha noiva bonita. Quem tá do outro lado do véu é quem sabe que o senso crítico continua e que a verdade ta aí pra ser dita.
Vou pedir pro Fabio Moro photoshopar tudo
Fora isso, não me arrependo de nada. Nem do caos nem dos gastos.
Meu ensinamento mor: entreguem os convites!!! entreguem!!! nem que seja impresso no word numa folha chamequinho. As pessoas tem dificuldades de processar o que não recebem em papel. Nesse caso, limpam, a bunda com o seu save the date. Tô sendo franquíssima (a cerveja aqui que to bebendo não deixa ser de outra forma). NÊRGO VAI ACHAR QUE VOCÊ VAI FAZER UM CHURRASCO E TANTO FAZ IR OU NÃO. Com toda loucura e solidão da minha jornada, não consegui entregar todos os convites antes de 1 mês e muita gente faltou.

A coisa das bebidas colaborativas tb não vingou. Um amigo teve de descer Santa e ir nos depósitos da Lapa comprar bebida. BRINDAMOS COM CIDRA CERESER, MONIQUE!!! VIZUALIZE, POR FAVOR
outra coisa é lembrancinha: nêgo é louco! saquearam as lembrancinhas. era uma xícara por família e teve gente montando aparelho de chá. tudo bem, isso acontece e até a gente ri depois, mas... hahahahahaha neguinho levou tudo!

deixem alguém de cão de guarda das lembrancinhas se elas forem ficar expostas, avisem a quantas pessoas for necessário avisar que tem de tomar conta do bagulho.

Outra coisa, não deixem a galera ficar tirando fotos e te filmando eternamente. Fujam, declarem moratória, façam o que vocês quiserem, sejam incisivos. Eu queria ter comido mais porque sou gorda, mas até deu pra tomar meus bons drink, fazer umas dancinhas... isso porque fomos definitivos GENTE, BYE! porque a galera quer ficar com os noivos pra sempre. O Fábio até tirou uma foto nossa comendo escondido igual umas cutias. vou pôr na legenda da imagem: casamento realidade
Afora isso... deixa eu ver... não me arrependo de absolutamente nada. Nem de ter colocado parentes e amigos pra organizarem tudo e ficarem como baratas tontas porque, como vocês devem imaginar, centralizei as informações (era eu sozinha fazendo tudo!) e na hora muita gente não sabia o que é que ia rolar afinal.
O que importa é que ficou patente que ali tudo tinha o toque dos amigos e da família. Isso foi sentido por todos e era tudo o que queríamos. Minha tia ligou ontem dizendo que acordou domingo como se tivesse acordado dum sonho. Eu desafio qualquer equipe de decoração a fazer algo poderoso assim. A verdade é algo que salta. A verdade, o orgânico, o que é feito com carinho e paixão. Isso não faltou. Foi perfeito então... só precisarei cortar minha cabeça nas fotos.

18:20 (3 minutos atrás)

Monique

Pri, acho que postamos juntas, rs..

Eu concordo com vc. Não achei seu casamento caro não, não que 12mil não seja dinheiro, mas dentre as prioridades que vc escolheu para sua festa, ser um evento intimista, de personalidade, de charme, fugindo da pasteurização dos casamentos, achei que vc fez milagre....12 mil pra ter seu álbum de casamento com a vista de Santa Teresa(e não no buffet de 25 reais com cara de rodizio da esquina) tá muito bem pago, a meu ver, rs...
Eu sou detalhista, perfeccionista, super ligada em design e significado pessoal das coisas, e infelizmente, isso tem seu preço.

18:24 (0 minutos atrás)

domingo, 24 de julho de 2011

Casei, braziu!

chegei, quedê ibagens?

Aos vinte e três dias do ano de Nosso Senhor Jesus Cristo do ano de dois mil e onze finalmente contraí matrimônio com o Sr. Rafael Alves de Santana. Doravante, chamar-me-ei Priscilla de Oliveira Alves de Santana.
Na hora em que a juiza perguntou você aceita, eu respondi "aceito" e a voz que saiu parecia que estavam me esganando, não sei que voz foi aquela: era muita lágrima ao mesmo tempo, muito Rafael ao mesmo tempo, amigos, coisas, lembranças, amor, fogo e paixão. Era muita coisa.
Minhas queridas amigas, aparentemente deu tudo certo. Ficou tudo tão bonito! Assim, eu acho que ficou, as pessoas estão dizendo e estou inclinada a acreditar nelas porque me lembro muito pouco de tudo o que aconteceu. Achei, principalmente, que passou muito rápido.

O bolo que levei da cabelereira/manicure foi resolvido com um encaixe num salão do Bairro do Fátima. Foi todo mundo muito bacana comigo, a família do Rafa que foi mega solidária quando acordei com a pior das caras, a minha mãe que se desesperou do outro lado da linha até mais de meia noite... Se a prima do Rafa não tivesse me dado um sanduiche de queijo e presunto, mais um copo de suco de laranja, provavelmente eu não teria comido nada.
O cabelo não ficou como imaginei, não ficou anos 50, ficou noiva standard. No meio dos aprontamentos, chegou um negão armário de preto lá no salão perguntando por mim e levei o maior susto porque, caraca! os federais! mas aí era o pessoal da filmagem da Etiene (fuck yeah profissa!). Ninguém tinha nem uma base, nem um corretivo pra me emprestar. Foi assim que acabou rolando o making off da noiva.
Enquanto isso, Rafael estava numa barbearia da Central e eu fiquei muito feliz porque ele fotografaria junto com o pai dele e acho isso lindo, encontro dos homens. Nem todo pai-e-filho consegue esse momento ou tem a oportunidade de algo tão especial.

A Clara [sra. Fábio Moro] apareceu também de repente ao salão! Linda linda! Foi engraçado estarem todos de preto pra uma coisa que era meu casamento: galera do staff. Espero que todos usem seus belo photoshops porque VOCÊS CALCULEM COMO FOI MINHA NOITE sabendo que não tinha uma cabelereira e que tava com cutícula de dias e ouvindo uma chuva que caía insistentemente. Tive delírios, pesadelos, sonhei que não tinha comida na festa, rezei pro clima tempo errar, pra que caísse toda a água necessária logo de uma vez, pensei no Rio de Janeiro [estávamos numa suite dum albergue em Santa] e em como as chuvas tropicais bla bla bla.
Acordei um bagaço.

Como não durmo decentemente há mais de uma semana - noites entrecortadas por tylenol pra baixar a febre e mudanças de roupa, encharcada, depois que a temperatura abaixava - preciso dormir agora, preciso dar uma encurtada: parece que deu tudo certo, gente! A família, minha e do Rafael, os amigos e as amigas, todos se destacaram pra fazer algo. Não vou dizer que ficou leve pra quem tava envolvido. A Rosana, minha sogra, tá até agora bolada com o stress que passou. Bem, no dia seguinte, na sexta, não aguentei e sumi da casa de festas. EU NÃO TINHA SAPATOS AINDA! Além do que estava de saco cheio, saco cheio, de tudo e de todos, de mim. Não tinha também acessórios, véu, depilação, tinha porra nenhuma. Eu chegava nas lojas e as vendedoras se chocavam.
No final da tarde, experimentando um sapato na liquidação da Rua Gonçalves Dias, encontrei um amigo querido que foi comigo ver coisa por coisa que faltava (FALTAVA FLORES!!! Só tínhamos 1 carro e ele teria de trazer o bolo e a doceira, como ele estaria na CADEG buscando flores ao mesmo tempo. PRECISAMOS DE UM CARRO! essa é a grande lição). Tomamos uns bons latão de Brahma e voltei mais tranquila pro hostel, pronta pra receber a notícia linda de que teria de casar com as unhas todas descascando, coisa bonita.

Só sei que as damas tavam lindas e que a comida tava gostosa ao extremo. E que quando entrei todo mundo fez OOOOH e fiquei besta com isso. Chorei, amigues, chorei pracaralho. Abraçava as pessoas e lembrava do quanto me ajudaram a estar ali naquele momento e nem sabia que tinha tanta água no corpo pra chorar.

Quero agradecer a todas as torcidas, orações, vidrinhos de geleia e palavras de apoio. Impossível medir a importância de vocês aqui ao meu lado dessa forma que vocês estão; ao meu lado independente de distância, de encontros ao vivo que nunca aconteceram. Vocês foram minha força, minha turbina de inspirações e reflexões. Não tenho como agradecer.
Hoje vou dormir, finalmente. Meu organismo tá tao graças a deus acabou que até minha menstruação veio adiantada. Lua de mel não haverá porque tem muita coisa pra fazer nessa vida, muita grana pra recuperar. A gente vai viajar assim que for possível, pra ficar preto no braquinho. Vocês acreditam que nunca viajamos???? Precisava comentar isso, foi mal (é porque é bizarro!).

Segue aí em baixo algumas fotos da e-session que fizemos com o Fabio Moro porque ainda não temos as ibagens - eu quero as ibagens!!!! Aproveito pra agradecer a ele e a Clara. Não sei como ficaria minha cabeça sem a beleza desses dois por perto.
Tambéma agradecer a Julia Pessoa [Oh Happy Day].

Julia, quero te agradecer por uma coisa imperceptível, talvez. As damas entraram e você fechou a porta, permaneceu ali parada como um guarda da rainha. Eu me vi no espelho e respirei; estou sozinha, estou em paz, vou ali fora pra oficilizar um amor. Você permanecia lá e minha mente se acalmou, se esvaziou. Você ficou como uma sombra, como uma sentinela entre mim e todo o resto que não faço ideia de como vai ser minha vida. Aí você entreabriu a porta e disse: noiva, está ouvindo os violinos? Pode entrar.
Julia, Julia... essa garota não é fácio. Poético! Se eu tiver de escolher um top 10 momentos da minha vida em que o mundo parou, escolheria esse. Obirgada, obrigada por ter trazido ordem ao caos dos instantes mais absurdos que já passaram por mim.




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